background image
background image
background image
background image

Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

Edição outubro/2010

Transcrição:

Eliane Condinho

Copidesque:

Adriana Santos

Revisão:

Marcelo Ferreira

Capa e Diagramação:

Junio Amaro

background image

5

Introdução

Não sou um especialista nas questões referen-

tes ao ramo militar, mas sei de algumas informações 
acerca dos soldados, como por exemplo, a de que 
não  basta  apenas  ter  preparo  físico  para  ser  bom 
combatente. Não basta apenas também ser discipli-
nado ou ter um uniforme militar. O soldado precisa 
de  armas.  E  mais  que  isso:  saber  quando  e  como 
usá-las. Muitas vezes, a ênfase fica apenas no uni-
forme ou na indumentária; outras vezes, no preparo 
físico deste, na sua sabedoria ou no seu intelecto. 
Tudo isso é importante. Mas muitos soldados, mu-
nidos de tudo isso, ficam à margem do caminho no 

background image

6

combate. Isso acontece também no combate espiri-
tual, uma vez que estamos envolvidos numa guerra 
sem tréguas contra as trevas. Por isso, é fundamen-
tal e necessário conhecer as armas para o combate 
e não apenas possuir algumas características de um 
soldado. E é sobre as armas espirituais que nós, sol-
dados do Senhor devemos ter e manejar que quero 
discorrer, para que saibamos “combater o bom com-
bate”
, como diria o apóstolo Paulo em sua carta ao 
seu filho na fé, Timóteo (ITm 1.18; 6.12.) Abra o co-
ração e receba do Senhor o que Ele tem a ministrar 
na sua vida.

Boa leitura!

background image

7

ImplIcações

Antes que prossiga na leitura do livro, gostaria 

que lesse comigo o texto do evangelho de Lucas, 
capítulo 12, versículo 32: “Não temais, ó pequenino 
rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o 
seu reino.”
 A Escritura diz que o Reino de Deus, a sua 
bênção, é para mim, é para você. O Reino de Deus 
não é um espaço geográfico. É o próprio domínio 
do  Rei  em  nossas  vidas.  “...o Pai agradou dar-vos o 
seu reino”
.  Em  Mateus,  capítulo  11,  verso  12,  tam-
bém está escrito: “Desde os dias de João Batista até 
agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que 
se esforçam se apoderam dele.”
 Embora no contexto 

background image

8

do verso Jesus esteja se referindo a uma violência 
natural,  àqueles  que  queriam  tomar  e  dominar  o 
Reino com base na violência, dá para extrair desse 
verso bíblico a implicação também de determina-
ção e empenho. A palavra esforço significa “violên-
cia,  guerra,  batalha”
.  O  Reino  de  Deus  é  também 
violência espiritual. O reino dos céus é tomado por 
esforço, e os que se esforçam, se apoderam dele. Je-
sus falou na oração que nos ensinou que devemos 
pedir para que o Reino venha: “Venha o teu reino.” 
(Mateus 6.10.) Se você pode pedir para que o Reino 
de Deus venha, isso quer dizer que você não deve 
esperar pelas suas bênçãos apenas no céu, pela ma-
nifestação futura da era vindoura. O Reino de Deus 
é também aqui, agora, no sentido do cumprimento 
da sua vontade em nossa vida. 

Bem,  estendemos  que  podemos  pedi-las,  mas 

para  tê-las,  devemos  nos  esforçar.  E  esse  esforço 
acontece  de  que  maneira?  Será  o  esforço  físico? 
Vamos ler 1 Pedro, capítulo 5, versículo 8 e 9: “Sede 
sóbrios  e  vigilantes.  O  diabo,  vosso  adversário,  anda 
em derredor, como leão que ruge procurando alguém 
para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que so-
frimentos  iguais  aos  vossos  estão  se  cumprindo  na 

background image

9

vossa  irmandade  espalhada  pelo  mundo.”  Entenda 
isso: você tem um adversário, que está longe de ser 
amigo. O seu verdadeiro amigo é Jesus, a quem você 
deve amar, obedecer e de quem deve testemunhar. 
Já o diabo, você precisa odiar. Não ser complacente 
com ele, mas odiar suas obras. Jesus falou por meio 
de João: “Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não 
está nele.”
  (1  João  2.15b.)  A  fé  evangélica  é  radical: 
ama ou odeia. É vida ou morte. É luz ou trevas. Não 
há um meio intermediário. Não existe uma “terra de 
ninguém”

Algo que você precisa guardar no coração é que 

há uma luta sendo travada no mundo espiritual e 
que  você  tem  um  adversário  que  procura  exata-
mente matar, roubar e destruir. Ele é também cha-
mado na Bíblia de “enganador”, que tem enganado 
a  tantas  pessoas.  Ele  tem  criado  situações,  priva-
ções, conflitos os mais horrorosos, e, muitas vezes, 
as pessoas permitem que tudo isso aconteça. Ima-
gine  a  seguinte  situação:  você,  homem,  está  den-
tro de casa e de repente, alguns malfeitores entram 
para molestar a sua esposa e os seus filhos. O que 
você  iria  fazer?  Iria  ficar  de  braços  cruzados,  sim-
plesmente olhando? Eu creio que não. Eu creio que 

background image

10

você, que é uma ovelha, viraria um leão. Investiria 
contra  eles,  jamais  ficaria  passivo,  não  é  verdade? 
Ainda que não tenha condições no momento, por 
dentro, a vontade é de partir como leão sobre o ini-
migo, o intruso.  

No mundo espiritual também há os malfeitores 

que podem estar invadindo a sua casa. O diabo e 
seus demônios podem estar atacando a sua família 
e você pensando ser “coisa do destino”. Como disse, 
você precisa guardar no seu coração que há um ad-
versário contra quem você deve lutar. Mas, por ou-
tro lado, precisa tomar posse da vida vitoriosa que o 
Senhor reservou para você e que já foi conquistada 
por Jesus na cruz. A Palavra diz que se você resistir 
ao diabo, ele irá fugir. Não é você quem vai fugir do 
diabo. É ele quem vai fugir de você. Ao lermos sobre 
a armadura espiritual do cristão, podemos perceber 
que esta cobre somente o lado de frente. “E vestin-
do-vos da couraça da justiça, calçai os pés com a pre-
paração do evangelho da paz; embraçando sempre o 
escudo da fé, tomai o capacete da salvação e a espada 
do Espírito.”
 (Efésios 6.15-17.) Paulo toma empresta-
do de seu contexto e sua vivência para falar da ar-
madura de Deus. A referência é sobre a infantaria 

background image

11

romana e ainda a imagens, no Antigo Testamento, 
de Deus ou Messias como guerreiro. (Veja Isaías 59. 
16,17). Repare que cada uma das peças dessa arma-
dura parece cobrir apenas a parte frontal e não a re-
taguarda do combatente. (Lembrando sempre que 
essas são peças alusórias a uma guerra que é espi-
ritual). Não há a descrição de uma proteção para as 
costas. Seria isso falha ou algo proposital? A razão 
é  simples:  somos,  ou  pelo  menos  deveríamos  ser, 
a cobertura uns dos outros na batalha. Veja o que 
Paulo oferece uma série de recomendações nesse 
sentido em relação à conduta de cada um, incluin-
do dentro de casa, na relação entre marido/mulher, 
pai e filhos. E vice-versa.

background image

12

background image

13

as peças 

da nossa 

armadura

A primeira peça da armadura que Paulo cita é a 

verdade. A verdade de nossa fé, nossa posição, das 
realidades e conquistas espirituais, de quem somos 
em Cristo e quem é ele em nós, do nosso testemu-
nho. Enfim. Paulo cita, na mesma frase que mencio-
na  a  verdade,  a  “couraça  da  justiça”.  Não  a  justiça 
humana e própria, claro, mas a divina. (Veja Fp.3. 9, 
10.), cuja base é a fé. “A fé é a certeza de coisas que se 
esperam, a convicção de fatos que se não veem.”
 (He-
breus 11.1.) Podemos deduzir desse contexto e des-
sa realidade que a “couraça da justiça” é o sangue de 
Jesus. E há poder no sangue de Jesus. Em Apocalip-

background image

14

se,  capítulo  12,  verso  11,  está  escrito:  “Eles, pois, o 
venceram por causa do sangue do Cordeiro e por cau-
sa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em 
face da morte, não amaram a própria vida.”
 

É  triste  ouvir  sobre  pessoas  que  desistiram  da 

caminhada com Cristo por causa de batalhas. Não 
entenderam que iriam vencê-las por “causa do san-
gue do Cordeiro”
. Quando você diz que há poder no 
sangue  do  Senhor  Jesus  Cristo,  você  está  procla-
mando a obra que Ele fez no Calvário. Você está pro-
clamando a realidade do poder que há no nome, no 
sangue dele. Na cruz, por meio do sangue de Jesus, 
a cabeça da serpente, que é satanás, foi esmagada. 
O sangue do Cordeiro é a cobertura para os nossos 
pecados. Ele nos traz a purificação, que atesta o fim 
do  senhorio  de  satanás  sobre  as  nossas  vidas.  Ele 
não pode mais nos acusar. 

É o sangue de Jesus que nos garante a vitória. 

E  isso  aconteceu  no  Egito,  quando  o  povo  estava 
debaixo da escravidão. Deus deu a direção a Moi-
sés  para  que  cada  família  imolasse  um  cordeiro  e 
aplicasse o sangue dele nos umbrais das portas. À 
noite,  quando  o  anjo  do  juízo,  da  morte,  passou, 
não  pôde  tocar  as  casas  que  tinham  a  marca  do 

background image

15

sangue. Não o sangue em si, mas o que ele repre-
senta, que fez toda diferença. Havia uma proteção 
absoluta. Entretanto, as casas que não tinham o si-
nal do sangue, mesmo tendo moradores religiosos, 
descendentes de Abraão, foram atingidas pela falta 
de obediência, porque não tinham a marca do cor-
deiro primogênito.

O sangue de Cristo proclama o fim o senhorio 

de satanás. E no Egito, Faraó teve que dar liberda-
de ao povo por causa do sangue. Quando você diz 
“o sangue de Jesus tem poder”, você está afirman-
do que sobre a sua vida satanás não tem nenhum 
domínio. Então, você deve resistir ao diabo com o 
sangue de Jesus. Não é resisti-lo com superstição. 
O sangue de Jesus pode e deve ser evocado por 
aqueles que discernem que a luta é espiritual, de-
moníaca  e  não  natural.  E  nesses  momentos,  não 
adianta argumentar com as pessoas. Paulo foi ca-
tegórico ao afirmar que “a nossa luta não é contra 
o sangue e a carne, e sim contra os principados e po-
testades, contra os dominadores deste mundo tene-
broso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões 
celestes”
 (Efésios 6.12). Trata-se de uma luta espi-
ritual. Esses são, também, aqueles momentos em 

background image

16

que tudo aparentemente está bem, mas de repen-
te, surge uma briga por algo insignificante, como 
a quebra de um copo ou por causa do controle da 
TV, coisas totalmente relevantes, sem importância 
alguma, mas que se tornam motivo de uma gran-
de confusão. Briga, confusão, situações que fazem 
com que casais, pais e filhos, fiquem sem se falar 
por anos, tal como um casal que conheci, que vivia 
debaixo do mesmo teto, mas não se falava há mais 
de 15 anos. Havia uma aparência, porém, os dois 
viviam um inferno. Não tomaram posse do sangue 
do Cordeiro para fazer o diabo fugir. Por isso, a im-
portância  de  se  entender  a  realidade  do  mundo 
espiritual. 

Você não pode ser enganado de forma alguma. 

Nós  não  estamos  aqui  para  brincar  de  ser  crente, 
nem  estamos  aqui  entretendo  os  irmãos.  Eu  não 
estou  aqui  para  falar  o  que  você  quer  ouvir,  mas 
para falar daquilo que você precisa ouvir, segundo 
os princípios da Palavra do Senhor. “Eles o venceram 
por causa do sangue do Cordeiro.”
 

Como  dito  antes,  não  se  trata  do  sangue  pelo 

sangue, mas o que ele representa. Portanto, evocá-
lo aleatória e desleixadamente é correr em riscos e 

background image

17

perigo.  Pois  o  sangue  de  Jesus  não  é  “amuleto da 
sorte”
  por  assim  dizer  contra  o  poder  do  mal.  Há 
algo  mais  no  contexto.  O  texto  de  Apocalipse  é 
claro: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do 
Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que 
deram  e  mesmo  em  face  da  morte,  não  amaram  a 
própria vida.”
 

“Palavra do testemunho”. Muitas vezes você diz: 

“Eu falo o sangue de Jesus e não acontece nada.” Não 
será porque o seu testemunho não é verdadeiro, ou 
seja, que muitas vezes a sua vida não condiz com 
aquilo  que  você  fala?!  Você  deve  pregar  o  evan-
gelho o dia inteiro. Não com palavras apenas, mas 
com sua vida acima de tudo. Não existe nada que 
traz  mais  impacto  do  que  o  testemunho  de  uma 
vida. Como um médico, por exemplo, poderá dizer 
ao paciente que o cigarro é prejudicial à saúde, se 
ele fuma? Se ele que é um especialista no assunto 
fuma, então “o cigarro não faz tão mal assim”, deduz 
muitos.  Consegue  compreender?  Nas  figuras  de 
linguagem que Jesus usou, ele disse: “Vós sois o sal 
da terra. Vós sois a luz do mundo.”
 (Mateus 5.13-14.) 
A luz e o sal não fazem “barulho” nenhum. Ambos, 
porém, possuem uma força silenciosa. 

background image

18

Todos  nós  precisamos  não  somente  olhar  o 

nosso exterior, a nossa aparência física, mas acima 
de tudo, olhar para a nossa conduta, para o nosso 
testemunho, nossas palavras, nossas atitudes. Não 
adianta apenas pronunciar que o sangue de Jesus 
tem poder, pois o pronunciamento que não corres-
ponde  ao  testemunho  gera  descrédito  e  comen-
tários nada agradáveis por parte de quem ouve a 
mensagem ou o que está sendo dito, sem mencio-
nar o descrédito para com as trevas no sentido de a 
pessoas não ter qualquer autoridade para se opor a 
satanás, uma vez que o que ela diz não condiz com 
o que ela vive. Isso porque o testemunho dela é ma-
culado. 

Não  existe  nada  tão  belo  quanto  uma  vida  de 

santidade.  Querido  leitor,  querida  leitora,  você 
pode viver sem pecar, mas se algum dia tropeçar, 
procure se lavar. Não guarde nada no coração que 
sirva de ocasião para a ação das trevas. Não ofere-
ça brecha alguma para que o inimigo tenha direito 
legal em sua vida. “Eles, pois, o venceram por causa 
do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do tes-
temunho que deram e, mesmo em face da morte, não 
amaram a própria vida.”
 

background image

19

Há muitas pessoas com as quais eu converso e 

pergunto:  “Você  estaria  pronto  para  morrer  por  Je-
sus?”
  Normalmente  a  resposta  que  eles  me  dão  é 
esta: “Eu estou pronto para morrer por Jesus”. Então 
faço  a  segunda  pergunta:  “Você  está  pronto  para 
viver por Jesus?”
 Sempre a pessoa está pronta para 
morrer por Ele, mas não está pronta para viver por 
Ele a cada dia. E o que conta é isto. É transmitir a 
graça da vida, o amor, o testemunho, a misericórdia, 
a cada momento. É dessa maneira que se caminha 
em vitória. A fé cristã não é uma fé pessoal apenas, 
no sentido do bem-estar próprio. O outro que está 
ao seu lado precisa estar bem também. Não faça uso 
da fala de Caim, registrada em Gênesis 4.9, quando 
confrontado por Deus por ele ter assassinado seu 
irmão, Abel: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” Em 
outras  palavras,  Caim  está  dizendo:  “Eu não tenho 
nada a ver com ele!”
 Que não ajamos assim. 

 O melhor exército - e os entendidos no assunto 

sabem disso -, é aquele que cuida melhor dos seus 
feridos. Talvez você conheça alguém que está dis-
tante da comunhão. Alguém que também cantou, 
celebrou ao Senhor junto de você, que se deleitou 
com Senhor e experimentou da graça dos céus aqui 

background image

20

na Terra. Alguém que chorou e se decepcionou por 
algo ou alguém e se afastou. Quem sabe você co-
nhece pessoas que foram enganadas, levadas para 
seitas,  doutrinas  humanas  e  naturais,  mas  não  se 
importou com a ausência delas?! Se essa tem sido 
a sua atitude, saiba que você está errado. Não faça 
como muitos que “deixaram para lá”, que dizem que 
é problema da pessoa que escolheu esse caminho. 
Não aja assim! Saiba que o verdadeiro soldado do 
exército  do  Senhor  sai  em  busca  dos  feridos  para 
restaurá-los.  Há  muitos  que  estão  à  margem  do 
caminho, caídos, prostrados, porque foram violen-
tados pelo inimigo num momento de descuido ou 
desobediência a Deus. Se você conhece alguém se 
encontra nessa situação, vá buscá-lo. Saiba que essa 
responsabilidade não é exclusiva dos pastores, líde-
res, obreiros, mas de cada soldado de Cristo. 

background image

21

maIs das 

armas

Somente a Palavra de Deus é a verdade. Por isso, 

não se deixe levar pelas mentiras e pelo engano de 
satanás. A mentira é muito fácil você detectá-la. Já 
o engano tem aparência de verdade, e “não é de se 
admirar, porque o próprio satanás se transforma em 
anjo de luz”
 (2 Coríntios 11.14). Tenha muito cuida-
do e busque sempre, pelo discernimento espiritual, 
não ser enganado pelo enganador. E é somente por 
meio da poderosa arma espiritual, a Bíblia, que você 
poderá discernir entre a verdade e o engano. Se en-
cha da Palavra. 

Estamos  vivendo  em  uma  época  de  um  “ôba, 

ôba evangélico”, ou seja, muita festa, música, banda, 
muito isso e aquilo. Não que seja contra festa, mú-

background image

22

sica, banda. Mas a realidade é que muitas pessoas 
parecem viver um vazio, sendo destruídas por lhes 
faltar o conhecimento da verdade (Oséias 4.6). “Es-
tai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade...”
, reco-
menda Paulo em relação à batalhas espiritual. 

A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, 

é outra das armas do nosso combate. E a aplicação 
da Palavra nos livra de todo o jugo, nos protege dos 
ataques de satanás, das suas mentiras, dos seus en-
ganos. E na condição de espada, é muito importan-
te  que  saibamos  manuseá-la.  Quando  o  tentador 
veio para Jesus, Jesus não discutiu com ele. Nosso 
Senhor apenas dizia a cada contrataque e proposta 
do diabo: “Está escrito...!” Ou seja, ele citou a Bíblia, 
a Palavra de Deus. Ele manuseou muito bem a es-
pada do Espírito. E se o diabo teve o descaramento 
de afrontar Jesus e tentá-lo, quanto mais o será em 
relação a nós! 

Não seja doutrinado pelo diabo. Quando liber-

tar  um  endemoniado,  não  discuta  com  o  satanás, 
conversando com ele como muitos fazem. A Bíblia 
diz  que  ele  é  mentiroso  e  enganador,  e  jamais  se 
firmou na verdade. Não há nenhuma passagem bí-
blica que relata Jesus perguntando ao diabo: “Qual 

background image

23

o seu nome”“Quem mandou você fazer isso” etc. Em 
apenas  uma  ocasião  especifica  e  por  um  motivo 
muito claro e especifico também Jesus se dirigiu a 
um possesso de demônios e perguntou qual é seu 
nome. Foi com o individuo da cidade de Gadara, ou 
seja, um gadareno. (Veja: Marcos 5. 9. Leia versos 1 
a 14.) Como pai da mentira, você acha que ele dará 
respostas certas? Dará respostas para causar ainda 
mais confusão, aprisionamento, morte. Com o dia-
bo não há conversa ou negociação. Ele tem que sair, 
em NOME DE JESUS! 

Para doutrinar a igreja, existe a Palavra de Deus 

e não a palavra de demônios. Vamos então ler mais 
um  texto  da  Palavra  de  Deus.  Efésios,  capítulo  6, 
versos 10 a 18: 

“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na 

força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de 
Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do 
diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a 
carne, e sim contra os principados e potestades, con-
tra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as 
forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portan-
to, tomai toda a armadura de Deus, para que possais 
resistir  no  dia  mau  e,  depois  de  terdes  vencido  tudo 

background image

24

permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-
vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da jus-
tiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da 
paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual 
podereis apagar todos os dardos inflamados do ma-
ligno. Tomai também o capacete da salvação e a es-
pada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda 
a oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito 
e para isto vigiando com toda perseverança e súplica 
por todos os santos.”
 

Nem sempre você vai vencer tudo de uma vez. O 

que determina a vitória em uma guerra não é uma 
ou a primeira, mas a última batalha. E para vencer, é 
preciso lutar, e lutar com armadura, sob proteção. E 
a oração é parte dessa armadura. Por meio da ora-
ção é que você se veste, se cobre, se protege. Toda 
armadura é também uma figura de Jesus. O evan-
gelho é Jesus, a Palavra é Jesus, Jesus é a justiça, Ele 
é a verdade. Já a couraça da justiça protege o nosso 
coração de ser condenado pela nossa consciência. 
Quantas pessoas estão vivendo sob condenação! A 
consciência está sempre acusando. É a justiça que 
nos dá confiança diante de Deus. Nós só podemos 
pertencer ao exército de Deus com vestes limpas, 

background image

25

vestes  de  justiça,  vestes  lavadas  pelo  sangue  do 
Cordeiro,  conforme  relatado  por  João  no  livro  de 
Apocalipse. João também nos fala sobre a necessi-
dade de ser ter uma consciência limpa, pura. Veja 1 
João, capítulo 3, versículos de 19 a 22: 

“E nisto conhecemos que somos da verdade, bem 

como, perante ele, tranquilizaremos o nosso coração; 
pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus 
é maior do que o nosso coração e conhece todas as 
coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos 
confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos dele 
recebemos,  porque  guardamos  os  seus  mandamen-
tos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.”
 

A  couraça  da  justiça  protege  o  nosso  coração, 

nossas  emoções,  a  nossa  vontade.  Conta-se  que 
um jovem foi conhecer a fazenda que seu pai havia 
comprado. Feliz com a visita do filho, o pai o levou 
para conhecer a propriedade. Mostrou-lhe o lago e 
os cisnes que nela havia, algo muito belo. No outro 
dia pela manhã, o moço resolveu sair para caçar, e 
ao dar a arma para o filho, o pai recomendou cuida-
do para não atirar nos cisnes.  Pelo fato de não ter 
conseguido nenhuma caça, o jovem resolveu matar 
os dois cisnes. Ele olhou para os lados e como não 

background image

26

viu  ninguém,  atirou.  Acontece  que  após  ter  dado 
os tiros, ele ouviu uma gargalhada. Era do escravo 
da fazenda. Este o ameaçou dizendo que iria contar 
para o pai. O jovem então suplicou para que ele não 
contasse, que estava disposto a fazer qualquer coisa 
para que seu pai não soubesse. O escravo disse que 
não  contaria  se  ele  fizesse  o  serviço  no  seu  lugar, 
que era o capinar.  O moço aceitou e foi realizar a 
tarefa do escravo. Porém, o escravo não aceitou que 
ele o fizesse apenas naquele dia, mas todos os dias. 
E assim aconteceu. Por alguns dias, o moço levan-
tou bem cedo e foi trabalhar no lugar do escravo. O 
resultado de esforço foi um rosto bem queimado do 
sol, muito cansaço e até emagrecimento, o que des-
pertou no pai a curiosidade de saber o que estava 
acontecendo. E numa manhã o pai resolveu seguir 
o filho, e qual não foi a surpresa quando chegou ao 
local, o escravo estava de braços cruzados e o filho 
com  a  enxada  fazendo  o  serviço.  Imediatamente 
quis saber o que estava acontecendo e o filho lhe 
contou o ocorrido: “Pai, matei os seus cisnes e ele viu. 
Para que não contasse ao senhor, me mandou fazer 
o trabalho dele.”
  Na  hora,  o  pai  chamou  o  escravo 
e  disse:  “Ele é o meu filho, e os cines também eram 

background image

27

meus,  logo  se  tivesse  que  castigá-lo,  eu  que  o  faria, 
não você. Eu posso castigá-lo como posso perdoá-lo, 
e eu perdoo o meu filho”
. Aquele moço, durante tan-
tos dias, fez o trabalho de escravo porque não teve 
coragem de se aproximar do pai.  O conceito que 
ele tinha de seu pai não era o um perdoador. 

Essa é imagem que satanás luta para que tenha-

mos em relação a nosso Pai celestial. Muitos passam 
a viver uma vida de escravidão por terem transgre-
dido os mandamentos de Deus, por terem pecado. 
A pessoa começa a definhar por causa da culpa, e 
a consciência corrói. Contudo, chega um momento 
em que é preciso dar um basta, senão, a destruição 
poderá acontecer. E a couraça da justiça traz a afir-
mação para o coração de que “nenhuma condena-
ção há para os que estão em Cristo Jesus.”
 (Rm. 8.1.) 

É preciso você rasgar a alma e dizer: “Meu Pai, eu 

pequei”. Algo que satanás procura fazer é impedir 
que você conheça o caráter, o amor, a misericórdia e 
a fidelidade de Deus. É impedir que você desfrute a 
liberdade que Ele oferece. Muitas pessoas aceitam o 
evangelho, mas continuam a viver escravizadas. Vi-
vem sob o peso da religião, das doutrinas humanas, 
não sendo guiadas pelo Espírito do Senhor. Mas há 

background image

28

situações as mais esquisitas possíveis, não é assim. 
Também temos que embraçar sempre o escudo da 
fé, com o qual podemos apagar todos os dardos in-
flamados do maligno, pois nesse momento, há mi-
nistrações  contra  a  minha  vida,  contra  a  sua  vida. 
Existem ministrações contra os seus negócios, con-
tra a sua família. 

A nossa mente é um constante campo de batalha, 

por isso, você precisa do capacete da salvação. Diga-
mos que a nossa mente funcione como a pista de um 
aeroporto. As luzes deste precisam estar acesas para 
que o piloto possa pousar. Se isso não acontecer, o 
piloto não consegue ver a pista. Para que satanás não 
“pouse” na nossa mente, precisamos “apagar as luzes”
ou seja, apagar pensamentos e ministrações satâni-
cas. “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, 
revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando 
como capacete a esperança da salvação.”
 (1 Tessaloni-
censes 5.8). A palavra salvação, no grego, é “soteria”
que significa “bem estar físico e mental”, e diante de 
muitos ataques, precisamos ver a salvação de Deus, 
isto é, a libertação. Deus pôs a salvação por muros 
e baluartes (Isaías 6018.). Ele protege a nossa mente 
de ataques, pois a nossa esperança está na salvação 

background image

29

em Deus. Esta esperança guarda a nossa mente em 
prefeita paz, e esta paz é uma grande arma de prote-
ção. Se você tirar o capacete, descobrirá a sua mente, 
permitindo assim que ela esteja exposta para todo e 
qualquer tipo de ataques e investida das trevas, in-
clusive maus pensamentos. 

“Calçai os pés com a preparação do evangelho da 

paz”. A Nova Versão Internacional (NVI, 2000, Socie-
dade Bíblica Internacional) traduz assim esse verso: 
“E tendo os calçados com a prontidão do evangelho 
da paz”
. Já a Bíblia Almeida do Século 21 (Edições 
Vida Nova, 2008) coloca nesses termos esse verso: 
“Calçando os pés com a disposição para o evangelho 
da paz”
. A Bíblia Viva (9ª Edição, Ed. Mundo Cristão, 
1996)  traz  uma  tradução  bem  interessante  para 
o  contexto  em  que  estamos  estudando:  “Calcem 
sapatos que possam fazê-los andar depressa ao pre-
garam a Boa Nova da paz com Deus.”
 “Preparação”
“prontidão” e “disposição” são algumas das expres-
sões contidas nesse único verso. O significado co-
mum a cada uma dessas terminologias; determina-
ção. 

A  referência  de  Paulo  às  sandálias  diz  respeito 

àquelas  que  os  soldados  romanos  usavam  como 

background image

30

parte de sua armadura para dar-lhes segurança, es-
tabilidade e proteção na hora da batalha. Portanto, 
eram sandálias resistentes. Não se trata apenas de 
tê-las Nos momentos de embates pessoais contra o 
nosso inimigo, mas também diariamente conosco, 
nos momentos em que estamos evangelizando al-
guém por exemplo. Esta preparação fala da neces-
sidade de vigiar o tempo todo. Satanás trará para 
você, muitas vezes, uma situação de complacência 
no sentido de você aceitar determinadas situações 
das trevas como se fossem coisas normais. “Ah, se 
todo mundo faz isso, eu também posso fazer”
. O cris-
tão não é “todo mundo”. Ele é (e deve ser) parecido 
com Cristo, com Aquele que é santo, puro, imacu-
lado.  E  o  evangelho  de  Cristo  muda,  transforma. 
Quando  você  calça  os  pés  com  a  preparação  do 
evangelho da paz, faz uso de mais uma arma de de-
fesa, espiritualmente falando. 

O sangue de Jesus, a Palavra de Deus, a couraça 

da justiça, o escudo da fé, o capacete da salvação 
e  a  preparação  do  evangelho  da  paz  compõem  o 
armamento  espiritual  de  defesa  do  cristão.  Mas 
existem  as  armas  que  são  ofensivas,  de  ataque.  A 
primeira delas é o nome de Jesus, pois Deus outor-

background image

31

gou a Jesus, ao seu nome, um propósito de edificar, 
de expandir o reino de dele.  Seu nome é torre forte, 
é refúgio. Há poder no nome de Jesus, e esse po-
der transporta autoridade que está acima de todo 
o nome. Deus deu a Jesus um nome que está acima 
de todo o nome, para que ao nome dele se dobre 
todo  o  joelho.  Ele  disse:  “Em  meu  nome,  expelirão 
demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpen-
tes;  e,  se  alguma  coisa  mortífera  beberem,  não  lhes 
fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles 
ficarão curados.”
 Em João, capítulo 16, versos 23 e 
24, está escrito: “Naquele dia, nada me perguntareis. 
Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma 
coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. Até 
agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e rece-
bereis, para que a vossa alegria seja completa.”
 Você 
está alegre com Jesus? A sua alegria está comple-
ta? Será que você já pode dizer: “Eu e a minha casa 
servimos  ao  Senhor?”
  Será  que  seu  marido  e  seus 
filhos estão no caminho? Sua sogra, seu sogro, seu 
chefe, seu colega de trabalho? Pode ser que ainda 
não, por isso sua alegria não está completa, porém 
acabamos de ler: “Até agora nada tendes pedido em 
meu  nome;  pedi  e  recebereis,  para  que  a  vossa  ale-

background image

32

gria seja completa.” O propósito do Senhor é que a 
nossa alegria seja completa, que você fale de Jesus 
e que muitos se convertam a Ele por meio de sua 
vida. Quando for visitar alguém que esteja vivendo 
em conflitos, seja um casal, pais e filhos, parentes 
ou amigos, ou mesmo alguém que esteja enfermo, 
não fale nada que não seja a Palavra de Deus. Fale 
somente de Jesus. Você verá como tudo acabará em 
paz, pois Ele é a paz que todos precisam. 

Quando  realizo  culto  fúnebre,  obviamente  en-

contro também pessoas que não são crentes. Esse é 
um dos momentos mais delicados. Há choro, triste-
za, dor, mas ao ministrar somente o nome de Jesus, 
o  ambiente  outrora  pesado,  fica  em  paz.  É  como 
acender luz em meio à escuridão. Esse poder só no 
nome de Jesus, por isso em toda e qualquer situ-
ação, ministre o nome de Cristo. E fale mesmo “Je-
sus Cristo”
, pois eu tinha o hábito de dizer “Deus lhe 
abençoe”
,  mas  aprendi  que  há  “deuses  estranhos”
por isso agora digo “Jesus lhe abençoe”. Quero que a 
pessoa saiba de quem estou falando. Diante desse 
nome um dia todo joelho vai se dobrar. 

Outra  arma  ofensiva  é  a  palavra  de  fé.  Fé  em 

Deus é a nossa arma defensiva contra as dúvidas. 

background image

33

Veja o que está escrito em Marcos, capítulo 11, ver-
sículos 22 a 24: “Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em 
Deus, porque em verdade vos afirmo que, se alguém 
disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não 
duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, 
assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto 
em oração pedirdes, crede que recebestes, e será as-
sim convosco.”
 “Tende fé”. Uma tradução literal seria 
““tende a fé de Deus”. Não é fé nafé, mas fé em Deus. 
“SE alguém disser...”. Muitas pessoas creem, mas não  
verbalizam sua fé em Deus. Jesus lançou uma pala-
vra de fé na figueira infrutífera para que murchas-
se, pois Ele teve fome e não encontrou fruto algum 
nela. Obviamente o resultado não poderia ser ou-
tro: a figueira murchou. Mas creio que os discípulos 
não creram muito que aquilo iria acontecer, pois ao 
passar pela árvore, Pedro disse: “Mestre, eis que a fi-
gueira que amaldiçoaste secou.”
 (verso 21.)  

Proclamar  a  palavra  de  fé  é  crer  que  vai  acon-

tecer  aquilo  que  se  está  verbalizando.  Não  é  agir 
como a mulher que leu este texto bíblico e orou a 
noite para que o morro que havia enfrente a casa 
dela  fosse  lançado  ao  mar,  pois  queria  ter  o  mar 
como vista e não o morro. Alguns dias pela manhã, 

background image

34

ela foi à janela para ver se o mar havia sido removi-
do, e ao constar que ele estava lá, disse: “No fundo 
eu sabia que o monte não ia sair daqui”
. A palavra de 
fé é crer. Temos muitos exemplos de homens e mu-
lheres da Bíblia que lançaram palavras de fé. Elias 
pediu que descesse fogo do céu, e o fogo desceu. 
Também disse que por três anos não cairia uma úni-
ca gota de chuva, e durante estes três anos o céu se 
fechou. Josué deu uma palavra para que o sol pa-
rasse, e o sol parou. 

Estes  são  alguns  exemplos.  Toda  ministração 

de Jesus era uma palavra de fé. Jesus não esperava 
que acontecesse outra coisa senão aquilo que ele 
falava.  Gere  no  mundo  espiritual  de  forma  objeti-
va. A Palavra do Senhor, a Bíblia, é espada de dois 
gumes. Ela é tanto ofensiva, quanto defensiva. Com 
ela atacamos o inimigo em cheio, mas para usá-la 
bem,  temos  que  estudá-la  sempre.  É  uma  espa-
da que deve ser usada na boca.  Assim como está 
relatado no livro de Apocalipse, no qual há a des-
crição dessa espada saindo na boca de Jesus. Veja: 
“Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe 
uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilha-
va como o sol na sua força. E da boca saía-lhe uma 

background image

35

afiada espada de dois gumes”. Outra arma ofensiva 
é o louvor e a adoração. Deus habita no meio dos 
louvores. Em 2 Crônicas, capítulo 20, versos de 19 a 
22, podemos ler sobre o momento no qual o povo 
alcançou  vitória  através  do  louvor.  “Dispuseram-se 
os levitas, dos filhos dos coatitas e dos coreítas, para 
louvarem o Senhor, Deus de Israel, em voz alta, sobre-
maneira. Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao 
deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e 
disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! 
Crêde no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede 
nos seus profetas, e prosperareis. Aconselhou-se com 
o povo e ordenou cantores para o Senhor, que, vesti-
dos  de  ornamentos  sagrados  e  marchando  à  frente 
do exército, louvassem a Deus, dizendo: Rendei graças 
ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sem-
pre. Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, 
pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e 
de Moabe e os do Monte Seir que vieram contra Judá, 
e foram desbaratados.”
 Quando o povo começou a 
cantar e a dar louvores... 

Enquanto  você  louva,  cadeias  vão  sendo  que-

bradas. O louvor abre as portas das prisões, assim 
como aconteceu com Paulo e Silas. Eles não mur-

background image

36

muraram,  não  blasfemaram,  mas  “oraram e canta-
ram louvores a Deus [...] de repente, sobreveio tama-
nho  terremoto,  que  sacudiu  os  alicerces  da  prisão; 
abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias 
de todos”
. (Atos 16).  Pelo louvor, pela exaltação do 
nome do Senhor, tanto derrubamos os muros ini-
migos,  como  confundimos  os  inimigos  e  também 
quebramos as cadeias sobre as nossas vidas. 

Como soldados de Cristo precisamos das armas 

espirituais, as defensivas e ofensivas: o sangue de 
Jesus, a Palavra de Deus, a couraça da justiça, o es-
cudo da fé, o capacete da salvação, e as sandálias 
da preparação do evangelho da paz. As armas ofen-
sivas, o nome de Jesus, a Palavra da fé, o louvor e 
a  adoração.  Faça  uso  destas  armas  e  não  permita 
que o inimigo encontre brechas na sua vida. Cinja-
se com a Verdade. Jesus é o caminho, a verdade e 
a vida, ninguém vai ao Pai senão por Ele. No Salmo 
51, verso 6, está escrito: “Eis que te comprazes na ver-
dade  no  íntimo  e  no  recôndito  me  fazes  conhecer  a 
sabedoria.”
 Somente Jesus é Verdade. Vista-se com a 
couraça da justiça. Jesus, és a justiça, conforme nos 
revela a Palavra: “Aquele que não conheceu pecado, 
ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos fei-

background image

37

tos justiça de Deus.” (2 Coríntios 6.21.) Calce os pés 
com a preparação do evangelho da paz. “Jesus, tu és 
a minha preparação, tudo posso em ti que me fortale-
ce”
. Embraçe, sempre, o escudo da fé. “Jesus, tu és a 
minha fé”
. Que você possa dizer como Paulo: “Estou 
crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, 
mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho 
na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e 
a si mesmo se entregou por mim.”
 (Gálatas 2.20.) Isto 
é o escudo da fé. Tome o capacete da salvação. Je-
sus é a salvação. Ele se tornou o autor da salvação 
eterna para aqueles que lhe obedecem. Davi decla-
rou esta verdade no Salmo 140, verso 7: “Ó Senhor, 
força da minha da minha salvação, tu me protegestes 
a cabeça no dia da batalha.”
 Empunhe a espada do 
Espírito que é a Palavra de Deus. “Ele, porém, vos ba-
tizará com Espírito Santo.”
 (Marcos 1.8.) Aquele que 
sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito 
Santo. Ele é a verdade, a justiça, nossa paz, nossa fé, 
nossa salvação. Querido leitor, impunhe, sempre, a 
Palavra do Espírito, que é a Palavra Rhema de Deus. 

background image

38

background image

39

conclusão

Deus  conhece,  como  ninguém,  a  nossa  vida, 

bem mais que nós mesmos. Conhece as nossas fe-
ridas. Oramos a Deus não para informá-lo sobre o 
que está se passando conosco, pois antes mesmo 
que a palavra chegue à nossa boca, Ele já a conhe-
ce. Oramos ao Pai porque essa é uma das maneiras 
de dizermos que somos dependentes dele. Que o 
reconhecemos  como  o  único  Deus  capaz  de  nos 
abençoar. Então, nesta hora, oremos a quem real-
mente pode aliviar todo sofrimento:

 “Pai, que nesta hora o bálsamo de Gileade, a gra-

ça do sangue do Cordeiro, o vinho e o azeite, o óleo e 

background image

40

a unção do Espírito, possam curar qualquer ferida que 
o inimigo tenha infringido nos teus filhos, em nome 
de Jesus. Aqueles que estão caídos possam ficar de pé, 
firmados no evangelho, e não nos sentimentos, para 
o louvor da glória do nome do Senhor. Senhor, na au-
toridade do nome de Jesus, que cada leitor seja, nesta 
hora,  calçado  com  o  evangelho  da  paz.  Na  cabeça, 
seja colocado o capacete da salvação. Que haja cons-
ciência viva, divina, purificada pelo sangue do Cordei-
ro. Que teus filhos não vivam sob acusação, culpa, em 
nome de Jesus! Que cada um dos teus filhos também 
se  vista  com  a  couraça  da  justiça.  Que  o  coração,  a 
mente, a emoção, a vontade, o centro da vida, sejam 
completamente pelo Senhor. Que cada um possa se 
ver como a justiça do Senhor. Coloque sobre eles o cin-
to da verdade, Senhor. Que teus filhos caminhem na 
verdade, amem a verdade, respirem a verdade, falem 
a verdade. Que possam receber agora o escudo da fé, 
com o qual possam destruir todos os dardos inflama-
dos do maligno, as setas, as ministrações contrárias, 
de derrota, as palavras, o engano. Senhor, em nome 
de Jesus, que teus filhos recebam o escudo da fé, que 
protege dos pés até o alto da cabeça. Já as mãos de 
cada  homem  e  mulher  de  Deus  segure  a  espada  do 

background image

41

Espírito, que é a tua Palavra. Que a tua Palavra esteja 
nas mãos dos teus filhos. Que eles sejam aptos, des-
tros  para  usá-la.  Que  sejam  como  aqueles  soldados 
de Davi, que lutaram por dias com a espada agarrada 
nas mãos. Senhor, que teus filhos fiquem cheios, im-
pregnados da tua Palavra, para que nada possa rou-
bar a palavras deles. Senhor, que teus filhos se vejam 
como exército do Senhor nesta hora, cada um deles 
empenhados na batalha, colocando satanás no lugar 
dele, debaixo de seus pés. E que as trevas escutem o 
exército de Deus marchando sobre a Terra, em nome 
de Jesus!”

Deus abençoe!

Márcio Valadão

background image

42

background image

43

Jesus te 

ama e Quer 

VocÊ!

1º  PASSO:  Deus  o  ama  e  tem  um  plano 

maravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou 
o mundo de tal maneira que deu o seu  Filho unigê-
nito, para que todo o que nele crê não pereça, mas 
tenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.)

2º PASSO: O Homem é pecador e está 

background image

44

separado de Deus. “Pois todos pecaram e ca-
recem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.)

3º  PASSO:  Jesus  é  a  resposta  de  Deus, 

para  o  conflito  do  homem.  “Respondeu-lhe 
Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; 
ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.)

4º PASSO: É preciso receber a Jesus em 

nosso coração. “Mas, a todos quantos o rece-
beram,  deu-lhes  o  poder  de  serem  feitos  filhos 
de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“ 
(Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Jesus 
como Senhor e, em teu coração, creres que Deus 
o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Por-
que com o coração se crê para justiça e com a 
boca  se  confessa  a  respeito  da  salvação.”
  (Rm 
10.9-10.)

5º  PASSO:  Você  gostaria  de  receber  a 

Cristo em seu coração? Faça essa oração de 
decisão em voz alta:

background image

45

“Senhor Jesus eu preciso de Ti, confesso-te 

o meu pecado de estar longe dos teus cami-
nhos. Abro a porta do meu coração e te re-
cebo como meu único Salvador e Senhor. Te 
agradeço  porque  me  aceita  assim  como  eu 
sou e perdoa o meu pecado. Eu desejo estar 
sempre  dentro  dos  teus  planos  para  minha 
vida, amém”
.

6º  PASSO:  Procure  uma  igreja  evan-

gélica próxima à sua casa.

Nós estamos reunidos na Igreja Batista 

da  Lagoinha,  à  rua  Manoel  Macedo,  360, 
bairro São Cristóvão, Belo Horizonte, MG.

Nossa igreja está pronta para lhe acom-

panhar neste momento tão importante da 
sua vida. 

Nossos principais cultos são realizados 

aos domingos, nos horários de 10h, 15h e 
18h horas.

Ficaremos felizes com sua visita!

background image

46

background image

47

background image

48

Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

Gerência de Comunicação

Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão

CEP: 31110-440 - Belo Horizonte - MG

www.lagoinha.com

Twitter: @Lagoinha_com