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1

Aula 14 – Parte 2 

CORRELAÇÃO ............................................................................................................................................... 2 

REGRESSÃO LINEAR ................................................................................................................................ 17 

Relação das questões comentadas .................................................................................................... 27 

Gabaritos ...................................................................................................................................................... 34 

 

 

 

 

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2

CORRELAÇÃO 

 

Vamos  pensar  em  duas  variáveis  que  possuam  alguma  relação.  Suponha  que 
estas variáveis são peso e altura de um grupo de indivíduos adultos. O gráfico 
abaixo mostra um conjunto de possíveis valores. 

 

 

Figura 1 – Diagrama de dispersão peso x altura 

Este gráfico acima é chamado de diagrama de dispersão.  

Apesar  de  as  variáveis  peso  e  altura,  para  o  grupo  pesquisado,  não  se 
comportarem exatamente segundo uma reta, a relação existente é quase uma 
reta. Ou seja, é quase linear.  

Isto pode ser útil para estimarmos valores. Podemos, sabendo apenas a altura 
da  pessoa,  tentar  identificar  seu  peso  (é  mais  ou  menos  isso  que  faremos 
quando estudarmos regressão linear). 

Neste  exemplo  ficou  extremamente  claro  que  existe  uma  reta  que  aproxima 
bem a relação entre peso e altura. É que os dados não foram obtidos a partir 
de  uma  pesquisa.  Eu  construí  os  dados  de  forma  que  ficasse  bem  evidente  a 
relação quase linear entre peso e altura. 

Em  situações  reais  é  comum  surgirem  casos  em  que  a  relação  linear  não  é 
assim  tão  evidente.  O  diagrama  de  dispersão  a  seguir  ilustra  uma  situação 
assim. 

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3

 

Figura 2 – Diagrama de dispersão peso x altura – relação linear menos 

intensa 

A Figura 2 representa uma outra população, em que a relação entre os pesos e 
as  alturas  dos  indivíduos  não  segue  uma  relação  linear  tão  forte  quanto  na 
população representada na Figura 1. 

De  todo  modo,  no  diagrama  acima,  ainda  fica  razoável  afirmar  que  há  uma 
relação  linear  entre  peso  e  altura.  Mas  a  relação  não  é  tão  próxima  assim  de 
uma reta quanto era no caso da Figura 1. 

Pois  bem,  aí  entra  o  coeficiente  de  correlação  linear.  Ele  vai  nos  dar  uma 
medida do quão forte é a relação linear entre duas variáveis. 

A fórmula do coeficiente de correlação linear é: 

(

) (

)

[

]

(

)

(

)

=

=

=

×

×

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

1

1

2

2

1

 

O coeficiente acima é chamado de coeficiente de correlação linear de Pearson. 

É  possível  demonstrar  que  o  coeficiente  de  correlação  assume  valores  apenas 
no intervalo de 

1

 a 1. 

1

1

r

 

Quanto  mais  próximo  de  zero  está  o  coeficiente  de  correlação,  menor  é  a 
relação  linear  entre  as  duas  variáveis.  Quanto  mais  afastado  de  zero  está  o 
coeficiente de correlação, maior é a relação linear entre as duas variáveis.  

Alguns comentários importantes. 

O fato de o coeficiente de correlação ser próximo de zero não significa que não 
exista  relação  entre  duas  variáveis.  Significa  apenas  que  as  duas  não  têm 
relação  linear.  Pode  ser  que  as  variáveis  se  relacionem  de  outras  maneiras. 
Pode ser uma relação quadrática, exponencial, etc.  

O  fato  do  coeficiente  de  correlação  ser  muito  próximo  de  1  (ou  -1)  não 
significa que as duas variáveis tenham uma relação de causa e conseqüência. 

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Não implica que uma delas tenha efeito direto ou indireto sobre a outra. Pode 
ser  que  as  duas  sofram  influência  de  outras  variáveis  de  maneira  que  isso  dê 
origem a uma forte correlação entre ambas.  

Outro  comentário:  o  coeficiente  de  correlação  é  geralmente  calculado  a  partir 
de  uma  amostra  de  valores  de  X  e  Y.  Considere  que  a  amostra  tem  n  pares 
ordenados  (X,  Y).  Se  a  amostra  for  grande  (isto  é,  se  n  for  grande),  então  o 
coeficiente de correlação deve dar um bom indício do que ocorre na população. 
Neste caso, se 

0

r

, então é bem possível que não exista relação linear entre 

X

 e Y. 

Se n for grande e 

1

r

 ou 

1

r

, novamente temos um forte indício de que há 

relação linear perfeita entre X e Y. 

Contudo,  se  a  amostra  for  pequena,  ela  pode  fornecer  resultados  enganosos. 
Basta  pensar  numa  amostra  de  tamanho  2.  Se  temos  apenas  dois  pares 
ordenados, nosso diagrama de dispersão terá apenas dois pontos. Dois pontos 
distintos sempre estão ao longo de uma mesma reta. Neste caso, o coeficiente 
de correlação será igual a 1 (ou -1). 

Pergunta:  neste  caso,  podemos  afirmar,  com  certeza,  que  há  relação  linear 
perfeita entre X e Y? Não, não podemos. Nossa amostra é que foi pobre, muito 
pequena.  É  bem  possível  que  nossa  amostra  esteja  fornecendo  um  resultado 
enganoso. 

Para  os  dados  da  Figura  1,  o  coeficiente  de  correlação  é  0,998.  Como  a 
quantidade de dados é muito grande, não vou detalhar o cálculo aqui. Apenas 
observem  que  o  coeficiente  de  correlação  é  muito  próximo  de  1.  Ou  seja,  a 
relação linear é muito forte. Isto já dava pra ver no próprio gráfico. Os pontos 
praticamente formavam uma reta. 

Vejamos um outro exemplo, com menos números envolvidos. 

 

Um  grupo  de  quatro  alunos  estudou  junto  para  as  provas  finais.  Feitas  as 
provas, eles obtiveram se seguintes notas: 

 

 

Aluno 

Nota de 

matemática 

( )

X  

Nota de 

física 

( )

Y  

10 

Média 

6,5 

 

Calcule o coeficiente de correlação linear entre as notas de física e matemática. 

 

Resolução 

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As notas em física e matemática guardam certa relação linear. Vamos calcular 
o  coeficiente  de  correlação  para  vermos  a  intensidade  da  relação  linear 
existente entre elas. 

 

Aluno 

X

 

Y

 

X

X −

 

Y

Y −

 

(

)

×

− X

X

(

)

Y

Y −

 

(

)

2

X

X −

 

(

)

2

Y

Y −

 

-4,5 

-1 

4,5 

20,25 

-0,5 

0,25 

1,5 

2,25 

10  8 

3,5 

3,5 

12,25 

TOTAL 

35 

 

Aplicando a fórmula: 

(

) (

)

[

]

(

)

(

)

=

=

=

×

×

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

1

1

2

2

1

 

956

,

0

2

35

8

×

=

r

 

Veja  que  o  coeficiente  de  correlação  é  bem  próximo  de  1.  Ou  seja,  existe 
intensa relação linear entre as notas de física e matemática. 

 

Sinal do coeficiente de correlação 

Mais alguns comentários sobre o coeficiente de correlação. 

O  sinal  do  coeficiente  indica  se  as  grandezas  possuem  uma  relação  direta  ou 
inversa. No caso da relação entre peso e altura, vimos que o coeficiente tinha 
sinal  +.  Ou  seja,  a  relação  entre  peso  e  altura  é  direta.  Quando  a  altura 
aumenta, o peso tende a aumentar também. 

Se o sinal for negativo, as grandezas têm uma relação inversa. Seria o caso da 
relação entre o preço de um produto e a sua demanda. Quanto maior o preço, 
menor sua demanda. E quanto menor o preço, maior a demanda. 

O  diagrama  abaixo  poderia  representar  duas  variáveis  com  correlação 
negativa: 

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Figura 3 – Diagrama de dispersão demanda x preço 

O  preço  é  dado  em  R$.  A  demanda  é  em  milhares  de  unidades.  Quando  o 
preço  está  por  volta  de  R$  2,00,  a  demanda  é  em  torno de  40.000  unidades. 
Quando  o  preço  aumenta,  chegando  a  valores  próximos  de  R$  5,00,  a 
demanda cai para cerca de 30.000 unidades.  

Quando  a  correlação  é  próxima  de  zero,  o  diagrama  de  dispersão  não  nos 
deixa nenhuma dica se a relação é direta ou inversa. Seria o caso do diagrama 
abaixo: 

 

Figura 4 – Diagrama de dispersão Y x X – correlação próxima de zero 

No  diagrama  acima  ainda  é  possível  notar  uma  relação  inversa  (correlação 
negativa).  Mas  bem  fraca,  quase  nula.  Novamente,  isto  não  significa  que  as 
variáveis X e Y não tenham relação. Significa apenas que não há relação linear. 

 

 

Lembrete de Coeficiente de correlação 

Mede o quão forte é a relação linear entre duas variáveis. 

Quando vale zero: não há relação linear. 

Quando vale 1 ou -1: relação linear perfeita. 

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Fórmula: 

(

) (

)

[

]

(

)

(

)

=

=

=

×

×

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

1

1

2

2

1

 

 

01. (CAPES 2008 CESGRANRIO) Considere as asserções a seguir. 

O Coeficiente de Correlação Linear de Pearson é necessariamente um número 
no intervalo 

)

1

,

1

(

PORQUE 

O  Coeficiente  de  Correlação  Linear  de  Pearson  só  pode  ser  calculado  para 
variáveis quantitativas. 

Analisando-se as asserções, conclui-se que 

(A) as duas asserções são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta 
da primeira. 

(B)  as  duas  asserções  são  verdadeiras,  e  a  segunda  não  é  uma  justificativa 
correta da primeira. 

(C) a primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. 

(D) a primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. 

(E) a primeira e a segunda asserções são falsas. 

 

Resolução 

A primeira frase está correta. Como vimos, o coeficiente de correlação sempre 
assume valores entre -1 e 1. 

A segunda frase também está correta. O coeficiente de correlação depende de 
cálculo de somatório, o que só pode ser feito para variáveis quantitativas. 

Um  frase  não  justifica  a  outra.  Há  diversas  grandezas  que  só  podem  ser 
calculadas  para  variáveis  quantitativas,  mas  que  assumem  valores  fora  do 
intervalo  entre  -1  e  1.  Exemplo:  a  variância  só  pode  ser  calculada  para 
variáveis quantitativas. No entanto, ela pode assumir qualquer valor maior ou 
igual a zero. 

Letra B 

 

02. (INEP 2008 CESGRANRIO) Considere as afirmações a seguir a respeito do 

Coeficiente de Correlação (r) de Pearson entre duas variáveis. 

I - Se r = 1, as observações estão todas sobre uma linha reta no diagrama de 
dispersão. 

II - Se r > 0, a variável independente aumenta quando a variável dependente 
aumenta. 

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8

III - Se r < 0, a variável independente decresce quando a variável dependente 
decresce. 

IV - Se r = 0, não existe relação entre as duas variáveis. 

São corretas APENAS as afirmações 

(A) I e II 

(B) I e III 

(C) II e III 

(D) II e IV 

(E) III e IV 

 

Resolução 

Item I.  

Se 

1

=

r

, a relação linear é perfeita e, além disso, as duas variáveis têm relação 

direta (quando uma aumenta, a outra aumenta; quando uma diminui, a outra 
diminui). Item correto. 

 

Item II. 

Se 

0

>

r

,  a  relação entre  as  variáveis  é  direta  (quando  uma  aumenta,  a  outra 

aumenta; quando uma diminui, a outra diminui). Item correto. 

 

Item III 

Se 

0

<

r

,  a  relação  é  inversa  (quando  uma  aumenta,  a  outra  diminui).  Item 

errado. 

 

Item IV. 

Se 

0

=

r

,  temos  um  forte  sinal  de  que  não  haja  relação  linear,  o  que  não 

impede  que  haja  outro  tipo  de  relação  (exponencial,  logarítmica,  etc).  Item 
errado. 

Letra A 

 

03. (TCU 2008 CESPE-UnB) Uma agência de desenvolvimento urbano divulgou 

os dados apresentados na tabela 

a  seguir,  acerca  dos  números  de  imóveis  ofertados  (X)  e  vendidos  (Y)  em 
determinado município, nos anos de 2005 a 2007. 

 

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Ano 

Número de imóveis 

Ofertados (X) 

Vendidos (Y) 

2005 

1.500 

100 

2006 

1.750 

400 

2007 

2.000 

700 

Considerando as informações do texto, julgue o item subseqüente. 

O coeficiente de correlação linear entre X e Y é inferior a 0,8. 

 

Resolução 

Ano 

X

 

Y

 

X

X −

 

Y

Y −

 

(

)

×

− X

X

(

)

Y

Y −

 

(

)

2

X

X −

 

(

)

2

Y

Y −

 

2005 

1.500 

100 

-250 

-300 

75.000 

62.500 

90.000 

2006 

1.750 

400 

2007 

2.000 

700 

250 

300 

75.000 

62.500 

90.000 

TOTAL 

150.000 

125.000  180.000 

 

A fórmula do coeficiente de correlação é: 

(

) (

)

[

]

(

)

(

)

=

=

=

×

×

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

1

1

2

2

1

 

1

150

150

900

5

150

180

125

150

000

.

180

000

.

125

000

.

150

=

=

=

×

=

×

=

r

 

As contas foram relativamente tranqüilas. 

Só  um  detalhe.  Era  possível  resolver  a  questão  sem  fazer  contas.  Note  como 
os  valores  de  X  e  Y  estão  exatamente  ao  longo  de  uma  reta.  Para  cada 
variação  de  250  em  X,  temos  uma  variação  de  300  em  Y.  Ou  seja,  os  três 
pares  ordenados  fornecidos  estão  ao  longo  de  uma  mesma  reta.  Para  deixar 
mais claro, segue o gráfico: 

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O coeficiente de correlação linear nos dá uma medida de quão forte é a relação 
linear  entre  duas  variáveis.  Acontece  que,  para  os  valores  fornecidos,  temos 
uma  relação  linear  perfeita  (é  exatamente  uma  reta).  Por  isso  já  dava  para 
falar  que  este  coeficiente  é  igual  a  1.  Portanto,  o  coeficiente  não  é  inferior  a 
0,8. Item errado. 

 

04.  (AFRF  2005  ESAF)  Para  uma  amostra  de  dez  casais  residentes  em  um 
mesmo  bairro,  registraram-se  os  seguintes  salários  mensais  (em  salários 
mínimos): 

Identificação 

do casal 

9  10 

Salário do 

marido (Y) 

30  25  18  15  20  20  21  20  25  27 

Salário da 

esposa (X) 

20  25  12  10  10  20  18  15  18  23 

Sabe-se que: 

 

221

10

1

=

=

i

i

Y

5069

10

1

2

=

=

i

i

Y

 

171

10

1

=

=

i

i

X

3171

10

1

2

=

=

i

i

X

 

3940

10

1

=

=

i

i

i

Y

X

 

Assinale  a  opção  cujo  valor  corresponda  à  correlação  entre  os  salários  dos 
homens e das mulheres. 

a) 0,72 

b) 0,75 

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11

c) 0,68 

d) 0,81 

e) 0,78 

 

Resolução 

As  médias  de  X  e  Y  podem  ser  facilmente  calculadas.  Basta  somar  todos  os 
valores e dividir por 10. 

1

,

17

10

171

10

10

1

=

=

=

=

i

i

X

X

 (lembre que a soma de todos os valores de X foi fornecida 

no enunciado). 

Para Y, o cálculo é o mesmo. 

1

,

22

10

221

10

10

1

=

=

=

=

i

i

Y

Y

 

 

Vamos agora ao cálculo do coeficiente de correlação. 

Há duas formas de fazer. A primeira é aplicar a fórmula. 

(

) (

)

[

]

(

)

(

)

=

=

=

×

×

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

1

1

2

2

1

 

Detalhamos os cálculos na tabela abaixo: 

Casal 

X

 

Y

 

X

X −

 

Y

Y −

 

(

)

×

− X

X

(

)

Y

Y −

 

(

)

2

X

X −

 

(

)

2

Y

Y −

 

20  30 

2,9 

7,9 

22,91 

8,41 

62,41 

25  25 

7,9 

2,9 

22,91 

62,41 

8,41 

12  18 

-5,1 

-4,1 

20,91 

26,01 

16,81 

10  15 

-7,1 

-7,1 

50,41 

50,41 

50,41 

10  20 

-7,1 

-2,1 

14,91 

50,41 

4,41 

20  20 

2,9 

-2,1 

-6,09 

8,41 

4,41 

18  21 

0,9 

-1,1 

-0,99 

0,81 

1,21 

15  20 

-2,1 

-2,1 

4,41 

4,41 

4,41 

18  25 

0,9 

2,9 

2,61 

0,81 

8,41 

10 

23  27 

5,9 

4,9 

28,91 

34,81 

24,01 

TOTAL 

160,9 

246,9  184,9 

 

E o coeficiente de correlação fica: 

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(

) (

)

[

]

(

)

(

)

75

,

0

9

,

184

9

,

246

9

,

160

1

1

2

2

1

×

=

×

×

=

=

=

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

 

Além da infinidade de contas, ainda chegamos ao final com uma raiz quadrada.  

O  problema  desta  resolução  é  que  demora  um  tempão.  Especialmente  sem 

calculadora. Tivemos que calcular cada valor de 

X

X −

, de 

(

)

Y

Y −

, de 

(

)

2

X

X −

de 

(

)

2

Y

Y −

, depois ainda fazer algumas multiplicações e somas. 

O  ideal  é  tentar  utilizar  as  informações  dadas  no  exercício.  O  exercício  seria 
bastante  interessante  se,  com  as  informações  utilizadas,  as  contas  fossem 
diminuídas. Não é exatamente o que ocorre. 

Vamos a uma solução alternativa, para utilizar as informações sobre os valores 
dos somatórios fornecidos. 

Para tanto, é necessário conhecer algumas igualdades envolvendo somatório. 

Transformações importantes: 

(

) (

)

[

]

(

)

Y

X

n

Y

X

Y

Y

X

X

n

i

i

i

n

i

i

i

×

=

×

=

=

1

1

 

(

)

( )

2

1

2

1

2

X

n

X

X

X

n

i

i

n

i

i

=

=

=

 

(

)

( )

2

1

2

1

2

Y

n

Y

Y

Y

n

i

i

n

i

i

=

=

=

 

  

Repare que todas as igualdades são bem parecidas. Se você gravar a primeira, 
pode facilmente chegar nas outras duas. Basta fazer o caso em que Y = X. 

A primeira igualdade é: 

(

) (

)

[

]

(

)

Y

X

n

Y

X

Y

Y

X

X

n

i

i

i

n

i

i

i

×

=

×

=

=

1

1

 

Substituindo os valores da média de X e da média de Y: 

(

) (

)

[

]

(

)

1

,

22

1

,

17

1

1

×

×

×

=

×

=

=

n

Y

X

Y

Y

X

X

n

i

i

i

n

i

i

i

 

Substituindo os valores informados no enunciado: 

(

) (

)

[

]

9

,

160

171

1

,

22

10

3940

1

=

×

×

=

×

=

n

i

i

i

Y

Y

X

X

 

A segunda igualdade é: 

(

)

( )

2

1

2

1

2

X

n

X

X

X

n

i

i

n

i

i

=

=

=

 

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Substituindo os valores do enunciado: 

(

)

9

,

246

1

,

17

10

3171

2

1

2

=

×

=

=

n

i

i

X

X

 

A terceira igualdade é: 

(

)

( )

2

1

2

1

2

Y

n

Y

Y

Y

n

i

i

n

i

i

=

=

=

 

Portanto: 

(

)

9

,

184

1

,

22

10

5069

2

1

2

=

×

=

=

n

i

i

Y

Y

 

Até aqui, até que não deu tanta conta. 

O problema é que, mesmo a pessoa conhecendo estas igualdades, ainda chega 
ao final com a seguinte conta: 

(

) (

)

[

]

(

)

(

)

75

,

0

9

,

184

9

,

246

9

,

160

1

1

2

2

1

×

=

×

×

=

=

=

=

n

i

n

i

i

i

n

i

i

i

Y

Y

X

X

Y

Y

X

X

r

 

Está aí novamente a tal da raiz quadrada. Ou seja, as contas nem ficaram tão 
fáceis assim... 

 

Agora  uma  dica  de  contas.  Extrair  a  raiz  quadra  é  meio  trabalhoso.  Eu, 
particularmente, procuro evitar. 

Então, em vez de calcular o coeficiente de correlação, eu calcularia o quadrado 
do coeficiente de correlação: 

9

,

184

9

,

246

9

,

160

2

2

×

=

r

 

Mas esta conta ainda é meio ruim de fazer. Aproximando os valores: 

567

,

0

695

.

45

921

.

25

185

247

161

9

,

184

9

,

246

9

,

160

2

2

2

=

=

×

×

=

r

 

Feito isto, eu testaria as alternativas. 

0,72

2

=0,5184 (deu menor que 0,567) 

0,75

2

=0,5625 (deu bem próximo de 0,567) 

0,68

2

 é menor que 0,49 

0,78

2

=0,6084 

0,81

2

 é maior que 0,60. 

E marcaria a letra B. 

 

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Outra  maneira  é  usar  a  aproximação  da  raiz  quadrada  (acesse  o  link 

http://www.pontodosconcursos.com.br/admin/imagens/upload/4950_D.pdf

)  . 

Ficaria assim: 

·

 

quadrado perfeito mais próximo: 0,49 

·

 

aproximação da raiz: 

755

,

0

4

,

1

057

,

1

49

,

0

2

567

,

0

49

,

0

567

,

0

=

=

×

+

 

Ao meu ver, o grande problema desta  questão é que, mesmo a pessoa tendo 
conseguido  manipular  bem  os  somatórios  (o  que  já  é  um  sinal  de  que  o 
candidato  estava  muito  bem  preparado),  as  contas  ainda  são  muito 
trabalhosas.  Eu  achei  a  questão  um  despropósito...  Seu  eu  tivesse  feito  esse 
concurso do AFRF, sinceramente, teria pulado esta questão.  

Então  resumindo:  além  da  fórmula  usual  do  coeficiente  de  correlação,  há 
exercícios que são muito facilitados se você souber as igualdades do quadro 1. 
Infelizmente, neste exercício do AFRF 2005, a questão não se limitou a cobrar 
tais igualdades. Ainda exigiu um esforço “braçal”, envolvendo muitas contas. 

 

05. (Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – 2005 CESPE-UnB) 
Considere  que  r(x,y)  seja  o  coeficiente  de  correlação  entre  duas  variáveis 
aleatórias  x    e  y.  Nesse  caso,  se  ‘a’  e  ‘b’  são  dois  números  reais,  então  o 
coeficiente de correlação r(ax, by) é igual a: 

a) 

)

,

(

y

x

r

ab ×

 

b) 

)

,

(

2

2

y

x

r

b

a

×

 

c) 

)

,

(

y

x

r

, se 

0

>

ab

 

d) 

)

,

(

y

x

r

b

a

ab

×

+

 

e) 

ab

y

x

r

)

,

(

 

 

Resolução 

Vou fazer um resuminho de uma propriedade que ainda não falei. 

Seja r o coeficiente de correlação entre X e Y. 

Se  multiplicarmos  cada  uma  destas  variáveis  por  duas  constantes  a  e  b,  o 
novo coeficiente 

'

r

 é dado por: 

r

r =

'

, se 

0

>

ab

 

r

r

=

'

, se 

0

<

ab

 

Se somarmos (ou subtrairmos), a cada uma destas variáveis, uma constante, 
o coeficiente de correlação fica inalterado. 

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Letra C 

 
 

06. (CAPES 2008 CESGRANRIO) 

 

Se  as  variáveis 

Y

  e 

1

X   forem  transformadas,  respectivamente,  para 

5

,

0

2

1

+

=

Y

Y

 e 

5

,

0

'

1

1

+

= X

X

, o coeficiente de correlação entre  

1

Y  e 

'

1

X   

(A) 0,382  

(B) 0,059 

(C) - 0,059  

(D) - 0,118 

(E) - 0,382 

 

Resolução. 

O  coeficiente  de  correlação  entre 

Y

  e 

1

X   é  de 

059

,

0

  (ver  figura).  A  partir 

destas variáveis, criamos outras, por meio de uma multiplicação e uma soma. 

As somas não interferem no coeficiente de correlação. As multiplicações podem 
interferir  no  sinal  do  coeficiente  de  correlação.  As  multiplicações  foram  feitas 
por 

2

  e 

1

.  As  duas  constantes  têm  o  mesmo  sinal.  Com  isso,  o  coeficiente 

de correlação permanece igual ao da situação inicial. 

059

,

0

'

=

= r

r

 

Letra C 

 

 

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07. (MP RO 2005 CESGRANRIO) Analise as afirmativas a seguir, a respeito do 
coeficiente  de  correlação  linear  de  Pearson  entre  duas  variáveis  positivas X  e 
Y

I - é positivo; 

II  -  não  se  altera  quando  adicionamos  uma  constante  positiva  aos  valores  de 
X

III - não se altera quando multiplicamos por uma constante positiva os valores 
de X. 

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 

(A) II somente. 

(B) I e II somente. 

(C) I e III somente. 

(D) II e III somente. 

(E) I, II e III. 

 

Resolução. 

O  sinal  do  coeficiente  de  correlação  depende  da  relação  existente  entre  as 
variáveis  (direta  ou  inversa).  Se  for  uma  relação  direta,  o  sinal  é  positivo.  Se 
for uma relação inversa, o sinal é negativo.  

O primeiro item está errado. 

 

Somas  e  subtrações  não  interferem  no  coeficiente  de  correlação.  O  segundo 
item está certo. 

Se  multiplicarmos X  por  uma  constante  positiva  k,  e  não  alterarmos  Y  (o  que 
equivale a multiplicar por 1), então as duas constantes envolvidas (k e 1) têm 
o mesmo sinal. O coeficiente de correlação não se altera. O terceiro item está 
certo. 

Letra D 

 

08. (Petrobrás 2004 CESPE-UnB) Julgue o item que segue: 

O  coeficiente  de  correlação  de  Pearson  é  usado  para  medir  o  grau  de 
linearidade  (associação)  entre  duas  variáveis  (eventos),  podendo  assumir 
qualquer  valor  entre  +1  e  –1.  Os  valores  de  coeficientes  iguais  a  +1  e  -1 
indicam,  respectivamente,  relação  linear  perfeita  e  ausência  total  de  relação 
linear entre as variáveis. 

 

Resolução 

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Questão  errada.  O  coeficiente  igual  a  -1  indica  também  uma  relação  linear 
perfeita.  Só  que  a  reta  que  representa  a  função  entre  as  duas  variáveis  é 
decrescente. 

Quando  o  coeficiente  de  correlação  assume  o  valor  zero  é  que  temos  um 
indicativo de ausência total de relação linear. 

Gabarito: ERRADO 

 

09.  (Prefeitura  de  Rio  Branco  CESPE-UnB)  A  análise  de  regressão  linear 
simples  e  a  análise  de  correlação  são  técnicas  freqüentemente  usadas  na 
interpretação de pares de dados. Com relação a essas técnicas, julgue o item a 
seguir. 

 

O coeficiente de correlação mede o grau de associação entre duas variáveis. 

Resolução 

O coeficiente de correlação mede o grau de relação linear entre duas variáveis. 
O  exercício  está  chamando  essa  relação  linear  de  associação.  O  item  está 
certo. 
 

REGRESSÃO LINEAR 

Na  correlação  linear,  estávamos  interessados  em  ver  se  duas  variáveis X  e  Y 
tinham uma relação linear forte ou não. 

Pois  bem,  considerem  que  X  e Y  tenham  uma  relação  linear  forte.  Ou  seja,  a 
relação entre ambas é quase uma reta. Neste caso, que reta seria essa? Qual a 
reta que melhor descreve a relação linear entre X e Y? 

É justamente isso que a regressão linear vai nos dizer. 

 

1. 

Cálculo da reta de regressão 

Sejam X e Y duas variáveis. Um modelo de regressão linear que as relaciona é 
da seguinte forma: 

i

i

i

X

Y

ε

β

α

+

+

=

 

Neste modelo, 

α

 e  β  são constantes e 

ε

 é uma 

variável aleatória de média 

zero

Um método para encontrar a melhor reta de regressão é chamado de métodos 
de mínimos quadrados. A função de primeiro grau que pretendemos encontrar 
é da forma: 

i

i

bX

a

Y

+

=

ˆ

 

Onde  a   é  uma  estimativa  de 

α

,  b   é  uma  estimativa  de  β   e 

  é  uma 

estimativa de 

Y

À diferença entre Y e sua estimativa, chamamos desvio. O desvio é dado por: 

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18

Y

Y

e

ˆ

=

 

Pelo método de mínimos quadrados, tentamos obter uma reta de tal modo que 
a soma dos quadrados dos valores de  e  (desvio) seja mínima. 

É  possível  demonstrar  que  os  valores  de  a e  b   (estimadores  de 

α

  e  β ), 

obtidos  a  partir  da  consideração  de  que  a  soma  dos  quadrados  dos  desvios 
seja mínima, são: 

(

) (

)

[

]

(

)

2

×

=

X

X

Y

Y

X

X

b

i

i

i

 

X

b

Y

a

=

 

Ou  seja,  a  partir  dos  valores  de  X  e  Y  pertencentes  à  amostra,  obtemos  os 
valores de a e b descritos acima. A partir deles, construímos a reta 

i

i

bX

a

Y

+

=

ˆ

O modelo de regressão linear faz algumas considerações. São elas: 

·

 

0

)

(

=

i

E

ε

 

·

 

2

)

(

σ

ε

=

i

V

 

·

 

0

)

,

cov(

=

j

i

ε

ε

, para 

j

i ≠

 

Na  primeira  consideração,  temos  que  o  erro  (variável  aleatória 

ε

)  tem  média 

zero. Esta condição é um pouco mais fácil de entender. 

Basta  imaginar  a  situação  em  que  a  variável  erro  não  tem  média  zero. 
Significa  que  já  se  espera  que,  em  média,  se  cometa  um  erro  diferente  de 
zero.  Já  se  sabe  que  a  regressão  tem  um  viés  (que  pode  ser  positivo  ou 
negativo). Ou seja, o modelo não está muito adequado. É melhor reformular o 
modelo.  

A segunda consideração nos diz que a variância do erro é constante. Este fato 
é denominado homocedasticia.  

A terceira condição nos diz que os erros cometidos não são correlacionados.  

 

Não se preocupe muito com estas hipóteses!! 

Nosso  trabalho  é  só  aplicar  as  fórmulas  para  achar  a e  b .  Só  as  mencionei 
porque,  se  a  questão  falar  qualquer  coisa  a  respeito,  aí  vocês  não  precisam 
ficar  preocupados,  achando  que  é  uma  “coisa  de  outro  mundo”.  É  só  calcular 
normalmente os coeficientes a e b, e pronto. 

Para  praticar,  vamos  calcular  a  reta  de  regressão  para  o  caso  dos  quatro 
alunos  que  fizeram  as  provas  de  física  e  matemática.  Vamos  considerar  que 
estes  4  alunos  são uma  amostra  de  um  conjunto  maior  de  estudantes  que  se 
submeteram à tal prova. 

As notas desses alunos são: 

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19

 

Aluno 

Nota de 

matemática 

( )

X  

Nota de 

física 

( )

Y  

10 

Média 

6,5 

Estamos supondo que a população de notas de física da qual foram tiradas as 
notas acima pode ser descrita segundo o seguinte modelo: 

i

i

i

X

Y

ε

β

α

+

+

=

 

Ou  seja,  estamos  supondo  que  existe  uma  relação  entre  as  notas  de 
matemática  e  física.  A  parcela 

ε

  é  um  erro  aleatório.  Engloba  todas  outras 

variáveis (distintas da nota em matemática) que influenciam na nota de física. 

A partir destes valores de notas, construímos o quadro abaixo: 

 

Aluno 

X

 

Y

 

X

X −

 

Y

Y −

 

(

)

×

− X

X

(

)

Y

Y −

 

(

)

2

X

X −

 

(

)

2

Y

Y −

 

-4,5 

-1 

4,5 

20,25 

-0,5 

0,25 

1,5 

2,25 

10  8 

3,5 

3,5 

12,25 

TOTAL 

35 

 

Vamos calcular os coeficientes  a e b . 

(

) (

)

[

]

(

)

2

×

=

X

X

Y

Y

X

X

b

i

i

i

 

23

,

0

35

8

=

b

 

X

b

Y

a

=

 

51

,

5

5

,

6

35

8

7

×

=

a

 

E a reta de regressão estimada (“calculada”) fica: 

X

Y

23

,

0

51

,

5

ˆ

+

=

 

Repare que não sabemos se esta é a real reta de regressão. Mas, a partir dos 
valores de nossa amostra, esta é a nossa estimativa para a reta de regressão. 
É  uma  reta  tal  que  a  soma  dos  quadrados  dos  desvios  é  mínima.  Lembrando 
que  o  desvio  corresponde  à  diferença  entre  valor  observado  (

Y

)  e  sua 

estimativa (

). 

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20

A  tabela  abaixo  mostra  os  valores  estimados  da  nota  de  física,  dados  os 
valores da nota de matemática. 

Aluno 

Nota de 

matemática 

( )

X  

Nota de 

física 

observada

( )

Y  

Nota de física 

estimada 

( )

 

5,97 

6,89 

7,34 

10 

7,80 

Plotando estes valores num gráfico, ficamos com: 

 

Reta de regressão estimada 

 

A reta em vermelho é tal que a soma dos quadrados dos desvios em relação às 
notas  de  física  realmente  obtidas  é  mínima.  É  a  nossa  reta  estimada 
(“calculada”). 

O modelo de regressão é: 

i

i

i

X

Y

ε

β

α

+

+

=

 

Como não temos acesso à população inteira, não sabemos quais os valores de 

α

 e  β . Temos condições apenas de estimá-los (obtendo  a  e  b ) 

Com isso, a reta de regressão estimada é: 

i

i

bX

a

Y

+

=

ˆ

 

Ou  seja,  a   e  b   são  estimadores  para 

α

  e  β .  São  estimadores  não  viciados. 

Isto  porque,  obedecidas  algumas  condições  (aquelas  que  indicamos 
anteriormente: 

0

)

(

=

i

E

ε

2

)

(

σ

ε

=

i

V

  e 

0

)

,

cov(

=

j

i

ε

ε

,  para 

j

i ≠

),  é  possível 

demonstrar que: 

β

=

)

(b

E

 e 

α

=

)

(a

E

 

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21

Nos  cálculos  envolvidos  com  a  regressão  linear,  utilizaremos  algumas 
transformações com uma certa freqüência. São elas: 

 

·

 

(

)(

)

[

]

Y

X

n

Y

X

Y

Y

X

X

i

i

i

i

=

 

·

 

(

)

=

2

2

2

X

n

X

X

X

i

i

 

São as mesmas transformações que fizemos no início da aula. 

 

10. (PETROBRAS 2008/2 CESGRANRIO) Na estimativa de uma regressão 
linear, o problema da heterocedasticidade ocorre quando 

(A) os dados são transversais. 

(B) há autorrelação dos resíduos. 

(C) há correlação positiva entre as variáveis independentes. 

(D) a variância dos erros não é constante. 

(E) as variáveis independentes são negativas. 

 

Resolução 

Vimos  que  uma  das  hipóteses  do  modelo  é  que  a  variância  dos  erros  seja 
constante (homocedasticia). Se a variância dos erros não é constante, temos a 
heterocedasticidade. 

Letra D 

 

11.  (BACEN  –  2006  FCC)  Uma  empresa,  com  finalidade  de  determinar  a 

relação entre gastos anuais com propaganda (X), em R$ 1.000,00 e o lucro 
bruto anual (Y), em R$ 1.000,00, optou por utilizar o modelo linear simples 

i

i

i

X

Y

ε

β

α

+

+

=

, em que 

i

Y  é o valor do lucro bruto auferido no ano i e 

i

ε

 o 

erro  aleatório  com  as  respectivas  hipóteses  consideradas  para  a  regressão 
linear  simples  (

α

  e  β   são  parâmetros  desconhecidos).  Considerou,  para o 

estudo, as seguintes informações referentes às observações nos últimos 10 
anos da empresa: 

100

10

1

=

=

i

i

Y

60

10

1

=

=

i

i

X

650

=

×

i

i

Y

X

( )

400

10

1

2

=

=

i

i

X

( )

1080

10

1

2

=

=

i

i

Y

 

 

Utilizando a equação da reta obtida pelo método dos mínimos quadrados, tem-
se que, caso haja um gasto anual com propaganda de 80 mil reais, a previsão 
do lucro bruto anual, em mil reais, será de: 

a) 84 

b) 102,5 

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c) 121 

d) 128,4 

e) 158 

 

Resolução 

As  hipóteses  que  o  enunciado  disse  que  foram  obedecidas  são  aquelas  que 
indicamos anteriormente - 

0

)

(

=

i

E

ε

2

)

(

σ

ε

=

i

V

 e 

0

)

,

cov(

=

j

i

ε

ε

, para 

j

i ≠

Para calcular a previsão, precisamos encontrar os valores de  a  e  b  do modelo 
de regressão. 

(

) (

)

[

]

(

)

2

×

=

X

X

Y

Y

X

X

b

i

i

i

 

(

)

( )

2

2

X

n

X

Y

X

n

Y

X

b

i

i

i

=

 

2

6

10

400

10

6

10

650

×

×

×

=

b

 

25

,

1

40

50

360

400

600

650

=

=

=

b

 

E o valor de  a  fica: 

X

b

Y

a

=

 

5

,

2

5

,

7

10

10

60

25

,

1

10

100

=

=

×

=

a

 

Portanto, o modelo de regressão é: 

i

i

bX

a

Y

+

=

ˆ

 

i

i

X

Y

25

,

1

5

,

2

ˆ

+

=

 

Quando 

80

=

i

X

, a estimativa do lucro bruto fica: 

5

,

102

80

25

,

1

5

,

2

ˆ

=

×

+

=

i

Y

 

Letra B 

 

12.  (SEFAZ  SP  2006  FCC)  Em  um  determinado  país,  deseja-se  determinar  a 
relação entre a renda disponível (Y), em bilhões de dólares, e o consumo (C), 
também  em  bilhões  de  dólares.  Foi  utilizado  o  modelo  linear  simples 

i

i

i

Y

C

ε

β

α

+

+

=

,  em  que  C

i

  é  o  consumo  no  ano  i,  Y

i

  é  o  valor  da  renda 

disponível  no  ano  i  e 

i

ε

  o  erro  aleatório  com  as  respectivas  hipóteses  para  a 

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regressão  linear  simples, 

α

  e  β   são  parâmetros  desconhecidos,  cujas 

estimativas  foram  obtidas  através  do  método  dos  mínimos  quadrados.  Para 
obtenção desta relação considerou-se ainda as seguintes informações colhidas 
através da observação nos últimos 10 anos: 

=

=

10

1

90

i

i

C

=

=

10

1

100

i

i

Y

=

=

10

1

100

.

1

i

i

i

C

Y

=

=

10

1

2

250

.

1

i

i

Y

=

=

10

1

2

010

.

1

i

i

C

 

Para o cálculo do coeficiente de correlação de Pearson (r), usou-se a fórmula: 

)

(

)

(

)

,

cov(

C

DP

y

DP

C

Y

r

×

=

 em que 

)

,

cov(

C

Y

 é a covariância entre Y e C, 

)

(Y

DP

 é o desvio 

padrão de Y e 

)

(C

DP

 é o desvio padrão de C.  

Então: 

a)  obtendo  para  um  determinado  ano  uma  previsão  para  o  consumo  de  10 
bilhões  de  dólares,  significa  que  a  renda  disponível  considerada  foi  de  12,5 
bilhões de dólares. 

b) o valor da estimativa encontrado para o parâmetro  β  é igual a 0,4 

c) o valor da estimativa encontrado para o parâmetro 

α

 é igual a 10. 

d) o coeficiente de explicação r

2

 correspondente é 64%. 

e)  utilizando  a  equação  da  reta  obtida  pelo  método  dos  mínimos  quadrados, 
tem-se  que,  em  um  ano,  caso  a  renda  disponível  seja  igual  a  15  bilhões  de 
dólares, o consumo será igual a 13 bilhões de dólares. 

 

Resolução 

Vamos encontrar os valores de a e b. 

(

) (

)

[

]

(

)

2

×

=

X

X

Y

Y

X

X

b

i

i

i

 

(

)

( )

2

2

X

n

X

Y

X

n

Y

X

b

i

i

i

=

 

Só que aqui, no lugar de X temos Y. E no lugar de Y temos C. 

(

)

( )

2

2

Y

n

Y

Y

C

n

C

Y

b

i

i

i

=

 

8

,

0

250

200

10

10

250

.

1

10

9

10

100

.

1

2

=

=

×

×

×

=

b

 

Assim, a estimativa para o parâmetro  β  é igual a 0,8. A letra B está errada. 

X

b

Y

a

=

 

Só que aqui, em vez de X temos Y e em vez de Y temos C. 

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Y

b

C

a

=

 

1

10

8

,

0

9

=

×

=

a

 

A estimativa do parâmetro 

α

 é igual a 1. A letra C está errada. 

 

Se para um determinado ano a previsão de consumo for de 10 bilhões, então a 
renda considerada foi: 

bY

a

C

+

=

 

Y

8

,

0

1

10

+

=

 

(

)

25

,

11

8

,

0

1

10

=

=

Y

 

A letra A também está errada. 

 

Caso a renda disponível seja de 15 bilhões, o consumo será: 

bY

a

C

+

=

 

13

15

8

,

0

1

=

×

+

=

C

 

A letra E está correta. 

Letra E 

13.  (MP  RO  2005  CESGRANRIO) 

Considere  os  dados  amostrais  de  um  estudo 

da  relação  entre  o  número  de  anos  que  os  candidatos  a  empregos  em  um 
determinado  banco  comercial  estudaram  inglês  na  faculdade  e  as  notas 
obtidas em um teste de proficiência nessa língua. 

 

Com  base  nessas  informações,  a  reta  de  mínimos  quadrados  que  melhor 
explica a relação entre o número de anos de estudo e a nota do teste de inglês 
é igual a: 

(A) y = 1,33 + 3,56x 

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(B) y = 2,25 + 1,32x 

(C) y = 6,97 + 3,56x 

(D) y = 35,32 + 10,9x 

(E) y = 254,56 + 13,3x 

 

Resolução 

Nas  questões  anteriores,  o  enunciado  sempre  fornecia  diversos  somatórios, 
para  facilitar  o  trabalho  braçal.  Isto  não  aconteceu  nesta  questão.  Ou  seja, 
para calcular a reta de regressão, precisaríamos fazer todas as contas na mão, 
o que toma muito tempo. 

Talvez por este motivo a questão apresente alternativas muito diferentes entre 
si. 

Observem  que,  para  qualquer  valor  de  x  entre  2  e  5,  y  não  supera  10.  Já 
podemos  descartar  as  alternativas  C,  D,  E,  que  prevêem  valores  altos  para  y 
(muito superiores a 10), mesmo quando x é baixo. 

Para  se  ter  uma  idéia,  considere  a  letra  E.  Se  fizermos  x  igual  a  1,  y  será 
aproximadamente  igual  a  270,  algo  totalmente  incompatível  com  a  tabela 
fornecida. 

Ficamos  entre  as  alternativas  A  e  B.  Para  escolher  entre  ambas,  vamos 
trabalhar  com  os  valores  extremos  de  x.  Quando  x  é  igual  a  2,  as  retas  das 
letras A e B prevêem os seguintes valores para y: 

Letra A: 8,45 

Letra B: 4,89 

Observem  que  o  valor  da  Letra  B  é  muito  mais  próximo  dos  valores  que  y 
realmente assume, quando x é igual a 2. Já dá para marcar letra B. 

Se  você  ainda  ficar  em  dúvida,  pode  fazer  o  mesmo  teste  para  x  igual  a  5. 
Neste caso, as estimativas seriam: 

Letra A: 19,13 

Letra B: 8,85 

Novamente, a estimativa da letra B foi bem melhor. 

Letra B 

 

14. (TJ PARÁ 2009 FCC) Em uma determinada empresa é realizado um estudo 
sobre  a  relação  entre  os  gastos  com  publicidade,  em  R$  1.000,00,  e  o 
acréscimo no faturamento anual, em R$ 1.000,00. Foi escolhido para análise o 
modelo  linear  simples  Yi  =  α  +  βXi  +  εi,  sendo  que  Yi  é  o  acréscimo  no 
faturamento do ano i, Xi representa os gastos com publicidade no ano i e εi é o 
erro  aleatório  com  as  respectivas  hipóteses  consideradas  para  a  regressão 
linear  simples  (α  e  β  são  parâmetros  desconhecidos  ).  Para  obtenção  das 

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estimativas  de  α  e  β  utilizou-se  o  método  dos  mínimos  quadrados  com  base 
nas informações dos últimos 10 anos da empresa, ou seja: 
 

180

10

1

=

=

i

i

Y

100

10

1

=

=

i

i

X

912

.

1

10

1

=

=

i

i

i

Y

X

080

.

1

10

1

2

=

=

i

i

X

440

.

3

10

1

2

=

=

i

i

Y

 

 

Utilizando a equação da reta obtida pelo método dos mínimos quadrados, tem-
se  que  se  a  empresa  almejar  um  acréscimo  no  faturamento,  em  um 
determinado ano, de R$ 25.000,00 deverá apresentar, neste período, um total 
em gastos com publicidade de 

(A) R$ 20.000,00. 

(B) R$ 18.000,00. 

(C) R$ 17.000,00. 

(D) R$ 16.000,00. 

(E) R$ 15.000,00. 

 

Resolução: 

 

4

,

1

1000

1080

1800

1912

=

=

b

 

4

10

4

,

1

18

=

×

=

a

 

Modelo: 

X

Y

4

,

1

4

ˆ

+

=

 

15

4

,

1

4

25

=

+

=

X

X

 

Letra E 

15. (MPOG 2006 ESAF) 

Com o objetivo de estimar-se o modelo Y = α + β X, foi 

retirada uma amostra com cinco pares de observações (X,Y), obtendo-se os 
seguintes resultados: 

 

 

Desse modo, 

a) Y = – 2 – 2X 

b) Y = 2 – 2X 

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c) Y = 2X 

d) Y = 2 + 2X 

e) Y = – 2 + 2X 

 

Resolução: 

 

(

)

( )

2

10

20

45

55

120

140

3

5

55

8

3

5

140

2

2

2

=

=

=

=

=

X

n

X

Y

X

n

Y

X

i

i

i

β

 

2

3

2

8

=

=

=

X

b

Y

α

 

 

Assim, Y = α + β X=2+2x 

Letra D 

 
 

Relação das questões comentadas 

 

01. (CAPES 2008 CESGRANRIO) Considere as asserções a seguir. 

O Coeficiente de Correlação Linear de Pearson é necessariamente um número 
no intervalo 

)

1

,

1

(

PORQUE 

O  Coeficiente  de  Correlação  Linear  de  Pearson  só  pode  ser  calculado  para 
variáveis quantitativas. 

Analisando-se as asserções, conclui-se que 

(A) as duas asserções são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta 
da primeira. 

(B)  as  duas  asserções  são  verdadeiras,  e  a  segunda  não  é  uma  justificativa 
correta da primeira. 

(C) a primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. 

(D) a primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. 

(E) a primeira e a segunda asserções são falsas. 

02. (INEP 2008 CESGRANRIO) Considere as afirmações a seguir a respeito do 

Coeficiente de Correlação (r) de Pearson entre duas variáveis. 

I - Se r = 1, as observações estão todas sobre uma linha reta no diagrama de 
dispersão. 

II - Se r > 0, a variável independente aumenta quando a variável dependente 
aumenta. 

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III - Se r < 0, a variável independente decresce quando a variável dependente 
decresce. 

IV - Se r = 0, não existe relação entre as duas variáveis. 

São corretas APENAS as afirmações 

(A) I e II 

(B) I e III 

(C) II e III 

(D) II e IV 

(E) III e IV 

03. (TCU 2008 CESPE-UnB) Uma agência de desenvolvimento urbano divulgou 

os dados apresentados na tabela 

a  seguir,  acerca  dos  números  de  imóveis  ofertados  (X)  e  vendidos  (Y)  em 
determinado município, nos anos de 2005 a 2007. 

 

Ano 

Número de imóveis 

Ofertados (X) 

Vendidos (Y) 

2005 

1.500 

100 

2006 

1.750 

400 

2007 

2.000 

700 

Considerando as informações do texto, julgue o item subseqüente. 

O coeficiente de correlação linear entre X e Y é inferior a 0,8. 

04.  (AFRF  2005  ESAF)  Para  uma  amostra  de  dez  casais  residentes  em  um 
mesmo  bairro,  registraram-se  os  seguintes  salários  mensais  (em  salários 
mínimos): 

Identificação 

do casal 

9  10 

Salário do 

marido (Y) 

30  25  18  15  20  20  21  20  25  27 

Salário da 

esposa (X) 

20  25  12  10  10  20  18  15  18  23 

Sabe-se que: 

 

221

10

1

=

=

i

i

Y

5069

10

1

2

=

=

i

i

Y

 

171

10

1

=

=

i

i

X

3171

10

1

2

=

=

i

i

X

 

3940

10

1

=

=

i

i

i

Y

X

 

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29

Assinale  a  opção  cujo  valor  corresponda  à  correlação  entre  os  salários  dos 
homens e das mulheres. 

a) 0,72 

b) 0,75 

c) 0,68 

d) 0,81 

e) 0,78 

05. (Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – 2005 CESPE-UnB) 
Considere  que  r(x,y)  seja  o  coeficiente  de  correlação  entre  duas  variáveis 
aleatórias  x    e  y.  Nesse  caso,  se  ‘a’  e  ‘b’  são  dois  números  reais,  então  o 
coeficiente de correlação r(ax, by) é igual a: 

a) 

)

,

(

y

x

r

ab ×

 

b) 

)

,

(

2

2

y

x

r

b

a

×

 

c) 

)

,

(

y

x

r

, se 

0

>

ab

 

d) 

)

,

(

y

x

r

b

a

ab

×

+

 

e) 

ab

y

x

r

)

,

(

 

06. (CAPES 2008 CESGRANRIO) 

 

Se  as  variáveis 

Y

  e 

1

X   forem  transformadas,  respectivamente,  para 

5

,

0

2

1

+

=

Y

Y

 e 

5

,

0

'

1

1

+

= X

X

, o coeficiente de correlação entre  

1

Y  e 

'

1

X   

(A) 0,382  

(B) 0,059 

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30

(C) - 0,059  

(D) - 0,118 

(E) - 0,382 

07. (MP RO 2005 CESGRANRIO) Analise as afirmativas a seguir, a respeito do 
coeficiente  de  correlação  linear  de  Pearson  entre  duas  variáveis  positivas X  e 
Y

I - é positivo; 

II  -  não  se  altera  quando  adicionamos  uma  constante  positiva  aos  valores  de 
X

III - não se altera quando multiplicamos por uma constante positiva os valores 
de X. 

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 

(A) II somente. 

(B) I e II somente. 

(C) I e III somente. 

(D) II e III somente. 

(E) I, II e III. 

08. (Petrobrás 2004 CESPE-UnB) Julgue o item que segue: 

O  coeficiente  de  correlação  de  Pearson  é  usado  para  medir  o  grau  de 
linearidade  (associação)  entre  duas  variáveis  (eventos),  podendo  assumir 
qualquer  valor  entre  +1  e  –1.  Os  valores  de  coeficientes  iguais  a  +1  e  -1 
indicam,  respectivamente,  relação  linear  perfeita  e  ausência  total  de  relação 
linear entre as variáveis. 

09.  (Prefeitura  de  Rio  Branco  CESPE-UnB)  A  análise  de  regressão  linear 
simples  e  a  análise  de  correlação  são  técnicas  freqüentemente  usadas  na 
interpretação de pares de dados. Com relação a essas técnicas, julgue o item a 
seguir. 

 

O coeficiente de correlação mede o grau de associação entre duas variáveis. 
 

10. (PETROBRAS 2008/2 CESGRANRIO) Na estimativa de uma regressão 
linear, o problema da heterocedasticidade ocorre quando 

(A) os dados são transversais. 

(B) há autorrelação dos resíduos. 

(C) há correlação positiva entre as variáveis independentes. 

(D) a variância dos erros não é constante. 

(E) as variáveis independentes são negativas. 

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11.  (BACEN  –  2006  FCC)  Uma  empresa,  com  finalidade  de  determinar  a 
relação  entre  gastos  anuais  com  propaganda  (X),  em  R$  1.000,00  e  o  lucro 
bruto  anual  (Y),  em  R$  1.000,00,  optou  por  utilizar  o  modelo  linear  simples 

i

i

i

X

Y

ε

β

α

+

+

=

, em que 

i

Y  é o valor do lucro bruto auferido no ano i e 

i

ε

 o erro 

aleatório  com  as  respectivas  hipóteses  consideradas  para  a  regressão  linear 
simples (

α

 e  β  são parâmetros desconhecidos). Considerou, para o estudo, as 

seguintes  informações  referentes  às  observações  nos  últimos  10  anos  da 
empresa: 

100

10

1

=

=

i

i

Y

60

10

1

=

=

i

i

X

650

=

×

i

i

Y

X

( )

400

10

1

2

=

=

i

i

X

( )

1080

10

1

2

=

=

i

i

Y

 

 

Utilizando a equação da reta obtida pelo método dos mínimos quadrados, tem-
se que, caso haja um gasto anual com propaganda de 80 mil reais, a previsão 
do lucro bruto anual, em mil reais, será de: 

a) 84 

b) 102,5 

c) 121 

d) 128,4 

e) 158 

12.  (SEFAZ  SP  2006  FCC)  Em  um  determinado  país,  deseja-se  determinar  a 
relação entre a renda disponível (Y), em bilhões de dólares, e o consumo (C), 
também  em  bilhões  de  dólares.  Foi  utilizado  o  modelo  linear  simples 

i

i

i

Y

C

ε

β

α

+

+

=

,  em  que  C

i

  é  o  consumo  no  ano  i,  Y

i

  é  o  valor  da  renda 

disponível  no  ano  i  e 

i

ε

  o  erro  aleatório  com  as  respectivas  hipóteses  para  a 

regressão  linear  simples, 

α

  e  β   são  parâmetros  desconhecidos,  cujas 

estimativas  foram  obtidas  através  do  método  dos  mínimos  quadrados.  Para 
obtenção desta relação considerou-se ainda as seguintes informações colhidas 
através da observação nos últimos 10 anos: 

=

=

10

1

90

i

i

C

=

=

10

1

100

i

i

Y

=

=

10

1

100

.

1

i

i

i

C

Y

=

=

10

1

2

250

.

1

i

i

Y

=

=

10

1

2

010

.

1

i

i

C

 

Para o cálculo do coeficiente de correlação de Pearson (r), usou-se a fórmula: 

)

(

)

(

)

,

cov(

C

DP

y

DP

C

Y

r

×

=

 em que 

)

,

cov(

C

Y

 é a covariância entre Y e C, 

)

(Y

DP

 é o desvio 

padrão de Y e 

)

(C

DP

 é o desvio padrão de C.  

Então: 

a)  obtendo  para  um  determinado  ano  uma  previsão  para  o  consumo  de  10 
bilhões  de  dólares,  significa  que  a  renda  disponível  considerada  foi  de  12,5 
bilhões de dólares. 

b) o valor da estimativa encontrado para o parâmetro  β  é igual a 0,4 

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c) o valor da estimativa encontrado para o parâmetro 

α

 é igual a 10. 

d) o coeficiente de explicação r

2

 correspondente é 64%. 

e)  utilizando  a  equação  da  reta  obtida  pelo  método  dos  mínimos  quadrados, 
tem-se  que,  em  um  ano,  caso  a  renda  disponível  seja  igual  a  15  bilhões  de 
dólares, o consumo será igual a 13 bilhões de dólares. 

13.  (MP  RO  2005  CESGRANRIO) 

Considere  os  dados  amostrais  de  um  estudo 

da  relação  entre  o  número  de  anos  que  os  candidatos  a  empregos  em  um 
determinado banco comercial estudaram inglês na faculdade e as notas obtidas 
em um teste de proficiência nessa língua. 

 

Com  base  nessas  informações,  a  reta  de  mínimos  quadrados  que  melhor 
explica a relação entre o número de anos de estudo e a nota do teste de inglês 
é igual a: 

(A) y = 1,33 + 3,56x 

(B) y = 2,25 + 1,32x 

(C) y = 6,97 + 3,56x 

(D) y = 35,32 + 10,9x 

(E) y = 254,56 + 13,3x 

 

14. (TJ PARÁ 2009 FCC) Em uma determinada empresa é realizado um estudo 
sobre  a  relação  entre  os  gastos  com  publicidade,  em  R$  1.000,00,  e  o 
acréscimo no faturamento anual, em R$ 1.000,00. Foi escolhido para análise o 
modelo  linear  simples  Yi  =  α  +  βXi  +  εi,  sendo  que  Yi  é  o  acréscimo  no 
faturamento do ano i, Xi representa os gastos com publicidade no ano i e εi é o 
erro  aleatório  com  as  respectivas  hipóteses  consideradas  para  a  regressão 
linear  simples  (α  e  β  são  parâmetros  desconhecidos  ).  Para  obtenção  das 
estimativas  de  α  e  β  utilizou-se  o  método  dos  mínimos  quadrados  com  base 
nas informações dos últimos 10 anos da empresa, ou seja: 
 

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33

180

10

1

=

=

i

i

Y

100

10

1

=

=

i

i

X

912

.

1

10

1

=

=

i

i

i

Y

X

080

.

1

10

1

2

=

=

i

i

X

440

.

3

10

1

2

=

=

i

i

Y

 

 

Utilizando a equação da reta obtida pelo método dos mínimos quadrados, tem-
se  que  se  a  empresa  almejar  um  acréscimo  no  faturamento,  em  um 
determinado ano, de R$ 25.000,00 deverá apresentar, neste período, um total 
em gastos com publicidade de 

(A) R$ 20.000,00. 

(B) R$ 18.000,00. 

(C) R$ 17.000,00. 

(D) R$ 16.000,00. 

(E) R$ 15.000,00. 

 

15. (MPOG 2006 ESAF) 

Com o objetivo de estimar-se o modelo Y = α + β X, foi 

retirada uma amostra com cinco pares de observações (X,Y), obtendo-se os 
seguintes resultados: 

 

 

Desse modo, 

a) Y = – 2 – 2X 

b) Y = 2 – 2X 

c) Y = 2X 

d) Y = 2 + 2X 

e) Y = – 2 + 2X 

 

 

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Gabaritos 

 
01. B 
02. A 
03. Errado 
04. B 
05. C 
06. C 
07. D 
08. Errado 
09. Certo 
10. D 
11. B 
12. E 
13. B 
14. E 
15. D