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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da 

Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

Olá guerreiros! 

Sim, alunas e alunos, guerreiros, sim! E no mais puro sentido, denotativo, da 
palavra. Vamos lá! Hoje veremos mais alguns aspectos do CPC 26, que trata 
da apresentação das DCs, ligados à Demonstração dos Fluxos de Caixa e à 

Demonstração do valor adicionado. Estudaremos também as Notas 
Explicativas. Já adianto que as bancas adoram esses assuntos, mas a Esaf 

ainda não os explorou muito. Então, fiquemos atentos! 

Não se assustem com o tamanho da aula. São as resoluções que tomam muito 

espaço. 

Nosso objetivo: garantir a maioria dos pontos em contabilidade na prova 

objetiva. Temos que trabalhar durante as aulas com uma meta de 90% de 
acertos nas questões para que, na prova, obtenhamos entre 75% e 80%. 

Continuemos inspirando-nos com Sun Tzu, um dos maiores Generais de que já 
se teve notícias. Vocês perceberão que muitas de suas lições aplicam-se ao 
momento que estão vivendo. 

Se quisermos que a glória e o sucesso acompanhem nossas armas, 

jamais devemos perder de vista os seguintes fatores: a doutrina, o 

tempo, o espaço, o comando, a disciplina. 

Sun Tzu 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

Estamos na aula 09 e, ao final do curso, eu pretendo que vocês estejam 
prontos e seguros para DESTRUIR a sabatina de contabilidade da Esaf. 

Aula Conteúdo 

02 

03 

04 

Estrutura Conceituai para Elaboração e Divulgação de Relatório 

00 Contábil-Financeiro aprovado pelo Conselho Federal de 

Contabilidade (CFC). 
Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais. Princípios de 

Contabilidade. Regime de caixa e Competência Despesas 

01 antecipadas, receitas antecipadas. Alterações na lei 6404/76. 

Tratamento dos saldos existentes do ativo diferido e das Reservas 

de Reavaliação. 
Patrimônio: componentes patrimoniais, ativo, passivo e situação 

líquida. Equação fundamental do patrimônio. Sistema de contas, 

contas patrimoniais e de resultado. Plano de contas. Balancete de 

verificação: conceito, forma, apresentação, finalidade, elaboração. 

Escrituração: conceito e métodos; partidas dobradas; lançamento 

contábil - rotina, fórmulas; processos de escrituração. 

Avaliação de Ativos e Passivos. CPC 12 - Ajuste a valor presente. 

CPC 46 - Valor Justo. 

Ativos: estrutura, grupamentos e classificações, conceitos, 

processos de avaliação, registros contábeis e evidenciações. 
Passivos: conceitos, estrutura e classificação, conteúdo das 

contas, processos de avaliação, registros contábeis e 
evidenciações. Mensuração, registro contábil, reversão. CPC 01 -

Redução do valor recuperável de ativos. 

Tratamento das Participações Societárias, conceito de coligadas e 

controladas, definição de influência significativa, métodos de 

avaliação, cálculos, apuração do resultado de equivalência 

05 patrimonial, tratamento dos lucros não realizados, recebimento de 

lucros ou dividendos de coligadas e controladas, contabilização. 

Apuração e tratamento contábil da mais valia, do goodwill e do 

deságio: cálculos, amortizações e forma de evidenciação. 

Operações com mercadorias, fatores que alteram valores de 

compra e venda, forma de registro e apuração do custo das 

mercadorias ou dos serviços vendidos. Estoques, inventários, 

tributos recuperáveis. CPC 16 Estoques - CFC 1273/10. 

Apuração do Resultado, incorporação e distribuição do resultado, 

compensação de prejuízos, tratamento dos dividendos e juros 

sobre capital próprio, transferência do lucro líquido para reservas, 

forma de cálculo, utilização e reversão de Reservas. 

Demonstrações Contábeis, obrigatoriedade de apresentação e 

elaboração de acordo com a Lei n. 6.404/76 e suas alterações e as 

Normas Brasileiras de Contabilidade atualizadas. CPC 26 -

Apresentação das Demonstrações Contábeis. Balanço Patrimonial: 

obrigatoriedade, apresentação; conteúdo dos grupos e subgrupos. 

Patrimônio líquido: capital social, adiantamentos para aumento de 

capital, ajustes de avaliação patrimonial, ações em tesouraria, 

prejuízos acumulados, reservas de capital e de lucros, cálculos, 

constituição, utilização, reversão, registros contábeis e formas de 

evidenciação. 

06 

07 

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Demonstração do Resultado do Exercício, estrutura, evidenciação, 

características e elaboração. Apuração da receita líquida, do lucro 

bruto e do resultado do exercício, antes e depois da provisão para 

08 o Imposto sobre Renda, contribuição social e participações. 

Demonstração do Resultado Abrangente, conceito, conteúdo e 

forma de apresentação. Demonstração de Mutações do Patrimônio 

Líquido, forma de apresentação e conteúdo. 

Demonstração do Fluxo de Caixa: obrigatoriedade de 

apresentação, métodos de elaboração e forma de apresentação. 

Demonstração do Valor Adicionado - DVA: conceito, forma de 

apresentação e elaboração. Notas explicativas 

Tratamento das Participações Societárias - Consolidação das 
demonstrações. 

CPC 27 Imobilizado. Tratamentos de Reparo e conservação de 
bens do ativo, gastos de capital versus gastos do período. Ganhos 

11 ou perdas de capital: alienação e baixa de itens do ativo. 

Tratamento da depreciação, amortização e exaustão, conceitos, 
determinação da vida útil, forma de cálculo e registros. 

Operações de Duplicatas descontadas, cálculos e registros 
contábeis. Operações financeiras ativas e passivas, tratamento 

12 contábil e cálculo das variações monetárias, das receitas e 

despesas financeiras, empréstimos e financiamentos: apropriação 
de principal, juros transcorridos e a transcorrer. 
Tratamento de operações de arrendamento mercantil. Ativo Não 
Circulante Mantido para Venda, Operação Descontinuada e 

Propriedade para Investimento, conceitos e tratamento contábil. 

Ativos Intangíveis, conceito, apropriação, forma de avaliação e 

registros contábeis. CPC 06 Arrendamento Mercantil. CPC 28 
Investimentos. CPC 04 Intangível. 
Debêntures, conceito, avaliação e tratamento contábil. 

Tratamento das partes beneficiárias. Subvenção e assistência 

14 governamental: conceitos, tratamento contábil, avaliação e 

evidenciação. CPC 08 Custos de Transação e Prêmios. CPC 07 
Subvenção Governamental. 

Provisões Ativas e Passivas, tratamento das Contingências Ativas 

e Passivas. Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e 

15 Retificação de Erro. Folha de pagamentos: elaboração e 

contabilização. Passivo atuarial, depósitos judiciais, definições, 
cálculo e forma de contabilização. CPC 23 Omissões e erros. 
Análise das Demonstrações. Análise horizontal e indicadores de 

16 evolução. índices e quocientes financeiros de estrutura e 

econômicos. 

17 Rumo ao dia da Prova: Resumo com os principais itens do edital. 

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índice 

Apresentação 

1 - Demonstração dos fluxos de caixa - DFC 

2 - A DFC na prática 

12 

2.1 - O que é disponível? 

13 

2.2 - O caso dos empréstimos 

13 

2.3 - Variação nas fontes 

16 

2.4 - Métodos para elaboração da DFC 

16 

3 - Demonstração do valor adicionado - DVA 

23 

4 - A DVA na prática 

28 

4.1 - Estrutura da DVA 

29 

5 - Notas Explicativas 

30 

Exercícios Resolvidos 37 

Lista das Questões Apresentadas 

84 

Gabarito 

103 

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1 - Demonstração dos fluxos de caixa - DFC 

A DFC proporciona aos usuários das DCs uma base para avaliar a capacidade 
de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como as necessidades 
da entidade de utilização desses fluxos de caixa. 

Permite ainda que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da 

entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua 
capacidade para mudar os montantes e a época de ocorrência dos fluxos de 
caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. 

A DFC deve apresentar os fluxos de caixa do período classificados por 

atividades operacionais, de investimento e de financiamento. 

DFC 

Os fluxos de caixa do período classificados por 

atividades operacionais, de investimento e de 

financiamento. 

Atenção!!! 

Uma transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma 

atividade. Por exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de 
empréstimo inclui tanto os juros como o principal, a parte dos juros pode ser 

classificada como atividade operacional, mas a parte do principal deve ser 
classificada como financiamento. 

1.1 - Definições do CPC 03 

Caixa 

Compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. 

Equivalentes de caixa 

São aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são 
prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão 
sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 

Fluxos de caixa 

São as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. 

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Atividades operacionais 

São as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras 
atividades que não são de investimento e tampouco de financiamento. 

Atividades de investimento 

São as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros 
investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa. 

Atividades de financiamento 

São aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do 
capital próprio e no capital de terceiros da entidade. 

1.2 - Atividades operacionais 

Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são derivados das 
principais atividades geradoras de receita da entidade. São também 
operacionais aqueles que não se encaixarem como de financiamento ou de 
investimento. 

recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de 

serviços; 

recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e 
outras receitas; 
pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; 
pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados; 
recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e 
sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice; 
pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos 
que possam ser especificamente identificados com as atividades de 

financiamento ou de investimento; 

recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para 
negociação imediata ou disponíveis para venda futura. 

Venda de imobilizado pode resultar em ganho ou perda, que é incluído na 

apuração do resultado. Os fluxos de caixa relativos a tais transações são 
classificados como de atividades de investimento. 

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Atenção!!! 

Contudo, pagamentos em caixa para a produção ou a aquisição de ativos 
imobilizados mantidos para aluguel a terceiros que, em sequência, são 
vendidos, são fluxos de caixa advindos das atividades operacionais. Os 
recebimentos de aluguéis e das vendas subsequentes de tais ativos são 

também fluxos de caixa das atividades operacionais. 

Títulos e empréstimos destinados à negociação imediata ou disponíveis para 
venda futura são semelhantes a estoques adquiridos para revenda. Dessa 
forma, os fluxos de caixa advindos da compra e venda desses títulos são 

classificados como atividades operacionais. 

Da mesma forma, as antecipações de caixa e os empréstimos feitos por 

instituições financeiras são comumente classificados como atividades 
operacionais, uma vez que se referem à principal atividade geradora de receita 
dessas entidades. 

1.3 - Atividades de investimento 

Somente desembolsos que resultam em ativo reconhecido nas demonstrações 
contábeis são classificados como atividades de investimento. 

pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e 
outros ativos de longo prazo. Incluem os custos de desenvolvimento 

ativados e aos ativos imobilizados de construção própria; 

recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, 
intangíveis e outros ativos de longo prazo; 
pagamentos e recebimentos em caixa para aquisição ou pela venda de 
instrumentos patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades 
e participações societárias (exceto os referentes a títulos considerados 

como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação imediata ou 
futura); 

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Eventos com itens do imobilizado são de atividades de 

fluxo de investimento. 

Exceto se os imobilizados forem destinados a aluguel, 

situação em que o fluxo será operacional. 

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adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto 
adiantamentos e empréstimos feitos por instituição financeira); 
recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização 
de empréstimos concedidos a terceiros (exceto adiantamentos e 
empréstimos de instituição financeira); 
pagamentos e recebimentos de caixa por contratos futuros, a termo, de 
opção e swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para 
negociação imediata ou futura, ou os pagamentos forem classificados 
como atividades de financiamento; 

Títulos e empréstimos destinados à negociação 

imediata ou disponíveis para venda futura são sempre 

classificados como atividades operacionais. 

Atenção!!! 

Quando um contrato for contabilizado como proteção (hedge) de posição 
identificável, os fluxos de caixa do contrato devem ser classificados do mesmo 
modo como foram os fluxos de caixa da posição que estiver sendo protegida. 

1.4 - Atividades de financiamento 

São aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do 
capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como 
atividade operacional. 

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caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos 
patrimoniais; 
pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da 
entidade; 
caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas 
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de 
curto e longo prazos; 
amortização de empréstimos e financiamentos; 
pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo 
a arrendamento mercantil financeiro. 

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1.5 - Apresentação dos fluxos de caixa em base líquida 

A entidade deve apresentar separadamente as principais classes de 

recebimentos brutos e pagamentos brutos advindos das atividades de 
investimento e de financiamento, exceto quando os fluxos de caixa forem 
apresentados em base líquida. 

No geral, quando se diz que um valor é "líquido", estamos querendo dizer que 

alguns outros valores foram subtraídos dele. 

Por exemplo: Na DRE devemos apresentar as despesas financeiras líquidas das 
receitas financeiras ou seja: 

Se tenho uma despesa financeira de 100, e uma receita financeira de 30, 
apresento lá uma despesa financeira líquida de 70. 

Essa forma de apresentação (base líquida) só é utilizada em casos 

excepcionais, em que a lei ou o CPC recomendam. 

Alguns exemplos 

Receita de vendas: 1000 

Impostos sobre as vendas: 250 

Receita líquida de vendas: 750 

Ganhos na venda do imobilizado: 350 

Perdas na venda do imobilizado: 300 

Ganho líquido nas operações com imobilizado: 50 

Ativos imobilizados 100 

Depreciação 40 

Ativos líquidos 60 

Na DFC, é permitido que se apresente alguns fluxos em base líquida, ou 
seja, nos casos em questão, poderão ser apresentados apenas o saldo das 

entradas e saídas. 

Um exemplo ocorre nos bancos. Eles não precisam dizer que o cliente aplicou 

1000 em CDBs e resgatou 600. Eles podem apenas relatar que houve um fluxo 

de entrada de 400 nas transações com esse cliente. 

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Segundo o CPC, os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de 
investimento e de financiamento podem ser apresentados em base líquida 
nas situações em que houver: 

recebimentos e pagamentos em caixa em favor ou em nome de clientes, 

e os fluxos refletirem mais as atividades dos clientes do que as da 

própria entidade; 
recebimentos e pagamentos em caixa referentes a itens cujo giro seja 
rápido, os montantes sejam expressivos e os vencimentos sejam de 

curto prazo. 

Podem ser apresentados em base líquida: 

recebimentos de caixa e pagamentos em caixa pelo aceite e resgate de 
depósitos a prazo fixo; 
depósitos efetuados em outras instituições financeiras ou recebidos de 
outras instituições financeiras; 

adiantamentos e empréstimos de caixa feitos a clientes, e a amortização 
desses adiantamentos e empréstimos. 

1.6 - Fluxos de caixa em moeda estrangeira 

Os fluxos de caixa advindos de transações em moeda estrangeira devem ser 
registrados na moeda funcional da entidade pela aplicação, observada a taxa 

de câmbio na data da ocorrência do fluxo de caixa. 

Os fluxos de caixa de controlada no exterior devem ser convertidos pela 
aplicação das taxas de câmbio na data da ocorrência dos fluxos de caixa. 

1.7 - Juros e dividendos 

Os fluxos de caixa referentes a juros, dividendos e juros sobre o capital próprio 
recebidos e pagos devem ser apresentados separadamente. Cada um deles 
deve ser classificado de maneira consistente, de período a período, como 
decorrentes de atividades operacionais, de investimento ou de financiamento. 

Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio -

JCP recebidos, são comumente classificados como fluxos de caixa operacionais 
em instituições financeiras. Todavia, não há consenso sobre a classificação 

desses fluxos de caixa para outras entidades. 

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Apesar da controvérsia e da possibilidade de classificação em qualquer dos 
fluxos, o CPC encoraja fortemente as entidades a classificarem assim: 

Juros recebidos ou pagos --> fluxo operacional 

Dividendos e JCP recebidos --> fluxo operacional 
Dividendos e JCP pagos --> fluxo de financiamento. 

A CVM também adota essa classificação, e a opção por alternativa diferente 
deve ser seguida de nota evidenciando esse fato. 

1.8 - Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido 

Os fluxos de caixa referentes ao IR CSLL devem ser divulgados separadamente 
e classificados como fluxos de caixa das atividades operacionais, a menos que 
possam ser identificados especificamente como atividades de financiamento e 
de investimento. 

1.9- Investimento em controlada, coligada e empreendimento 

controlado em conjunto 

Quando o critério contábil for o MEP ou no método de custo, a entidade 
investidora fica limitada a apresentar na DFC os fluxos de caixa entre 
investidora e investida, representados, por exemplo, por dividendos e por 
adiantamentos. 

Os fluxos de caixa agregados advindos da obtenção ou da perda de controle de 
controladas ou outros negócios devem ser apresentados separadamente e 
classificados como atividades de investimento. 

Os fluxos de caixa decorrentes da perda de controle não devem ser deduzidos 
dos efeitos decorrentes da obtenção do controle. 

Os fluxos de caixa advindos de mudanças no percentual de participação em 
controlada, que não resultem na perda do controle, devem ser classificados 
como fluxos de caixa das atividades de financiamento. 

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Atenção!!! 

1.10 - Transação que não envolve caixa ou equivalentes de caixa 

Transações de investimento e financiamento que não envolvem o uso de caixa 

ou equivalentes de caixa devem ser excluídas da demonstração dos fluxos de 
caixa. Exemplos: 

2 - A DFC na prática 

A exigência da apresentação da DFC é estabelecida na 6404. 

Art. 176 - Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base 

na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações 

financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da 

companhia e as mutações ocorridas no exercício: ... 

IV - demonstração dos fluxos de caixa; 

Fluxos originados em obtenção ou perda de controle de 

investida - atividades de investimento. 

Fluxos originados em mudança de percentual de 

participação, sem perda de controle de investida -

atividades de financiamento. 

Depreciação 

Constituição de EPCLD 

Ajuste de Avaliação Patrimonial 

Constituição de Reservas 

Se forem de investimento ou financiamento, essas atividades devem ser 
incluídas nas NEs. 

Exemplos: 

aquisição de ativos, quer seja pela assunção direta do passivo 
respectivo, quer seja por meio de arrendamento financeiro; 
aquisição de entidade por meio de emissão de instrumentos 
patrimoniais; 
a conversão de dívida em instrumentos patrimoniais. 

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A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior 
a R$ 2 milhões de reais não será obrigada à elaboração e publicação da 

DFC. 

Como pode-se depreender da leitura do CPC, o objetivo da DFC é mostrar 
como ocorreu a variação dos valores disponíveis da entidade, dividindo essas 
variações em três grandes grupos: 

das operações; 
dos financiamentos; e 
dos investimentos; 

Na prática temos a seguinte igualdade: 

VI variação do disponível = VI fluxo operacional + VI fluxo financiamentos + VI 
fluxo investimentos 

2.1 - O que é disponível? 

Disponíveis equivalem aos valores de caixa e equivalentes de caixa. 

Caixa 

Numerário 
Depósitos bancários disponíveis 

Equivalente de Caixa 

Aplicações 

Curto Prazo 

Alta liquidez 

Risco Insignificante 

2.2 - O caso dos empréstimos 

Os fluxos relativos ao valor principal dos empréstimos são: 

De investimento para quem concede 

negativo na saída do recurso 
positivo na amortização 

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De financiamento para quem toma 

positivo na entrada do recurso 
negativo na amortização 

Se o empréstimo for entre empresas de um mesmo grupo: 

De financiamento para quem concede. 
De financiamento para quem toma. 

negativo na saída do recurso 
positivo na amortização 

Os empréstimos entre entidades do mesmo grupo costumam aparecer nas 
provas com a nomenclatura de "outros empréstimos". 

Juros 

Os fluxos de juros são sempre classificados como operacionais. 

Juros pagos: operacional 
Juros recebidos: operacional 

Amortização (pagamento do principal) 

Caso geral (quando nada for falado, supomos empresas de grupos diferentes): 

Amortização paga: financiamento 
Amortização recebida: investimento 

Entre empresas do mesmo grupo: 

Amortização paga: financiamento 
Amortização recebida: financiamento 

Para as instituições financeiras: 

Amortização paga: financiamento 
Amortização recebida: operacional 

Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio 

Pagos: financiamento 
Recebidos: operacional 

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Vamos a um roteiro para os empréstimos: 

1º - Verificando as partes envolvidas 

Inicialmente você deve verificar que tipo de empresa 
concedendo o empréstimo. 
Quando nada for falado a respeito, assumimos que 
geral,
 ou seja, empréstimos entre empresas que não são 

também não são instituição financeiras. 

2° - Classificando a operação 

Empréstimo no caso geral: 

investimento para quem concede o empréstimo 

financiamento para quem toma o empréstimo 

Empréstimo entre empresas do mesmo grupo: 

financiamento para quem concede. 
financiamento para quem toma. 

Empréstimo feito por um banco: 

operacional para quem concede (o banco) 
financiamento para quem toma. 

3° - Classificando o pagamento (separar juros e principal) 

Juros - sempre operacional 

juros pagos: operacional 
juros recebidos: operacional 

Amortização no caso geral 

amortização paga: financiamento 
amortização recebida: investimento 

Amortização entre empresas do mesmo grupo: 

amortização paga: financiamento 
amortização recebida: financiamento 

Amortização para empréstimos com instituições financeiras: 

amortização paga: financiamento 
amortização recebida: operacional 

está tomando ou 

se trata do caso 

do mesmo grupo e 

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2.3 - Variação na fonte operacional, de financiamento, de investimento 

Entrou dinheiro: aumento das fontes 

Saiu dinheiro: diminuição das fontes 

2.4 - Métodos para elaboração da DFC 

São aceitos dois métodos para a elaboração e divulgação da DFC, nos que diz 
respeito aos fluxos das atividades operacionais: 

Qualquer que seja o método utilizado, o resultado final deve ser o mesmo. 

A forma de apresentação é diferente apenas para o fluxo das atividades 

operacionais, ou seja, nada muda quando falamos dos fluxos de financiamento 
e de investimento. 

Na prova, você vai ter que decidir qual método usar com base nas informações 

oferecidas pelo examinador. 

Quando for viável usar o método direto, você tem uma série de informações de 
saldos de contas de um exercício e de outro, e encontrará os valores 
necessários utilizando cálculos do tipo: 

Saldo final = Saldo inicial + Entrada - Saída 

Quando for a vez do método indireto, você vai ter apenas uma mini DRE e 
algumas informações que lhe permitirão calcular os ajustes, chegando ao valor 
do fluxo das atividades operacionais. 

Lembre-se sempre de que o valor da variação das disponibilidades é igual ao 

valor da soma dos três fluxos de caixa. 

2.4.1 - Método Direto 

As principais classes de recebimentos e pagamentos brutos são divulgadas, 

podendo ser obtidas: 

dos registros contábeis da entidade; ou 
pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos, mercadorias ou 
serviços vendidos e outros itens da demonstração do resultado ou do 
resultado abrangente referentes a: 

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variações ocorridas no período nos estoques e nas contas 
operacionais a receber e a pagar; 
outros itens que não envolvem caixa; e 
outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades 
de investimento e de financiamento. 

A conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades 

operacionais deve ser fornecida, obrigatoriamente, caso a entidade use o 
método direto. Essa conciliação assemelha aos procedimentos efetuados 
quando se utiliza o método indireto. 

Vamos observar a estrutura de elaboração pelo método direto baseado no 

modelo do CPC 03. 

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DFC - Método Direto 

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Atividades operacionais 

Recebimentos 

Clientes 

Juros 

Dividendos e JCP 
Royalties e Comissões 
Restituições de Impostos 

Aplicações disponíveis para venda e mantidas para negociação 

- Pagamentos 

Fornecedores— de impostos 

Salários 

Juros 

Despesas Antecipadas 

Aplicações disponíveis para venda 
Aplicações mantidas para negociação 
Impostos 

= Fluxo das atividades de operação 

Atividades de Investimento 

Recebimentos 

Venda de Imobilizado 
Venda de Investimentos 
Venda de Intangível 

Recebimento por amortização de empréstimos concedidos 
Recebimento por contratos a termo 

- Pagamentos 

Compra de Imobilizado 
Compra de Investimentos 
Compra de Intangível 
Concessão de empréstimos 

Pagamentos por contratos a termo 

= Fluxo das atividades de investimento 

Atividades de Financiamento 

Recebimentos 

Emissão de ações 
Emissão de debêntures e outros instrumentos 

Obtenção de empréstimos diversos 

- Pagamentos 

Pagamentos para amortização de empréstimos e financiamentos 
Pagamento de arrendamento mercantil financeiro 

Compra de ações do próprio capital 

Dividendos e JCP 

= Fluxo das atividades de financiamento 
Disponibilidades em
 XI 
Disponibilidades em X2 

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2.4.2 - Método Indireto 

Chega-se ao fluxo das atividades de operação tomando por base o resultado e 
ajustando-o pelos efeitos de: 

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diferimentos ou apropriações por competência de pagamentos ou 

recebimentos passados ou futuros. 

variações ocorridas nos estoques e nas contas operacionais a receber e 

a pagar; 

itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos 

diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados e resultado de 
equivalência patrimonial quando aplicável; e 

itens tratados como fluxos de caixa de investimento ou financiamento. 

Elaborando a DFC pelo Método Indireto 

O primeiro passo é ajustar o resultado, tirando dele as atividades que não 
afetaram o caixa e as que não pertencem ao fluxo das operações. 

No método indireto nós partimos do resultado do exercício e fazemos alguns 
ajustes para chegar ao fluxo das operações. 

O resultado ajustado nada mais é do que o resultado do exercício sem 
considerar as parcelas que, embora tenham sido classificadas como despesa ou 
receita, e tenham afetado o resultado, não implicaram saída ou entrada de 
caixa. Faço ajustes também para retirar valores que estão no resultado e não 

fazem parte do fluxo das operações, como, por exemplo, o ganho ou 

perda na venda de imobilizado, ou investimento, ou intangível. Isso faz 
parte do fluxo de investimento. O que as provas mais exploram, nesse ponto, 
é o resultado na alienação do imobilizado. 

Exemplos de ajustes: 

depreciação 
variação cambial 
resultado do MEP 
resultado da alienação de imobilizado, intangível ou investimentos 
despesas e receitas que não afetaram o caixa 

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Depreciação: É uma despesa que afeta o resultado, mas não implica saída de 
recursos de caixa. Por isso eu somo no resultado. As despesas incorridas e que 

ainda vou pagar, eu também somo, pois o dinheiro ainda não saiu. 

Receita antecipada (diferida): já afetou o caixa, mas ainda não entrou no 
resultado, pois só vamos reconhecê-la como receita com o passar do tempo 
(regime de competência). O mesmo acontece com despesas antecipadas, 
que já afetaram o caixa, mas ainda não influíram no resultado. 

Ajustamos também os itens que implicaram saída ou entrada de caixa, mas a 
cujo valor só é possível chegar de forma indireta (pelo menos na prova). 

Exemplos: 

clientes 

EPCLD/PDD 

estoques 
fornecedores e outras 

Variações ocorridas nos estoques: Se o meu estoque aumentou, quer dizer 

que eu deixei mais dinheiro ali. 

Variações em contas a receber e a pagar: São tratadas de maneira 

semelhante ao estoque. Se meu contas a pagar diminui, que dizer que saiu 
mais dinheiro do meu caixa. 

Então, partindo do resultado ajustado fazemos a contabilização do que 

aumentou ou diminuiu nas contas relativas ao fluxo das operações, implicando 
entrada ou saída de caixa. 

Isso é feito da seguinte forma: 

Contas do Ativo (envolvidas no fluxo das operações) 

Se o saldo: 

aumentou - subtraímos do resultado ajustado 
diminuiu - somamos ao resultado ajustado 

Contas do Passivo (envolvidas no fluxo das operações) 

Se o saldo: 

aumentou - somamos ao resultado ajustado 
diminuiu - subtraímos do resultado ajustado 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

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Vamos entender o porquê: 

Se eu tinha um saldo de contas a receber de 100, e agora tenho de 150, quer 
dizer que 50 entraram no meu resultado, mas não entraram no meu caixa. 

Se o meu estoque era 5 e agora é 20, quer dizer que eu tirei 15 do meu caixa 
para colocar no estoque. 

Se eu devia 200 para fornecedores e agora devo 170, quer dizer que paguei 
30, e saíram do meu caixa. 

Se a minha conta de empréstimos tomados era 80 e agora é 180, quer dizer 
que 100 entraram no meu caixa. 

Esse mecanismo tem que estar muito claro, e vamos treinar durante os 
exercícios. Vocês precisam saber de bate pronto que tipo de impacto a 

variação de uma conta vai ter no fluxo de caixa. 

Vamos ver o modelo do método indireto baseado no CPC 03. Lembrem-se de 

que só é diferente na parte do fluxo operacional. 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

DFC - Método Indireto 

Atividades operacionais 

Resultado Líquido do Exercício 
( + ) Depreciação, Amortização e Exaustão (Não envolve caixa) 
(+/-) Variação Cambial (Não envolve Caixa) 
(+/-) Resultado MEP (Não envolve Caixa) 
(+/-) Resultado Alienação Imobilizado, Investimento e Intangível 

(Esse sai porque é investimento e não operacional) 

( + ) Despesas financeiras que não afetaram o caixa 
(-) Receitas financeiras que não afetaram o caixa 
= Resultado Ajustado 
(+/-) Variações de clientes 
(+/-) Variações de EPCLD/PDD 
(+/-) Variações de duplicatas descontadas 
(+/-) Variações de estoques 
(+/-) Variações de contas a pagar 
(+/-) Variações de encargos e salários a pagar 
(+/-) Variações de fornecedores 
(+/-) Variação de juros A Pagar 
(+/-) Variação de impostos a pagar 

= Fluxo das atividades de operação 

Atividades de Investimento 

Recebimentos 

Venda de Imobilizado, Investimentos ou Intangível 

Recebimento por amortização de empréstimos concedidos 
Recebimento por contratos a termo 

- Pagamentos 

Compra de Imobilizado, Investimentos ou Intangível 
Concessão de empréstimos 

Pagamentos por contratos a termo 

= Fluxo das atividades de investimento 

Atividades de Financiamento 

Recebimentos 

Emissão de ações 
Emissão de debêntures e outros instrumentos 

Obtenção de empréstimos diversos 

- Pagamentos 

Pagamentos para amortização de empréstimos e financiamentos 
Pagamento de arrendamento mercantil financeiro 

Compra de ações do próprio capital 

Dividendos e JCP 

= Fluxo das atividades de financiamento 
Disponibilidades em
 X1 
Disponibilidades em X2 

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3 - Demonstração do valor adicionado - DVA 

A DVA deve proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis 

informações relativas à riqueza criada pela entidade em determinado período e 
a forma como tais riquezas foram distribuídas. 

A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, minimamente, da seguinte 
forma: 

pessoal e encargos; 
impostos, taxas e contribuições; 

juros e aluguéis; 
juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos; 

lucros retidos/prejuízos do exercício. 

3.1 - Definições do CPC 09 

Valor adicionado 

Riqueza criada pela empresa medida pela diferença entre o valor das vendas e 
os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também o valor adicionado recebido 

em transferência, ou seja, produzido por terceiros e transferido à entidade. 

Receita de venda de mercadorias, produtos e serviços 

Valores reconhecidos na contabilidade a esse título pelo regime de 
competência e incluídos na demonstração do resultado do período. 

Outras receitas 

Valores oriundos, principalmente, de baixas por alienação de ativos não-
circulantes, tais como resultados na venda de imobilizado, de investimentos, e 

outras transações incluídas na demonstração do resultado do exercício que não 
configuram reconhecimento de transferência à entidade de riqueza criada por 
outras entidades. 

Diferentemente dos critérios contábeis, também incluem valores que não 

transitam pela demonstração do resultado, como, por exemplo, aqueles 

relativos à construção de ativos para uso próprio da entidade e aos juros pagos 
ou creditados que tenham sido incorporados aos valores dos ativos de longo 
prazo (normalmente, imobilizados). 

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No caso de estoques de longa maturação, os juros a eles incorporados deverão 

ser destacados como distribuição da riqueza no momento em que os 
respectivos estoques forem baixados; dessa forma, não há que se considerar 
esse valor como outras receitas. 

Insumo adquirido de terceiros 

Valores relativos às aquisições de matérias-primas, mercadorias, materiais, 
energia, serviços, etc. que tenham sido transformados em despesas do 

período. Enquanto permanecerem nos estoques, não compõem a formação da 
riqueza criada e distribuída. 

Depreciação, amortização e exaustão 

Valores reconhecidos no período e normalmente utilizados para conciliação 
entre o fluxo de caixa das atividades operacionais e o resultado líquido do 
exercício. 

Valor adicionado recebido em transferência 

Riqueza que não tenha sido criada pela própria entidade, e sim por terceiros, e 

que a ela é transferida, como por exemplo, receitas financeiras, de 
equivalência patrimonial, dividendos, aluguel, royalties, etc. 

3.2 - Características das informações da DVA 

A DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos, buscando 

apresentar, eliminados os valores que representam dupla-contagem, a parcela 
de contribuição que a entidade tem na formação do Produto Interno Bruto 
(PIB). 

A ciência econômica, para cálculo do PIB, baseia-se na produção, enquanto a 
contabilidade utiliza o conceito contábil da realização da receita, isto é, baseia-

se no regime contábil de competência. 

3.3 - Formação da riqueza 

Riqueza criada pela própria entidade 

A DVA, em sua primeira parte, deve apresentar de forma detalhada a riqueza 
criada pela entidade. 

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Receitas 

Venda de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos 

incidentes sobre essas receitas, ou seja, corresponde ao ingresso bruto ou 

faturamento bruto, mesmo quando na demonstração do resultado tais tributos 
estejam fora do cômputo dessas receitas. 

Outras receitas 

Da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos incidentes sobre 

essas receitas. 

Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Constituição/Reversão 

Inclui os valores relativos à constituição e reversão dessa provisão. 

Insumos adquiridos de terceiros 

Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 

Inclui os valores das matérias-primas adquiridas junto a terceiros e contidas no 
CPV, CMV ou CSV, adquiridos de terceiros; não inclui gastos com pessoal 
próprio. 

Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 

Inclui valores relativos às despesas originadas da utilização desses bens, 
utilidades e serviços adquiridos junto a terceiros. Entram aqui as despesas 
comerciais e administrativas. 

Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidos, materiais, 

serviços, energia e outros, consumidos, devem ser considerados os 

tributos incluídos no momento das compras recuperáveis ou não. Esse 

procedimento é diferente das práticas utilizadas na demonstração do resultado. 

Perda e recuperação de valores ativos 

Valores relativos a ajustes por avaliação a valor de mercado de estoques, 

imobilizados, investimentos e outros. Também devem ser incluídos os valores 
reconhecidos no resultado do período, tanto na constituição quanto na 
reversão de provisão para perdas por desvalorização de ativos. 

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Depreciação, amortização e exaustão 

Despesa ou o custo contabilizados no período. 

Valor adicionado recebido em transferência 

Resultado de equivalência patrimonial. 

Receitas financeiras, inclusive as variações cambiais ativas. 

Outras receitas - inclui os dividendos relativos a investimentos avaliados ao 
custo, aluguéis, direitos de franquia, e outros. 

3.4 - Distribuição da riqueza 

A segunda parte da DVA deve apresentar de forma detalhada como a riqueza 

obtida pela entidade foi distribuída. 

Pessoal 

Remuneração direta, inclusive participação de empregados nos resultados. 
Benefícios. 
FGTS. 

Impostos, taxas e contribuições 

Inclusive INSS e seguro de acidentes do trabalho. Para os impostos 
compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e COFINS, aqui devem ser 

considerados apenas os valores devidos ou já recolhidos, e representam 

a diferença entre os impostos e contribuições incidentes sobre as receitas e os 
respectivos valores incidentes sobre os itens considerados como "insumos 
adquiridos de terceiros". 

Federais 
Estaduais 
Municipais 

Remuneração de capitais de terceiros 

Juros 
Aluguéis, inclusive as despesas com arrendamento operacional. 

Outras - royalties, franquia, direitos autorais, e outros. 

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Remuneração de capitais próprios 

Remuneração atribuída aos sócios e acionistas. 

Juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos, exceto os valores dos JCP 
transferidos para conta de reserva de lucros. Devem ser incluídos apenas os 
valores distribuídos com base no resultado do próprio exercício, 
desconsiderando-se os dividendos distribuídos com base em lucros acumulados 
de exercícios anteriores, uma vez que já foram tratados como "lucros retidos" 

no exercício em que foram gerados. 

Lucros retidos e prejuízos do exercício - inclui os valores relativos ao lucro do 

exercício destinados às reservas. 

Juros sobre o Capital Próprio - JCP, independentemente de serem registradas 

como passivo (JCP a pagar) ou como reserva de lucros, devem ter o mesmo 

tratamento dado aos dividendos. 

3.5 - Casos especiais - alguns exemplos 

Depreciação de itens reavaliados ou avaliados ao valor justo. 

No momento da realização da reavaliação ou da avaliação ao valor justo, deve-

se incluir esse valor como "outras receitas" na DVA, bem como se reconhecem 
os respectivos tributos na linha própria de impostos, taxas e contribuições. 

Ajustes de exercícios anteriores 

Devem ser adaptados na demonstração de valor adicionado relativa ao período 
mais antigo apresentado para fins de comparação, bem como os demais 

valores comparativos apresentados, como se a nova prática contábil estivesse 

sempre em uso ou o erro fosse corrigido. 

Ativos construídos pela empresa para uso próprio 

Para elaboração da DVA, essa construção equivale a produção vendida para a 
própria empresa, e por isso seu valor contábil integral precisa ser considerado 

como receita. 

A mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa 

riqueza criada, e eventuais juros ativados e tributos também recebem esse 
mesmo tratamento. 

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Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como 
insumos. 

A depreciação, após pronto, deve ser tratada como a dos demais ativos. 

Distribuição de lucros relativos a exercícios anteriores 

A DVA está estruturada para ser elaborada a partir da DRE. Assim, há uma 
estreita vinculação entre essas duas demonstrações e essa vinculação deve 

servir para sustentação da consistência entre elas. Mas ela tem também uma 
interface com a DLPA, na parte que diz respeito à distribuição do resultado 
do exercício, principalmente dos dividendos. 

Dividendos distribuídos relativos a lucros de períodos anteriores não são 

considerados, pois já figuraram como lucros retidos naqueles períodos. 

Atividade de intermediação financeira (bancária) 

Formação da riqueza 

Receitas de intermediação financeira. 
Receita de prestação de serviços. 
Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Constituição/Reversão. 

Outras receitas. 

Despesas de intermediação financeira. 

Na atividade bancária, por convenção, assume-se que as despesas com 
intermediação financeira devem fazer parte da formação líquida da 
riqueza
 e não de sua distribuição. 

4 - A DVA na prática 

A exigência da apresentação da DVA é estabelecida na 6404. 

Art. 176 .... Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base 

na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações 

financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da 

companhia e as mutações ocorridas no exercício: ... 

V - se Companhia aberta, a demonstração do valor adicionado; 

A DVA deverá apresentar, no mínimo: 

A riqueza produzida 

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A distribuição da riqueza 
A parcela não distribuída 

4.1 - Estrutura da DVA 

Vamos conhecer o modelo da DVA do CPC 09 e do manual da Fipecafi. 

Geração 

1 - Receitas 

1.1 - Venda de mercadorias, produtos e serviços 
1.2 - Outras receitas 
1.3 - Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4 - Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa e reversão da PDD 

2 -Insumos adquiridos de terceiros 

2.1 - Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 
2.2 - Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3 - Perda/recuperação de valores ativos 
2.4 - Outras 

3 - Valor adicionado bruto (= 1-2) 

4 - Depreciação, amortização e exaustão 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4) 

6 - Valor adicionado recebido em transferência 

6.1 - Resultado de equivalência patrimonial 
6.2 - Receitas financeiras 
6.3 - Outras 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

Distribuição 

8 - Distribuição do valor adicionado 

8.1 - Pessoal 

8.1.1 - Remuneração direta 
8.1.2 - Benefícios 
8.1.3 - FGTS 

8.2 - Impostos, taxas e contribuições 

8.2.1 - Federais 
8.2.2 - Estaduais 
8.2.3 - Municipais 

8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 

8.3.1 - Juros 
8.3.2 - Aluguéis 
8.3.3 - Outras 

8.4 - Remuneração de capitais próprios 

8.4.1 - Juros sobre o capital próprio 
8.4.2 - Dividendos 
8.4.3 - Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4 - Participação dos não controladores nos lucros retidos 

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O total do item 8 deve ser igual ao item 7. 

A participação dos não controladores aparece apenas na versão consolidada da 

demonstração. 

5 - Notas explicativas - NEs 

Uma NE é uma informação adicional em relação à apresentada nas DCs. 

Atenção aqui: as NEs só podem tratar de assuntos presentes nas DCs, ou de 

itens de interesse que não se enquadraram nos critérios para reconhecimento 
nas DCs. 

5.1 - NEs no CPC 

As notas explicativas devem: 

apresentar informação acerca da base para a elaboração das 
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas; 
divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, 
Orientações e Interpretações do CPC que não tenha sido apresentada 
nas demonstrações contábeis; e 
prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas 
demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua 
compreensão. 

As notas explicativas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de 
forma sistemática. Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência 
cruzada com a respectiva informação apresentada nas notas explicativas. 

As notas explicativas são normalmente apresentadas pela ordem a seguir, no 

sentido de auxiliar os usuários a compreender as demonstrações contábeis e a 
compará-las com demonstrações contábeis de outras entidades: 

declaração de conformidade com os Pronunciamentos Técnicos, 
Orientações e Interpretações do CPC; 
resumo das políticas contábeis significativas aplicadas; 
informação de suporte de itens apresentados nas demonstrações 
contábeis pela ordem em que cada demonstração e cada rubrica sejam 
apresentadas; e 

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outras divulgações, incluindo: 

passivos contingentes e compromissos contratuais não 
reconhecidos; e 

divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e políticas 
de gestão do risco financeiro da entidade. 

Em algumas circunstâncias, pode ser necessário ou desejável alterar a ordem 

de determinados itens nas notas explicativas. Contudo, até onde for praticável, 
deve ser mantida uma estrutura sistemática das notas explicativas. 

As notas explicativas que proporcionam informação acerca da base para a 
elaboração das demonstrações contábeis e as políticas contábeis específicas 

podem ser apresentadas como seção separada das demonstrações contábeis. 

Divulgação de políticas contábeis 

A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: 

a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das 
demonstrações contábeis; e 
outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a 
compreensão das demonstrações contábeis. 

Ao decidir se determinada política contábil deve ou não ser divulgada, a 
administração deve considerar se sua divulgação proporcionará aos usuários 

melhor compreensão da forma em que as transações, outros eventos e 

condições estão refletidos no desempenho e na posição financeira relatadas. 

Cada entidade deve considerar a natureza das suas operações e as políticas 
que os usuários das suas demonstrações contábeis esperam que sejam 
divulgadas para esse tipo de entidade. 

Uma política contábil pode ser significativa devido à natureza das operações da 
entidade, mesmo que os montantes associados a períodos anteriores e ao 
atual não sejam materiais. É também apropriado divulgar cada política contábil 
significativa que não seja especificamente exigida pelos CPCs. 

A entidade deve divulgar, no resumo das políticas contábeis significativas ou 
em outras notas explicativas, os julgamentos realizados, com a exceção dos 

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que envolvem estimativas , que a administração fez no processo de aplicação 
das políticas contábeis da entidade e que têm efeito mais significativo nos 
montantes reconhecidos nas demonstrações contábeis. 

No processo de aplicação das políticas contábeis da entidade, a administração 

exerce diversos julgamentos, com a exceção dos que envolvem estimativas, 
que podem afetar significativamente os montantes reconhecidos nas 
demonstrações contábeis. Por exemplo, a administração exerce julgamento ao 
definir: 

se os ativos financeiros são instrumentos mantidos até o vencimento; 
quando os riscos e benefícios significativos sobre a propriedade de ativos 
financeiros e de ativos arrendados são substancialmente transferidos 

para outras entidades; 
se, em essência, determinadas vendas de bens decorrem de acordos de 

financiamento e, portanto, não dão origem a receitas de venda; e 

se a essência da relação entre a entidade e uma sociedade de propósito 
específico indica que essa sociedade de propósito específico é controlada 
pela entidade. 

Fontes de incerteza na estimativa 

A entidade deve divulgar, nas notas explicativas, informação acerca dos 

pressupostos relativos ao futuro e outras fontes principais de incerteza nas 

estimativas ao término do período de reporte que possuam risco significativo 
de provocar ajuste material nos valores contábeis de ativos e passivos ao 

longo do próximo exercício social. Para esses itens, as notas explicativas 
devem incluir detalhes elucidativos acerca: 

da sua natureza; e 
do seu valor contábil ao término do período de reporte. 

As divulgações descritas não são requeridas para ativos e passivos que tenham 

risco significativo de que seus valores contábeis possam sofrer alteração 

significativa ao longo do próximo exercício social se, ao término do período de 

reporte, forem mensurados pelo valor justo. 

A natureza e a extensão da informação a ser divulgada variam de acordo com 

a natureza dos pressupostos e outras circunstâncias. Exemplos desses tipos de 
divulgação são os que seguem: 

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a natureza dos pressupostos ou de outras incertezas nas estimativas; 
a sensibilidade dos valores contábeis aos métodos, pressupostos e 
estimativas subjacentes ao respectivo cálculo; 
a solução esperada de incerteza e a variedade de desfechos 
razoavelmente possíveis ao longo do próximo exercício social em relação 
aos valores contábeis dos ativos e passivos impactados; e 
uma explicação de alterações feitas nos pressupostos adotados no 
passado no tocante a esses ativos e passivos, caso a incerteza 
permaneça sem solução. 

Se for impraticável divulgar os possíveis efeitos de um pressuposto ou de outra 

fonte principal de incerteza das estimativas ao término do período de reporte, 
a entidade deve divulgar que é razoavelmente possível, com base no 

conhecimento existente, que os valores dos respectivos ativos ou passivos ao 
longo do próximo exercício social tenham que sofrer ajustes materiais em 

função da observação de uma realidade distinta em relação àqueles 

pressupostos assumidos. Em todos os casos, a entidade deve divulgar a 
natureza e o valor contábil do ativo ou passivo específico (ou classe de ativos 
ou passivos) afetado por esses pressupostos. 

Capital 

A entidade deve divulgar informações que permitam aos usuários das 

demonstrações contábeis avaliar seus objetivos, políticas e processos de 
gestão de capital: 

informações qualitativas sobre os seus objetivos, políticas e processos de 
gestão do capital, incluindo, sem a elas se limitar, as seguintes: 

descrição dos elementos abrangidos pela gestão do capital; 
caso a entidade esteja sujeita a requisitos de capital impostos 
externamente, a natureza desses requisitos e a forma como são 
integrados na gestão de capital; e 
como está cumprindo os seus objetivos em matéria de gestão de 
capital. 

dados quantitativos sintéticos sobre os elementos incluídos na gestão do 
capital; 
quaisquer alterações dos elementos referidos nas alíneas anteriores em 
relação ao período precedente; 

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indicação do cumprimento ou não, durante o período, dos eventuais 
requisitos de capital impostos externamente a que a entidade estiver ou 
esteve sujeita; 
caso a entidade não tenha atendido a esses requisitos externos de 
capital, as consequências dessa não observância. 

Instrumentos financeiros com opção de venda classificados no PL 

No caso de instrumentos financeiros com opção de venda (puttable) 

classificados como instrumentos patrimoniais, a entidade deve divulgar: 

dados quantitativos resumidos sobre os valores classificados no 
patrimônio líquido; 
seus objetivos, políticas e os processos de gerenciamento de sua 
obrigação de recompra ou resgate dos instrumentos quando requerido a 

fazer pelos detentores desses instrumentos; 

o fluxo de caixa de saída esperado na recompra ou no resgate dessa 
classe de instrumentos financeiros; e 
informação sobre como esse fluxo de caixa esperado na recompra ou no 
resgate dessa classe de instrumentos financeiros foi determinado. 

Outras divulgações 

A entidade deve divulgar nas notas explicativas: 

o montante de dividendos propostos ou declarados e não reconhecido 
como uma distribuição aos proprietários durante o período, bem como o 
respectivo valor por ação ou equivalente; 
a quantia de qualquer dividendo preferencial cumulativo não 
reconhecido. 

A entidade deve divulgar, caso não for divulgado em outro local entre as 

informações publicadas com as demonstrações contábeis, as seguintes 
informações: 

o domicílio e a forma jurídica da entidade, o seu país de registro e o 
endereço da sede registrada (ou o local principal dos negócios, se 
diferente da sede registrada); 

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a descrição da natureza das operações da entidade e das suas principais 
atividades; e 
o nome da entidade controladora e a entidade controladora do grupo em 
última instância. 
se uma entidade constituída por tempo determinado, informação a 
respeito do tempo de duração. 

5.2 - NEs na 6404 

A 6404, Art. 176, também traz regramento para NEs, que segue o definido 

pelo CPC, mas vamos dar uma olhada: 

As NEs devem: 

apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações 

financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas 

para negócios e eventos significativos; 
divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no 
Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das 
demonstrações financeiras; 

fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias 

demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma 
apresentação adequada; e 
indicar: 

os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, 
especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização 
e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e 
dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de 
elementos do ativo; 
os investimentos em outras sociedades, quando relevantes 
o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas 
avaliações 
os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias 
prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou 
contingentes 
a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das 
obrigações a longo prazo 
o número, espécies e classes das ações do capital social 

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as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício 
os ajustes de exercícios anteriores 
os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que 

tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação 
financeira e os resultados futuros da companhia. 

Muito bem, pessoal! Ficamos por aqui na teoria. 

Turma, temos pouquíssimas questões da Esaf sobre a matéria de hoje. Na 

verdade, de 2009 até agora, somente existem sete questões a esse respeito. 
Seis delas iremos resolver hoje. A outra está relacionada a EPCLD, que será 
assunto de aulas futuras, quando a incluirei. Fiz uma seleção de questões da 
Cespe, FGV e FCC, equilibrando os assuntos, para vocês treinarem bastante a 

DFC e a DVA. 

Sobre Notas Explicativas, já resolvemos bastantes exercícios nas aulas de BP e 

DRE, veremos mais alguns hoje. 

Vamos exercitar! 

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Exercícios Resolvidos 

1 - Esaf 2012 AFC STN - A empresa Inovação S.A. produtora de cabos de 

energia efetuou as seguintes operações em 2012: 
I. Lançamento da depreciação do ano. 
II. Pagamento de dividendos. 
III. Juros sobre o Capital Próprio Recebidos. 

Pode-se afirmar que estes eventos afetam a Demonstração dos Fluxos de 

Caixa, respectivamente, como: 
a) ajuste das atividades operacionais; saída das atividades de financiamento; 
entrada das fontes de investimento. 
b) entrada das fontes de investimento; saída das fontes de financiamento; 
entradas das fontes de financiamento. 
c) entrada das fontes de financiamento; entrada das fontes de investimento; 
saída das fontes de financiamento. 
d) entrada das atividades operacionais; saída das atividades de financiamento; 
saídas das fontes de investimento. 
e) saída das atividades operacionais; saídas das atividades operacionais; 
entrada das atividades operacionais. 

Vamos analisar cada caso: 

I - Depreciação - Ajuste 
DFC pelo Método Indireto 
O primeiro passo é ajustar o resultado, tirando dele as atividades que não 
afetaram o caixa e as que não pertencem ao fluxo das operações. 
O resultado ajustado nada mais é do que o resultado do exercício sem 
considerar as parcelas que, embora tenham sido classificadas como despesa ou 
receita, e tenham afetado o resultado, não implicaram saída ou entrada de 
caixa. Faço ajustes também para retirar valores que estão no resultado e não 

fazem parte do fluxo das operações, como, por exemplo, o ganho ou 

perda na venda de imobilizado, ou investimento, ou intangível. Isso faz 
parte do fluxo de investimento. 
Exemplos de ajustes: 

depreciação 
variação cambial 
resultado do MEP 
resultado da alienação de imobilizado, intangível ou investimentos 
despesas e receitas que não afetaram o caixa 

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II - Pagamento de dividendos - Saída, atividades de financiamento 

Apesar da controvérsia e da possibilidade de classificação em qualquer dos 
fluxos, o CPC encoraja fortemente as entidades a classificarem assim: 

Juros recebidos ou pagos --> fluxo operacional 

Dividendos e JCP recebidos --> fluxo operacional 
Dividendos e JCP pagos --> fluxo de financiamento. 

A CVM também adota essa classificação, e a opção por alternativa diferente 
deve ser seguida de nota evidenciando esse fato. 

III - JCP Recebidos - Obviamente a Esaf, polêmica como gosta de ser, não 
seguiu a orientação do CPC e da CVM, e classificou como entrada das 
atividades de investimento. 
Isso não fez diferença, pois a questão, nesse caso, já se resolvia apenas com a 
classificação do Item I. Contudo, anotem o entendimento da banca, para 

futuras questões e recursos, caso o gabarito venha diferente. Afinal, não se 

pode, em uma prova objetiva, fazer uma questão cuja resposta seja qualquer 

coisa, não é mesmo? 

Gaba: A 

2 - Esaf 2012 AFC STN - Os gastos com serviços de terceiros e materiais 
utilizados para construção de ativos para a própria empresa devem ser 
apropriados na Demonstração do Valor Adicionado como: 
a) outras receitas. 
b) perda de valores internos. 

c) riqueza transferida. 
d) insumos adquiridos de terceiros. 
e) remuneração do capital de terceiros. 
Ativos construídos pela empresa para uso próprio 

Para elaboração da DVA, essa construção equivale a produção vendida para a 
própria empresa, e por isso seu valor contábil integral precisa ser considerado 

como receita. 
A mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa 

riqueza criada, e eventuais juros ativados e tributos também recebem esse 
mesmo tratamento. 
Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como 
insumos. 

Gaba: D 

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3 - Esaf 2012 AFRFB - Nas empresas industriais são classificados como valor 
adicionado recebido em transferência os 
a) resultados de equivalência patrimonial e os dividendos relativos a 
investimentos avaliados ao custo. 
b) dividendos de participações societárias avaliadas pelo método de 
equivalência e os aluguéis. 
c) dividendos distribuídos e os resultados da avaliação de ativos ao seu valor 

justo. 

d) juros sobre o capital próprio creditados e as receitas financeiras de qualquer 
natureza. 
e) gastos com ativos construídos pela empresa para uso próprio e os 
resultados obtidos com aquisições societárias vantajosas. 

Vamos classificar cada item: 

Letra A, correta. Valor adicionado recebido em transferência. 

Letra B, errada. No MEP, não há receita de dividendos, lembram-se? Somente 

os dividendos de investimentos avaliados pelo método do custo é que devem 
ser classificados como valor adicionado recebido em transferência. 

Letra C, errada. Dividendos distribuídos entram na parte de distribuição da 
DVA, como remuneração de capitais de terceiros. Eventuais ajustes de ativos, 

entram na geração, no item de insumos adquiridos de terceiros. 

Letra D, errada. JCP aparecem no item de remuneração de capitais próprios. 

Letra E, errada. Construção de ativos para uso próprio é um caso especial, 

tratado da seguinte forma: 
A mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa 

riqueza criada, e eventuais juros ativados e tributos também recebem esse 
mesmo tratamento. 
Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como 
insumos. 

Gaba: A 

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Dos registros da Cia. Boreal, foram extraídos os dados relativos aos exercícios 

contábeis de 2009/2010, a seguir: 
Contas de Ativo 

2009 

2010 

Disponibilidades 

2.000 

1.000 

Estoques 

3.000 

5.900 

Clientes 

6.300 

8.000 

Provisão Créd Liq Duvidosa (PCLD) 

(300) 

(400) 

Participações Societárias 

13.500 

23.500 

Imobilizado Custo 

36.000 

40.000 

Depreciação Acumulada 

(8.000) 

(5.000) 

Marcas e Patentes 

2.500 

2.000 

Total do Ativo 

55.000 

75.000 

Contas de Passivo e Patrimônio Líquido 

2009 

2010 

Contas a Pagar 

4.000 

5.000 

Fornecedores 

14.000 

6.900 

Dividendos 

4.000 

6.400 

Provisão p/ Imposto de Renda e Contribuições 

2.500 

3.200 

Títulos a Pagar (I) -

5.000 

Capital Social 

28.400 

40.000 

Reserva Legal 

100 

740 

Reservas de Lucros 

2.000 

7.760 

Total do Passivo + Patrimônio Líquido 

55.000 

75.000 

Demonstração de Resultado de Exercício 2010 

1. Vendas 

190.000 

2. (-) CMV 

(100.000) 

3. Resultado Bruto Operacional 

90.000 

4. (-) Despesas: 
Administrativas 

(40.000) 

Financeiras 

(10.000) 

de Vendas 

(45.500) 

de Depreciações 

(3.000) 

de Amortização 

(500) Total despesas(99.000) 

5. Resultado de Equivalência Patrimonial 

10.000 

6. Resultado c/ Venda de Imobilizado 

15.000 

7. Resultado Antes do Imposto de Renda 

16.000 

8. Provisão p/ Imposto de Renda e Contribuições (3.200) 
9. Resultado Líquido do Exercício 

12.800 

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Distribuição do Resultado de Exercício 2010 
Reserva Legal 640 
Dividendos 6.400 
Reservas de Lucros 5.760 

Total do Resultado Apurado 12.800 

Informação adicional 
I. Títulos com vencimento previsto para 30 dias. 
II. Com relação a PCLD, a provisão em 2010 correspondeu a R$400,00. Não 
houve registro de reversão dos saldos anteriores. 
III. O Resultado c/Venda do Imobilizado corresponde a 75% do valor líquido do 
bem vendido. 
Com base nos dados fornecidos, responder: 
4 - Esaf 2012 AFRFB - O resultado apurado no período: 
a) gerou um ingresso total de caixa de R$ 16.300,00. 
b) quando ajustado, é negativo em R$ 8.700,00. 
c) contribuiu para ingresso financeiro de R$ 12.800,00. 
d) representa um uso total de disponibilidades de R$ 12.300,00. 
e) indica que a atividade operacional foi positiva em R$ 1.300,00. 

Vamos fazer o início da DFC pelo Método Indireto, uma vez que está sendo 

pedido o resultado ajustado. 

Antes, vamos ver para que servem as informações adicionais: 

I. Títulos com vencimento previsto para 30 dias. 
Significa que a conta, no valor de 5000, é de curto prazo, e deverá ser 
considerada no fluxo das operações. 
II. Com relação a PCLD, a provisão em 2010 correspondeu a R$400,00. Não 
houve registro de reversão dos saldos anteriores. 
Se não houve reversão, trabalho apenas com os valores do BP (300 e 400) 
III. O Resultado c/Venda do Imobilizado corresponde a 75% do valor líquido do 
bem vendido. 

Foi vendido um bem de 20000 (foi dito que 15000 é 75% do valor do bem, 
logo, sabemos que o bem valia 20000). Na hora de calcular o valor da 

alteração no imobilizado, não posso deixar de considerar a depreciação 
acumulada. Se eu tinha 28 (36 -8), vendi 20, e passei a ter 35 (40 -5) quer 
dizer que eu comprei 7. 

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D FC - Método Indireto 

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Atividades operacionais 

Resultado Líquido do Exercício 

12800 

( + ) Depreciação, Amortização e Exaustão (Não envolve caixa) 

3500 

(+/-) Variação Cambial (Não envolve Caixa) 
(+/-) Resultado MEP (Não envolve Caixa) 

(10000) 

(+/-) Resultado Alienação Imobilizado, Investimento e Intangível 

(15000) 

(Esse sai porque é investimento e não operacional) 

( + ) Despesas financeiras que não afetaram o caixa 
(-) Receitas financeiras que não afetaram o caixa 
= Resultado Ajustado 

(8700) 

(+/-) Variações de clientes 

(1700) 

(+/-) Variações de EPCLD/PDD 

100 

(+/-) Variações de duplicatas descontadas 
(+/-) Variações de estoques 

(2900) 

(+/-) Variações de contas a pagar mais títulos a pagar 

6000 

(+/-) Variações de encargos e salários a pagar 
(+/-) Variações de fornecedores 

(7100) 

(+/-) Variação de juros A Pagar 
(+/-) Variação de impostos a pagar 

700 

= Fluxo das atividades de operação 

(13600) 

Atividades de Investimento 

Recebimentos 

Venda de Imobilizado 20000, Investimentos ou Intangível 500 

20500 

Recebimento por amortização de empréstimos concedidos 
Recebimento por contratos a termo 

- Pagamentos 

Compra de Imobilizado 7000, Investimentos ou Intangível 

(7000) 

Concessão de empréstimos 

Pagamentos por contratos a termo 

= Fluxo das atividades de investimento 

(6500) 

Atividades de Financiamento 

Recebimentos 

Emissão de ações 
Emissão de debêntures e outros instrumentos 

Obtenção de empréstimos diversos 

- Pagamentos 

Pagamentos para amortização de empréstimos e financiamentos 
Pagamento de arrendamento mercantil financeiro 

Compra de ações do próprio capital 

Dividendos e JCP 

2400 

= Fluxo das atividades de financiamento 

2400 

Fluxo Total 

(17 700) 

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Letras A, C e D, erradas. Houve saída total de 17 700. 
Letra B, correta. 
Letra E, errada. O fluxo operacional foi negativo em 13 600. 

Turma, nessa questão a chave era ir direto ao valor ajustado. Digo isso, pois 

tínhamos três alternativas falando sobre a mesma coisa (A, C e D), com nomes 

diferentes e valores diferentes. 

Gaba: B 

5 - Esaf 2012 AFRFB - Para a elaboração da Demonstração dos Fluxos de 
Caixa da Cia. Boreal, deve-se considerar que 
a) ocorreu uma aquisição de participações societárias em outras empresas. 
b) as atividades operacionais foram alteradas pelo ganho com a venda do 
Imobilizado. 
c) os dividendos distribuídos devem ser demonstrados como atividade de 
investimento. 
d) as atividades de financiamento geram um ingresso positivo no fluxo do 
caixa. 
e) a movimentação dos Fornecedores provoca aumento nas atividades de 

financiamentos. 

Letra A. Errada. Mas professor, as participações não aumentaram de 
13500 para 23500?
 Sim, caro aluno, aumentaram, mas o aumento deu-se 

em virtude do resultado positivo no MEP, de 10000, e não em virtude de 
aquisição de novas participações. 

Letra B, errada. A venda de imobilizado afeta o fluxo de investimentos, e não o 
operacional. 

Letra C, errada. Dividendos pagos afetam as atividades de financiamento. 

Letra D, correta. Positivo em 2400. 

Letra E, errada. Movimentação em contas de fornecedores gera alteração no 

fluxo das atividades operacionais. 

Gaba: D 

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6 - Esaf 2010 Susep - Na elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa 
podemos dizer que: 
a) acréscimos em contas do ativo aumentam caixa. 
b) decréscimos em contas do Patrimônio Líquido diminuem caixa. 
c) acréscimos em contas do passivo diminuem caixa. 
d) decréscimos em contas do Ativo diminuem caixa. 
e) decréscimos em contas do Patrimônio Líquido aumentam caixa. 

Na DFC elaborada pelo método indireto, partindo do resultado ajustado 

fazemos a contabilização do que aumentou ou diminuiu nas contas relativas 

ao fluxo das operações, implicando entrada ou saída de caixa. 

Isso é feito da seguinte forma: 

Contas do Ativo (envolvidas no fluxo das operações) 

Se o saldo: 

aumentou - subtraímos do resultado ajustado 
diminuiu - somamos ao resultado ajustado 

Contas do Passivo e do PL (envolvidas no fluxo das operações) 

Se o saldo: 

aumentou - somamos ao resultado ajustado 
diminuiu - subtraímos do resultado ajustado 

Letra A, errada. Diminui caixa. 

Letra C, errada. Aumenta caixa. 

Letra D, errada. Aumenta caixa. 

Letra E, errada. Diminui caixa. 

Letra B, correta. O comportamento no PL é igual ao do Passivo. 

Gaba: B 

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7 - FGV 2013 Inea RJ - Com relação às demonstrações contábeis, assinale a 
afirmativa correta. 

A) A conta "veículos" sempre será classificada no Balanço Patrimonial no ativo 

não circulante, tanto sendo destinada à formação da frota para uso como para 
revenda fazendo parte de sua operação principal. 
B) O lucro líquido apurado na demonstração do resultado do exercício é 

transferido integralmente para a conta lucros acumulados do patrimônio líquido 

do balanço patrimonial. 
C) O recebimento da conta "Clientes" e o pagamento da conta "Fornecedores" 
afetam o saldo do "Caixa líquido consumido nas atividades operacionais" 
constante da demonstração do fluxo de caixa. 

D) O método direto de elaboração da demonstração do fluxo de caixa, parte do 
lucro líquido do exercício, é ajustado pelas receitas e despesas que não afetam 

o Caixa nem o Equivalente-Caixa. 

E) As despesas com depreciação afetam o saldo do balanço patrimonial, o lucro 

apurado na demonstração do resultado do exercício e o saldo final do fluxo de 
caixa pelo método direto. 

Letra A, errada. Veículos para revenda são contabilizados na conta estoque, e 
os estoques, como sabemos, são sempre reconhecidos no ativo circulante. 

Letra B, errada. O lucro líquido apurado na DRE deve ser destinado de acordo 

com as regras que estudamos. A conta de lucro acumulado não existe no BP 
final, apenas pode aparecer durante o exercício. 

Letra D, errada. Essa é a descrição do método direto. 

Letra E, errada. A depreciação afeta, sim, o BP e a DRE, mas não entra na 
DFC, pois não implica saída de caixa, Atenção: embora a depreciação faça 
parte do cálculo do fluxo das atividades de operação no método indireto, ela 
não influi no resultado em nenhum dos métodos. Tanto pelo direto quanto pelo 
indireto, o resultado final será o mesmo. 

Letra C, perfeita. 

Gaba: C 

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8 - FGV 2010 Detran RN - Os demonstrativos adotados internacionalmente 

pelas empresas e que, a partir da Lei n°. 11638/07 representam também os 
demonstrativos contábeis obrigatórios para as empresas brasileiras, além do 
Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e a 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, são: 

A) Demonstração dos Lucros Acumulados e Demonstração das Origens e 
Aplicações de Recursos. 

B) Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado. 

C) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração do 

Valor Adicionado. 

D) Demonstração das Reservas de Lucros e Demonstração do Fluxo de Caixa. 
E) Notas Explicativas e Demonstração de Lucros e Prejuízos. 

DCs requeridas na visão do CPC 

BP - balanço patrimonial; 
DRE - demonstração do resultado; 
DRA - demonstração do resultado abrangente; 
DMPL - demonstração das mutações do patrimônio líquido; 
DFC - demonstração dos fluxos de caixa; 
NE - notas explicativas (não são demonstrações); 
DVA - demonstração do valor adicionado 
balanço patrimonial do período mais antigo quando: 

for aplicada política contábil retrospectivamente 
for apresentada retrospectiva de itens das DCSs 
forem reclassificados itens das DCs; 

DCs exigidas pela 6404: 

BP - balanço patrimonial; 
DLPA - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; 
DRE - demonstração do resultado do exercício; 
DFC - demonstração dos fluxos de caixa; 
DVA - demonstração do valor adicionado, se companhia aberta. 

Vamos lá: 

DOAR não existe mais, logo, A e C estão erradas. 
Letra D, errada. Não existe essa tal demonstração de reservas de lucros que 

foi citada. 

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Letra E, errada. Notas explicativas não são demonstrações contábeis. 

Gaba: B 

9 - FGV 2010 Sefaz RJ - A Cia. Topázio apresentou o seguinte Balanço em 

31/12/2008: 

ATIVO 

Disponibilidades 

180.000 

Clientes 

100.000 

Seguros Antecipados 

20.000 

Investimentos - Cia. Alfa 

100.000 

Equipamentos 

200.000 

Total 

600.000 

PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO 

Financiamentos 

310.000 

Capital Social 

290.000 

Total 

600.000 

As seguintes operações ocorreram durante o ano de 2009: 

I. a empresa auferiu receitas de vendas no valor de $ 600.000, integralmente 
recebidas. 
II. a empresa incorreu em despesas operacionais no valor de $ 250.000, que 
serão pagas no período seguinte. 
III. os equipamentos são depreciados à taxa de 10% ao ano, sem considerar 
valor residual. 
IV. a Cia. Alfa, em que a Cia. Topázio tem 100% de participação, gerou um 
lucro de $10.000. 

V. metade do saldo inicial de caixa foi aplicada gerando um rendimento de 

12% durante o ano. 

VI. do saldo de clientes, 90% foram integralmente recebidos. 
VII. compra de um terreno por $ 40.000 à vista. 

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VIII. os financiamentos consumiram encargos de 10% sobre o saldo inicial, 

que foram pagos no período. 
IX. os seguros antecipados foram 100% apropriados ao resultado do período. 

Dado que a empresa reconhece como operacionais as opções existentes no 
CPC 03, aprovado pelo CFC, assinale a alternativa que indique o valor do caixa 
gerado pela atividade operacional da empresa durante o ano de 2009. 

A) $ 649.800. 

B) $ 669.800. 

C) $ 690.000. 

D) $ 849.800. 
E) $ 870.000. 

Vamos ver como cada item influi no fluxo das operações: 

I. a empresa auferiu receitas de vendas no valor de $ 600.000, integralmente 
recebidas. Aumentou o caixa. 
II. a empresa incorreu em despesas operacionais no valor de $ 250.000, que 
serão pagas no período seguinte. Não houve efeito no caixa. 
III. os equipamentos são depreciados à taxa de 10% ao ano, sem considerar 
valor residual. Não houve efeito no caixa. 
IV. a Cia. Alfa, em que a Cia. Topázio tem 100% de participação, gerou um 
lucro de $10.000. Não houve efeito no caixa. 

V. metade do saldo inicial de caixa foi aplicada gerando um rendimento de 

12% durante o ano. 90000x12% = 10800 - Aumentou o caixa 

VI. do saldo de clientes, 90% foram integralmente recebidos. 100000x90% = 

90000 - Aumentou o caixa 

VII. compra de um terreno por $ 40.000 à vista. Não houve efeito. Saiu 

dinheiro do caixa, mas foi referente ao fluxo de investimento. 

VIII. os financiamentos consumiram encargos de 10% sobre o saldo inicial, 

que foram pagos no período. 310000x10% = 31000 - Diminuiu o caixa. 

Atenção: Juros e encargos, independentemente do caso, são contabilizados 
como fluxo das operações. 

IX. os seguros antecipados foram 100% apropriados ao resultado do período. 

Não houve efeito. 

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DFC - Atividades operacionais 

Recebimentos 

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Gaba: B 

10 - FGV 2010 Sead AP - Uma companhia fechada não será obrigada a 

elaborar e publicar a demonstração dos fluxos de caixa, desde que o seu 

patrimônio líquido seja: 

A) inferior a R$ 2.500.000,00, nos últimos trimestres. 

B) inferior a R$ 2.000.000,00, na data do balanço. 

C) superior a R$ 2.500.000,00, nos últimos trimestres. 

D) superior a R$ 2.000.000,00, no data do balanço. 
E) superior a R$ 2.500.000,00, na data do balanço. 

A obrigatoriedade da DFC é dispensada para companhias fechadas cujo PL for 

menor do que R$ 2 milhões. 

Gaba: B 

11 - FGV 2010 Sead AP - Uma das mudanças introduzidas pela legislação 

societária no Brasil foi a DVA (Demonstração do Valor Adicionada). Com 
relação à DVA é correto afirmar que: 

A) será obrigatória para as companhias abertas. 

B) será facultativa para as companhias abertas. 

C) será obrigatória para as companhias fechadas. 

D) será obrigatória para as companhias cujo Patrimônio Líquido seja superior a 
R$300.000,00. 

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Clientes 

690 000 

Juros 

10 800 

Dividendos e JCP 
Royalties e Comissões 
Restituições de Impostos 

Aplicações disponíveis para venda e mantidas para negociação 

- Pagamentos 

Fornecedores— de impostos 

Salários 

Juros 

(31 000) 

Despesas Antecipadas 

Aplicações disponíveis para venda 
Aplicações mantidas para negociação 
Impostos 

= Fluxo das atividades de operação 

669 800 

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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da 

Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

E) será obrigatória para as companhias cujo Patrimônio Líquido seja superior a 
R$240.000,00. 

A exigência da apresentação da DVA é estabelecida na 6404. 

Art. 176 .... Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base 

na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações 

financeiras, eue deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da 
companhia e as mutações ocorridas no exercício: ... 

V - se Companhia aberta, a demonstração do valor adicionado; 

Gaba: A 

As questões 12 e 13 devem ser respondidas a partir dos dados apresentados 

na tabela a seguir. 

12 - FGV 2010 Badesc - O Valor Adicionado Total a Distribuir é de: 

A) 2.106.900,00. 

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Professor Marcelo Seco 

B) 2.018.100,00. 

C) 1.446.600,00. 

D) 1.725.830,00 
E) 1.929.300,00. 

Vamos fazer a DVA, e já respondemos as duas de uma vez. 

Geração 

1 - Receitas 

1.1 - Venda de mercadorias, produtos e serviços 

1900500 

1.2 - Outras receitas 
1.3 - Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4 - Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa e reversão da PDD 

2 -Insumos adquiridos de terceiros 

2.1 - Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos  230000 
2.2 - Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 

129000 

2.3 - Perda/recuperação de valores ativos 
2.4 - Outras 

3 - Valor adicionado bruto (= 1-2) 

1541500 

4  - Depreciação, amortização e exaustão 85000 + 9900 

94900 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4) 

1446600 

- Valor adicionado recebido em transferência 

6.1 - Resultado de equivalência patrimonial 

72700 

6.2 - Receitas financeiras 

410000 

6.3 - Outras 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

1929300 

Distribuição 

- Distribuição do valor adicionado 

8.1 - Pessoal 

8.1.1 - Remuneração direta 

7800 

8.1.2 - Benefícios 
8.1.3 - FGTS 

25000 

8.2 - Impostos, taxas e contribuições 

8.2.1 - Federais 13220 +4490 

17710 

8.2.2 - Estaduais 

7500 

8.2.3 - Municipais 

3860 

8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 

8.3.1 - Juros 
8.3.2 - Aluguéis 

52500 

8.3.3 - Outras 

8.4 - Remuneração de capitais próprios 

8.4.1 - Juros sobre o capital próprio 

88800 

8.4.2 - Dividendos 
8.4.3 - Lucros retidos/Prejuízo do exercício 

1725830 

w w w . p o n t o d o s c o n c u r s o s . c o m . b r | Professor Marcelo Seco 

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Algumas considerações sobre essa questão. 

Repare que a DVA não está completa, pois a geração não é igual à distribuição. 
Mas a banca poderia alegar que isso não faz diferença, e realmente, no caso, 
não fazia mesmo. 

Os últimos três itens da lista (Intangível, Investimentos e AVP), nada têm a 
ver com a DVA. São apenas saldos de contas do BP que foram colocados ali 
para confundir. Se houvesse valor referente a perda por teste de 
recuperabilidade, esse sim nos interessaria, e seria lançado no item 2.3. 

| 7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 1929300 | 

Gaba: E 

13 - FGV 2010 Badesc - 0 Valor Adicionado Recebido em Transferência é 

de: 
A) 435.000,00. 

B) 450.850,00. 

C) 571.500,00. 

D) 482.700,00. 
E) 498.800,00. 

6 - Valor adicionado recebido em transferência 

6.1 - Resultado de equivalência patrimonial 72700 
6.2 - Receitas financeiras 410000 
6.3 - Outras 

Gaba: D 

14 - FGV 2010 Badesc - A Cia Petrópolis apresentava os seguintes dados 

para a montagem da Demonstração do Valor Adicionado em 31/12/X0: 

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Professor Marcelo Seco 

8.4.4 - Participação dos não controladores nos lucros retidos 

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Contabilidade Geral e  A v a n ç a d a para Auditor Fiscal da 

Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

Assinale a alternativa que indique corretamente o valor adicionado a distribuir 

da Cia Petrópolis em 31.12.X0. 

A) R$ 310,00. 

B) R$ 510,00. 

C) R$ 620,00. 

D) R$ 650,00. 

E) R$ 760,00. 

V a m o s treinar com mais uma DVA. 

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V e n d a s 

(incluindo RS 190,00 de impostos incidentes sobre vendas} 

R $ 1 

.000,00 

C o m p r a  d e matéria-prima 
(incluindo R$ 80,00 de impostos recuperáveis incidentes sobre as 

RS 

compras) 

240,00 

D e s p e s a s de Salários 

R $ 

200,00 

D e s p e s a  d e  J u r o s 

R $ 

140,00 

Estoque inicial de matéria prima 

zero 

Estoque final de matéria prima 

zero 

G e r a ç ã o 

1 - Receitas 

1.1 - Venda de mercadorias, produtos e serviços 1000 
1.2 - Outras receitas 
1.3 - Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4 - Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa e reversão da PDD 

2  -Insumos adquiridos de terceiros 

2.1 - Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 240 
2.2 - Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3 - Perda/recuperação de valores ativos 
2.4 - Outras 

3  - Valor adicionado bruto (= 1-2) 760 

4  - Depreciação, amortização e exaustão 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4) 

6  - Valor adicionado recebido em transferência 

6.1 - Resultado de equivalência patrimonial 
6.2 - Receitas financeiras 
6.3 - Outras 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 760 

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Professor Marcelo Seco 

Muito bem! Mais uma vez a DVA não está completa, mas isso não nos 

atrapalhou na resposta. 

Atenção: O valor dos impostos recuperáveis não é tirado da venda e nem da 
compra. O acerto é feito na distribuição, quando lançamos apenas o valor 
efetivamente recolhido. 

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Distribuição 

8 - Distribuição do valor adicionado 

8.1 - Pessoal 

8.1.1 - Remuneração direta 

200 

8.1.2 - Benefícios 
8.1.3 - FGTS 

8.2 - Impostos, taxas e contribuições 

8.2.1 - Federais 
8.2.2 - Estaduais 190 - 80 

110 

8.2.3 - Municipais 

8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 

8.3.1 - Juros 

140 

8.3.2 - Aluguéis 
8.3.3 - Outras 

8.4 - Remuneração de capitais próprios 

8.4.1 - Juros sobre o capital próprio 
8.4.2 - Dividendos 
8.4.3 - Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4 - Participação dos não controladores nos lucros retidos 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

760 

Gaba: E 

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Em 31.12.2009, o valor adicionado a distribuir da Cia. Rubi será de: 

A) $ 65.000. 

B) $ 68.000. 

C) $ 63.000. 

D) $ 69.000. 
E) $ 72.000. 

Mais uma DVA: 

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15 - FGV 2009 Sefaz RJ - A Cia. Rubi efetuou as seguintes operações 

durante o ano de 2009: 

Vendas: 

$100.000 

Consumo de materiais adquiridos de terceiros: 

$20.000 

Receitas financeiras: 

$8.000 

Despesas de aluguel: 

$2.000 

Receitas de aluguel:. 

$1.000 

Pagamento de salários: 

$24.000 

Despesa financeira: 

$5.000 

Impostos pagos: 

$2.000 

Juros sobre capitai próprio: 

$10.000 

Despesa de depreciacão: 

$5 000 

Dividendos: 

$2.000 

Despesa de seguros: 

$4.000 

Serviço de terceiros: 

$12.000 

Provisão para créditos de liquidação duvidosa: 

$3.000 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

Geração 

1 - Receitas 

1.1 - Venda de mercadorias, produtos e serviços 

100000 

1.2 - Outras receitas 

1000 

1.3 - Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4 - Perdas estimadas em PDD e reversão da PDD 

(3000) 

2 -Insumos adquiridos de terceiros 

2.1 - Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 
2.2 - Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 20+4+12 = 36000 
2.3 - Perda/recuperação de valores ativos 
2.4 - Outras 

3 - Valor adicionado bruto (= 1-2) 

62000 

4 - Depreciação, amortização e exaustão 

5000 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4) 

57000 

- Valor adicionado recebido em transferência 

6.1 - Resultado de equivalência patrimonial 
6.2 - Receitas financeiras 

8000 

6.3 - Outras 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

65000 

Distribuição 

- Distribuição do valor adicionado 

8.1 - Pessoal 

8.1.1 - Remuneração direta 

24000 

8.1.2 - Benefícios 
8.1.3 - FGTS 

8.2 - Impostos, taxas e contribuições 

8.2.1 - Federais 

2000 

8.2.2 - Estaduais 
8.2.3 - Municipais 

8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 

8.3.1 - Juros 

5000 

8.3.2 - Aluguéis 

2000 

8.3.3 - Outras 

8.4 - Remuneração de capitais próprios 

8.4.1 - Juros sobre o capital próprio 

10000 

8.4.2 - Dividendos 

2000 

8.4.3 - Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4 - Participação dos não controladores nos lucros retidos 

Gaba: C 

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Atentem para o fato de que a PDD diminui o valor das receitas. 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

65000 

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Professor Marcelo Seco 

Informações para a resolução das questões 16 e 17: 

16 - FGV 2010 Sead AP - Considerando a estrutura da DVA - Demonstração 

do Valor Adicionado, o Valor Adicionado Bruto será de: 
A) R$ 2.000.000,00. 

B) R$ 2.475.000,00. 

C) R$ 2.513.000,00. 

D) R$ 2.120.000,00. 
E) R$ 2.393.000,00. 

Vamos montar a DVA para as duas questões: 

Geração 

1 - Receitas 

1.1 - Venda de mercadorias, produtos e serviços 

2500000 

1.2 - Outras receitas 
1.3 - Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4 - Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa e reversão da PDD 

2 -Insumos adquiridos de terceiros 

2.1 - Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos  160000 
2.2 - Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 

220000 

2.3 - Perda/recuperação de valores ativos 
2.4 - Outras 

3 - Valor adicionado bruto (= 1-2) 

2120000 

4 - Depreciação, amortização e exaustão 

120000 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4) 

2000000 

- Valor adicionado recebido em transferência 

6.1 - Resultado de equivalência patrimonial 

50000 

6.2 - Receitas financeiras 

355000 

6.3 - Outras 

7- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

2405000 

w w w . p o n t o d o s c o n c u r s o s . c o m . b r |  P r o f e s s o r Marcelo Seco 

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DOSCONCURSOS Professor Marcelo Seco 

Gaba: A 

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Distribuição 

8 - Distribuição do valor adicionado 

8.1 - Pessoal 

8.1.1 - Remuneração direta 
8.1.2 - Benefícios 
8.1.3 - FGTS 

8.2 - Impostos, taxas e contribuições 

8.2.1 - Federais 
8.2.2 - Estaduais 
8.2.3 - Municipais 

8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 

8.3.1 - Juros 
8.3.2 - Aluguéis 
8.3.3 - Outras 

8.4 - Remuneração de capitais próprios 

8.4.1 - Juros sobre o capital próprio 
8.4.2 - Dividendos 
8.4.3 - Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4 - Participação dos não controladores nos lucros retidos 

Nem fiz a distribuição, pois os valores não estão completos. 

3 - Valor adicionado bruto (= 1-2) 

2120000 

Gaba: D 

17 - FGV 2010 Sead AP - Considerando a estrutura da DVA - Demonstração 

do Valor Adicionado, o Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade será 
de: 
A) R$ 2.000.000,00. 

B) R$ 2.475.000,00. 

C) R$ 2.513.000,00. 

D) R$ 2.120.000,00. 
E) R$ 2.173.000,00. 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4) 

2000000 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

18 - Cespe 2013 CNJ - A respeito de demonstrações contábeis, seus 

componentes, seus respectivos registros e sua evidenciação, julgue os itens 
subsequentes. Os recursos recebidos pela emissão de debêntures são 
classificados como oriundos da atividade operacional ao se elaborar o fluxo de 
caixa da empresa. 

Errado, fazem parte das atividades de financiamento 

w w w . p o n t o d o s c o n c u r s o s . c o m . b r |  P r o f e s s o r Marcelo Seco 

caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos 

patrimoniais; 
pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da 

entidade; 
caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas 
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de 
curto e longo prazos; 
amortização de empréstimos e financiamentos; 

pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo 

a arrendamento mercantil financeiro. 

Gaba: E 

19 - Cespe 2013 CNJ - Assim como na demonstração do resultado do 

exercício, o valor dos impostos recuperáveis é retirado dos custos dos produtos 
vendidos para a elaboração da demonstração do valor agregado (DVA). 

Errado, os impostos são incluídos. 

Venda de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos 

incidentes sobre essas receitas, ou seja, corresponde ao ingresso bruto ou 

faturamento bruto, mesmo quando na demonstração do resultado tais tributos 
estejam fora do cômputo dessas receitas. 

Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidos, materiais, 
serviços, energia e outros, consumidos, devem ser considerados os 

tributos incluídos no momento das compras recuperáveis ou não. Esse 

procedimento é diferente das práticas utilizadas na demonstração do resultado. 

Gaba: E 

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20- Cespe 2012 TJ - Julgue os itens que se seguem, acerca da elaboração da 
demonstração do valor adicionado (dva). O valor adicionado líquido é 
distribuído em até quatro grandes categorias: pessoal, governo (impostos, 

taxas e contribuições), remuneração de capitais de terceiros e dividendos 

distribuídos. 

Perfeito! Vamos ver esse pedaço da DVA. 

Gaba: C 

21 - Cespe 2012 TJ - Considere que determinada empresa, no final do 
exercício, tenha levantado os seguintes dados para elaborar a dva. 
depreciação, amortização e exaustão R$ 14.000,00 
insumos adquiridos de terceiros R$ 110.000,00 
receita R$ 300.000,00 

valor adicionado recebido em transferência R$ 4.000,00 

Nesse caso, com base apenas nos dados disponibilizados, é correto afirmar que 

o valor adicionado bruto e o valor adicionado a distribuir são, respectivamente, 
iguais a R$ 304.000,00 e R$ 200.000,00. 

Vamos colocar na DVA para encontrar o resultado. 

Geração 

1 - Receitas 

300 000 

2 -Insumos adquiridos de terceiros 

110 000 

3 - Valor adicionado bruto (= 1-2) 

190 000 

4 - Depreciação, amortização e exaustão 

14 000 

5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (= 3-4)  176 000 

- Valor adicionado recebido em transferência 

4 000 

7-- Valor adicionado total a distribuir (= 5+6) 

180 000 

Errado, os valores são 190 000 e 180 000. 

Vejam como é importante conhecer a estrutura da DVA. Ao menos a parte 
dos totais tem que ser levada para a prova. 
Gaba: E 

Distribuição 

8 - Distribuição do valor adicionado 

8.1 - Pessoal 
8.2 - Impostos, taxas e contribuições 
8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 
8.4 - Remuneração de capitais próprios 

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22 - Cespe 2012 TJ - Em relação à demonstração do fluxo de caixa (dfc), 

julgue os itens subsequentes. O aumento do valor de contas a receber de 

clientes no final do período em relação ao valor do início do período implica 
redução no fluxo de caixa operacional. 

Contas a receber pertence ao ativo e seu saldo aumentou. Vamos ver 
como fica: 
Contas do Ativo (envolvidas no fluxo das operações) 
Se o saldo: 

aumentou - subtraímos do resultado ajustado 
diminuiu - somamos ao resultado ajustado 

Contas do Passivo (envolvidas no fluxo das operações) 
Se o saldo: 

aumentou - somamos ao resultado ajustado 
diminuiu - subtraímos do resultado ajustado 

Fique atento ao seguinte: se as contas a receber forem de longo prazo, não 
há implicação alguma no fluxo das operações. Quando o comando da questão 
não fala nada sobre o prazo, você assume que é curto prazo, e, portanto, 
operacional. 

Gaba: C 

23 - Cespe 2012 TJ - As operações de pagamento de empréstimos e compra 
de imobilizados geram, respectivamente, reduções nos fluxos de caixa de 
investimento e de financiamento. 
Errado, vamos ver. 
Pagamento de empréstimos, caso geral: 

operacional no que se refere aos juros 
financiamento no que se refere à amortização 

Compra de imobilizados: 

investimento 

Fique atento para o caso de o examinador falar em imobilizado para aluguel, 
pois aí teremos fluxo das operações. 

Gaba: E 

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24 - Cespe 2012 TJ - Na elaboração do fluxo de caixa operacional pelo 
método indireto, o valor das depreciações e amortizações do período é 

acrescentado ao saldo do lucro líquido. 
Vamos ver o trecho inicial da DFC pelo método indireto: 

Perfeito! 

Gaba: C 

25 - Cespe 2012 TJ - A respeito da demonstração do valor adicionado (DVA), 
de acordo com a legislação societária e os pronunciamentos do CPC, assinale a 
opção correta. 

a) Na elaboração da DVA, que deve levar em conta o pronunciamento 
conceituai básico do CPC, a grande maioria dos dados é obtida principalmente 
a partir do balanço patrimonial. 

b) A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, no mínimo, em pessoal 

e encargos; impostos, taxas e contribuições; e distribuição dos resultados. 
c) A DVA, embora não esteja fundamentada em conceitos macroeconômicos, 

busca apresentar a parcela de contribuição que a entidade tem na formação do 
produto interno bruto (PIB). 
d) A DVA — um dos elementos componentes do balanço social — tem por 

finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade, e a distribuição dessa 

riqueza, durante determinado período. 

e) A DVA tem por objetivo apresentar o valor da riqueza econômica gerada 

pela empresa como resultante do esforço individual e a distribuição dessa 
riqueza entre os demais elementos que compõem a demonstração. 

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Atividades operacionais 

Resultado Líquido do Exercício 
( + ) Depreciação, Amortização e Exaustão (Não envolve caixa) <--
(+/-) Variação Cambial (Não envolve Caixa) 
(+/-) Resultado MEP (Não envolve Caixa) 
(+/-) Resultado Alienação Imobilizado, Investimento e Intangível 

(Esse sai porque é investimento e não operacional) 

( + ) Despesas financeiras que não afetaram o caixa 
(-) Receitas financeiras que não afetaram o caixa 
= Resultado Ajustado 

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Letra A, errada. A DVA está estruturada para ser elaborada a partir da DRE. 
Mas ela tem também uma interface com a DLPA, na parte que diz respeito à 
distribuição do resultado do exercício, principalmente dos dividendos. 
Segue, sim o CPC 00, como todas as DCs, mas segue principalmente o CPC 09. 
Letra B, errada. A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, 
minimamente, da seguinte forma: 

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pessoal e encargos; 
impostos, taxas e contribuições; 

juros e aluguéis; 
juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos; 

lucros retidos/prejuízos do exercício. 

Letra C, errada. A DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos. 
Letra E, errada. A DVA mostra o valor adicionado, ou seja, a riqueza criada 
pela empresa medida pela diferença entre o valor das vendas e os insumos 
adquiridos de terceiros. Inclui também o valor adicionado recebido em 

transferência, ou seja, produzido por terceiros e transferido à entidade. 

Não é só o esforço da entidade que é demonstrado. 

Gaba: D 

26 - Cespe 2012 TJ - Acerca da elaboração da demonstração do fluxo de 

caixa, de acordo com a legislação societária e os pronunciamentos do Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens que se seguem. 
O resgate do principal de aplicações financeiras não classificadas como 
equivalentes de caixa e os desembolsos de empréstimos concedidos pela 
empresa constituem saídas de caixa classificadas nas atividades de 

investimento e evidenciadas na demonstração do fluxo de caixa. 

Empréstimo concedido: Atividade de Investimento 
Resgate de aplicações não classificadas como mantidas para negociação ou 

disponíveis para venda futura: Atividade de Investimento. 

O erro, meus caros, está no fato de que o resgate de aplicações implica 

entrada de caixa, e não saída. 

Fiquem atentos às entradas e saídas. 

Gaba: E 

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27 - Cespe 2012 TJ - As vendas de ações emitidas e os empréstimos obtidos 
no mercado mediante emissão de debêntures ou outros instrumentos de dívida 
de curto ou longo prazo são exemplos de entradas de caixa classificados nas 
atividades de financiamento e evidenciados na demonstração do fluxo de 

caixa. 
Certo, fazem parte das atividades de financiamento 

caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos 

patrimoniais; 
pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da 
entidade; 
caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas 
promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de 

curto e longo prazos; 

amortização de empréstimos e financiamentos; 
pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo 
a arrendamento mercantil financeiro. 

Gaba: C 

28 - Cespe 2012 MPE - A demonstração do valor adicionado evidencia a 

criação de valor pela empresa e sua distribuição equânime entre os agentes 
econômicos que contribuíram nesse processo. 

Errado. Não tem nada de equânime na distribuição dos valores. Além do que, a 

geração é feita pela empresa e por terceiros. 

Gaba: E 

29 - Cespe 2012 MPE - Acerca da demonstração dos fluxos de caixa (DFC), 

conforme Pronunciamento CPC n.° 3, julgue os próximos itens. 

Para as entidades obrigadas à apresentação da DFC que optarem pelo uso do 
método direto, é recomendável a apresentação da conciliação entre o lucro 
líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. 
Errado. 

A conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades 

operacionais deve ser fornecida, obrigatoriamente, caso a entidade use o 
método direto. 
Gaba: E 

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30 - Cespe 2012 MPE - A forma de divulgação da DFC das atividades 
operacionais depende do método empregado — se direto ou indireto. 
Correto. Podem ser utilizados os dois métodos. 

Gaba: C 

31 - Cespe 2012 MPE - A aquisição de um veículo deve ser representada na 
seção relativa às atividades de financiamento. 

Errado. Aquisição de imobilizado faz parte do fluxo de investimentos, exceto se 

forem destinados a aluguel, caso em que serão classificados como fluxo das 

operações. 

Gaba: E 

32 - Cespe 2012 MPE - Recebimentos e pagamentos de prêmios e sinistros, 
anuidades e outros benefícios da apólice feitos por seguradora são exemplos 
de atividades operacionais. 

Atividades operacionais 

recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de 
serviços; 
recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e 
outras receitas; 
pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; 
pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados; 
recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e 

sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice; 

pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos 
que possam ser especificamente identificados com as atividades de 

financiamento ou de investimento; 

recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para 
negociação imediata ou disponíveis para venda futura. 

Essas, mais os casos especiais de juros, dividendos, ativos para aluguel, 

estoques de títulos, empréstimos amortizados no caso de bancos e outros que 
não se encaixem nem em investimento nem em financiamento. Fiquem 
atentos. 
Gaba: C 

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33- Cespe 2011 TCU - Com respeito à análise das demonstrações contábeis 
das empresas, julgue os itens. 

A demonstração financeira do fluxo de caixa elaborada pelo método indireto 

deve especificar os fluxos das operações nas seguintes classes: juros e 
impostos pagos, recebimentos de clientes e pagamentos a empregados e 

fornecedores. 

Errado. Vamos ver esse trecho da DFC. 

Gaba: E 

34 - Cespe 2011 TCU - Acerca de fluxo de caixa, julgue os itens 
subsequentes. 

A demonstração dos fluxos de caixa, prevista na Lei n. o 6.404/1976, 
compreende as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e 
equivalentes de caixa, restringindo-se a segregação dessas alterações aos 
fluxos de investimentos e de financiamentos. 

Errado! 

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Atividades operacionais 

Recebimentos 

Clientes 

Juros 

Dividendos e JCP 
Royalties e Comissões 
Restituições de Impostos 

Aplicações disponíveis para venda e mantidas para negociação 

- Pagamentos 

Fornecedores— de impostos 

Salários 

Juros 

Despesas Antecipadas 

Aplicações disponíveis para venda 
Aplicações mantidas para negociação 
Impostos 

= Fluxo das atividades de operação 

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Professor Marcelo Seco 

Os fluxos de caixa do período classificados por 

atividades operacionais, de investimento e de 

financiamento. 

DFC 

Atenção!!! 

Gaba: E 

35 - Cespe 2011 CBM - Julgue os itens seguintes, relativos ao custo para 

tomada de decisões e às demonstrações contábeis. A demonstração do fluxo 

de caixa, quando analisada em conjunto com a demonstração do resultado, 
pode informar a taxa de conversão do caixa em lucros futuros. 

Uma análise do histórico dos valores mantidos em caixa (DFC) e dos valores do 
lucro líquido (DRE) pode levar ao estabelecimento de uma taxa de conversão 
de caixa em lucros. 

36 - Cespe 2011 CBM - Julgue os itens seguintes, relativos ao custo para 

tomada de decisões e às demonstrações contábeis. 
A demonstração do valor adicionado tem relação conexa com a demonstração 

do resultado do exercício, uma vez que ambas estão dirigidas para a geração 
de riqueza e sua respectiva distribuição exclusivamente aos sócios e acionistas. 

A DVA está estruturada para ser elaborada a partir da DRE. Assim, há uma 
estreita vinculação entre essas duas demonstrações. O erro está no fato de 

que a distribuição de riquezas não é mostrada apenas em relação aos 

sócios e acionistas. 

37 - Cespe 2011 Correios - Considerando que determinada empresa tenha 
vendido, à vista, um bem de seu ativo imobilizado por R$ 34.500,00, e 
sabendo que esse bem, quando adquirido, há três anos e sete meses, possuía 
vida útil remanescente de dez anos e foi registrado pelo custo de R$ 
54.000,00, julgue os itens que se seguem. 

Certo. 

Gaba: C 

Gaba: E 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

Professor Marcelo Seco 

Na demonstração de fluxo de caixa pelo método indireto, a transação produzirá 
impacto em atividades de investimento, por se tratar de alienação de um 
imobilizado, mas não provocará impacto em atividades operacionais, visto que 
a alienação de imobilizado é atividade não operacional. 

Muito bem! Esta questão é controversa e, a meu ver, o examinador equivocou-

se, pois, na verdade, o ganho ou perda na venda de imobilizado causa impacto 

no resultado ajustado que serve de base para o fluxo operacional, e não no 
próprio fluxo operacional. Mas esse foi o entendimento da banca, e embora 
incorretíssimo, foi mantido. 

Para resolver essa questão temos que depreciar o bem e verificar se houve 

ganho ou perda na alienação. 

VI contábil inicial: 54000 

depreciação: 450 ao mês 

43 meses = 19350 de depreciação 

54000 - 19350 = 34650 valor contábil final 
Preço de venda 34500 
Perda na venda 150 
Isto feito, vimos que haverá impacto no cálculo do resultado ajustado, que 
serve de base para o cálculo do operacional, e a banca considerou que isso 

causa impacto no próprio fluxo das operações. 

Gaba: E 

38 - Cespe 2011 Correios - As variações ocorridas na conta de reserva de 
lucros, em dado exercício, serão evidenciadas na demonstração de fluxo de 
caixa. 

Errado, as reservas não possuem relação com a DFC. 

Transações de investimento e financiamento que não envolvem o uso de caixa 

ou equivalentes de caixa devem ser excluídas da demonstração dos fluxos de 
caixa. Exemplos: 

Depreciação 

Constituição de EPCLD 

Ajuste de Avaliação Patrimonial 
Constituição de Reservas 

Gaba: E 

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39 - Cespe 2011 FUB - As demonstrações contábeis obrigatórias para as 
sociedades anônimas de capital aberto incluem o balanço patrimonial, a 
demonstração do resultado do exercício e, para algumas empresas, a 
demonstração de fluxo de caixa. 

Correto, a lista não está completa, mas BP, DRE e DFC são demonstrações 
exigidas para as SAs de capital aberto. 

Gaba: C 

40 - Cespe 2011 FUB - A partir da NBC  T l , que define a estrutura conceituai 

para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, todas as 

entidades contábeis devem seguir exclusivamente o regime de competência. 

Errado, o regime de caixa é excepcionalmente utilizado na elaboração da DFC 
pelas entidades comerciais, e também é utilizado pelas entidades públicas nos 

aspectos orçamentários da arrecadação de receitas e na elaboração da DFC. 

Gaba: E 

41 - Cespe 2010 DETRAN - A respeito de elaboração e análise dos 
demonstrativos contábeis de entidades públicas ou privadas, julgue os itens 
seguintes. 
As movimentações no caixa e seus equivalentes são evidenciadas e 
controladas por meio da demonstração dos fluxos de caixa que, elaborada pelo 

método direto ou indireto, devem incidir sobre os fluxos das operações, dos 
investimentos ou dos financiamentos. 

Perfeito! Resume o conceito da DFC. 

Gaba: C 

42 - Cespe 2010 ABIN - Acerca da demonstração do valor adicionado (DVA), 

julgue os itens a seguir de acordo com os atuais pronunciamentos contábeis 

brasileiros. 

Apesar de ser elaborada a partir da demonstração do resultado do exercício, 

DVA tem uma interface com a demonstração dos lucros ou prejuízos 

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acumulados (DLPA), na medida em que ambos os demonstrativos dizem 
respeito à distribuição do resultado do período. 

Certo. 

A DVA está estruturada para ser elaborada a partir da DRE. Assim, há uma 
estreita vinculação entre essas duas demonstrações e essa vinculação deve 

servir para sustentação da consistência entre elas. Mas ela tem também uma 
interface com a DLPA, na parte que diz respeito à distribuição do resultado 
do exercício, principalmente dos dividendos. 

Gaba: C 

43 - Cespe 2010 ABIN - O detalhamento da remuneração de capitais de 
terceiros, um dos componentes da distribuição da riqueza apresentada na DVA, 
evidencia os juros, inclusive os valores que tenham sido capitalizados no 

período; os aluguéis, inclusive as despesas com arrendamento operacional 
pagos ou creditados a terceiros; e outras remunerações, tais como royalties, 

franquia e direitos autorais, ainda que originadas de capital intelectual. 

Correto.Vamos ver esse trecho da DVA: 

Pessoal, vocês têm que saber a estrutura da DVA e da DFC, não existe outra 

forma de fazer a prova. 

Gaba: C 

44 - Cespe 2010 ABIN - A elaboração da DVA está fundamentada nos 

princípios fundamentais de contabilidade, proporcionando aos usuários das 
demonstrações contábeis informações relativas à parcela de contribuição que a 

entidade tem na formação do produto interno bruto. 

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8.3 - Remuneração de capitais de terceiros 

8.3.1 - Juros 
8.3.2 - Aluguéis 
8.3.3 - Outras 

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Errado! 

Vejam que situação ingrata: A banca apegou-se à literalidade para dar como 

errado um fragmento de texto que, de forma genérica, atende sim à descrição 
de uma característica da DVA. 

A DVA segue os princípios contábeis? De forma geral, é óbvio que sim. 
A DVA dá informações sobre a contribuição da entidade para o PIB? De forma 

geral, sim! 
Só que o examinador queria que você soubesse a definição abaixo, do 
CPC 09: 

DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos, buscando 

apresentar, eliminados os valores que representam dupla contagem, a 
parcela de contribuição que a entidade tem na formação do Produto Interno 

Bruto (PIB). Essa demonstração apresenta o quanto a entidade agrega de 

valor aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos ou consumidos 
durante determinado período. 

Gaba: E 

Dados para as questões 45 a 49. 

DRE 2009 $ mil 

Depreciação 

(20400) 

Lucro Líquido 

26800 

EPCLD 

(4343) 

Resultado na Alienação de Imobilizado 

3232 

Resultado MEP 

1010 

Variação Cambial de Investimentos 

2121 

BP $ mil 

2009 

2008 

ativos e passivos circulantes 
contas a pagar 

216300 

189890 

contas a receber de clientes 

535400 

497780 

despesas antecipadas 

62500 

71670 

estoques 

246600 

205560 

fornecedores 

136700 

116450 

obrigações trabalhistas e previdenciárias 

65800 

73340 

provisão créditos de liquidação duvidosa 

(20900) 

(20230) 

ativos e passivos não circulantes 

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empréstimos e financiamentos 

435980 

412230 

financiamentos incentivados 

5870 

6120 

imobilizado 

310010 

286760 

intangível 

254000 

271650 

Muito bem, vamos fazer a DFC pelo método indireto, que é o que cabe com os 

dados oferecidos (DRE e variações dos saldos), depois responderemos a todas 
as questões desse bloco: 

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C o n t a b i l i d a d e  G e r a l e  A v a n ç a d a para  A u d i t o r Fiscal da 

Receita Federal do Brasil -  T e o r i a e Exercícios -  A u l a 09 

P r o f e s s o r  M a r c e l o  S e c o 

D F C -  M é t o d o Indireto 

Atividades operacionais 

Resultado Líquido do Exercício 

26800 

(+) Depreciação, Amortização e Exaustão (Não envolve caixa) 

20400 

(+/-) Variação Cambial (Não envolve Caixa) Tiramos, pois foi positiva, mas 
não entrou caixa. 

(2121) 

(+/-) Resultado MEP (Não envolve Caixa) Tiramos, pois foi positiva, mas 
não entrou caixa. 

(1010) 

(+/-) Resultado Alienação Imobilizado, Investimento e Intangível 

(3232) 

(Esse sai porque é investimento e não operacional) 

= Resultado Ajustado 

40837 

(+/-) Variações de clientes 

(37620) 

(+/-) Variações de EPCLD/PDD 

670 

(+/-) Variações de estoques 

(41040) 

(+/-) Variações de despesas antecipadas 

9170 

(+/-) Variações de contas a pagar 

26410 

(+/-) Variações de fornecedores 

20250 

(+/-) Variação de impostos a pagar 

(7540) 

= Fluxo das atividades de operação 

11137 

Atividades de Investimento 

Recebimentos 

Venda de Imobilizado, Investimentos ou Intangível 

17650 

- Pagamentos 

Compra de Imobilizado, Investimentos ou Intangível 

(23250) 

= Fluxo das atividades de investimento 

(5600) 

Atividades de Financiamento 

Recebimentos 

Obtenção de empréstimos diversos 

23750 

- Pagamentos 

Pagamentos para amortização de empréstimos e financiamentos 

(250) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

23500 

45 -  C e s p e  2 0 1 0  A B I N - O  m o n t a n t e do fluxo de caixa  g e r a d o ou  c o n s u m i d o 

pelas atividades de investimento foi maior que R$ 5.000 mil. 

= Fluxo das atividades de operação 

11137 

= Fluxo das atividades de investimento 

(5600) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

23500 

O fluxo de investimento foi 5600, consumido. Correta, portanto, a assertiva. 

Note que  p o d e m o s falar em positivo e negativo,  g e r a d o e  c o n s u m i d o , entrada 

e saída. 

G a b a : C 

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46 - Cespe 2010 ABIN - A atividade que mais causou impacto no fluxo de 
caixa no período é a operacional. 

= Fluxo das atividades de operação 

11137 

= Fluxo das atividades de investimento 

(5600) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

23500 

Errado, o maior impacto foi do fluxo de financiamento, com geração de 23500. 

Gaba: E 

47 - Cespe 2010 ABIN - Duas das atividades geram caixa e equivalentes de 
caixa, enquanto a terceira os consome. 

Certo, vejamos abaixo. 

= Fluxo das atividades de operação 

11137 

= Fluxo das atividades de investimento 

(5600) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

23500 

Gaba: C 

48 - Cespe 2010 ABIN - O montante da variação (acréscimo ou decréscimo) 
do caixa e equivalente a caixa foi igual a R$ 7.510 mil. 

Errado, o total foi acréscimo de 29037. 

= Fluxo das atividades de operação 

11137 

= Fluxo das atividades de investimento 

(5600) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

23500 

Fluxo Total 

29037 

Gaba: E 

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49 - Cespe 2010 ABIN - O montante do fluxo de caixa gerado ou consumido 

pelas atividades de financiamento foi maior que R$ 23.700 mil. 

Errado, foi 23500. 

= Fluxo das atividades de operação 

11137 

= Fluxo das atividades de investimento 

(5600) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

23500 

Gaba: E 

50 - Cespe 2010 ABIN - Acerca da demonstração do fluxo de caixa e de 
acordo com os atuais pronunciamentos contábeis brasileiros, julgue os itens a 
seguir. 

Ao se adotar o método indireto na determinação do fluxo de caixa líquido 
advindo das atividades operacionais, é necessário ajustar o lucro (ou prejuízo) 

líquido quanto aos efeitos de variações ocorridas no período, tanto nos 

estoques quanto nas contas operacionais a receber e a pagar. Isso também 
ocorre com os itens que não afetam o caixa e com todos os outros itens 
tratados como fluxo de caixa, advindos das atividades de investimento e 
financiamento. 

Exato. É o que fazemos pelo método indireto. Para achar o fluxo operacional 
ajustamos o resultado e tiramos os valores que são de outros fluxos. 

Gaba: C 

51 - Cespe 2010 ABIN - Ganhos e perdas não realizados resultantes de 
mudanças nas taxas de câmbio de moedas estrangeiras têm de ser 
apresentados separadamente nos fluxos de caixa das atividades operacionais, 
de investimento e de financiamento, de acordo com a transação a que se 
referem. 

Errado. Ganhos e perdas por variação cambial, e outros ajustes de avaliação 
patrimonial, não aparecem na DFC, pois não envolvem caixa e 

equivalentes. 
Gaba: E 

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52 - Cespe 2010 ABIN - Caso um investimento em coligada ou controlada 
seja avaliado pelo método de equivalência patrimonial, a investidora deve 
evidenciar, em seu demonstrativo de fluxo de caixa, os fluxos de caixa entre a 
investidora e a sociedade investida, na forma de dividendos ou adiantamentos. 
CPC 03 
Quando o critério contábil for o MEP ou no método de custo, a entidade 
investidora fica limitada a apresentar na DFC os fluxos de caixa entre 
investidora e investida, representados, por exemplo, por dividendos e por 
adiantamentos. 

A banca apegou-se à literalidade (faltou o "método de custo"), e considerou 

errada essa questão. Porém, o texto não deixa de estar correto. Se eu digo 
que se o método for A ou B deve-se proceder da maneira X, está claro que se 
o método for A, deve-se proceder da maneira X. Mas a questão não foi 
anulada. 

Gaba: E 

53 - Cespe 2010 ABIN - No caso de empresas não financeiras, os fluxos de 
caixa referentes ao imposto de renda e à contribuição social sobre o lucro 
líquido devem ser divulgados separadamente e sempre ser classificados como 

fluxos de caixa das atividades operacionais. 

Errado. IR e CSLL são apresentados na mesma linha, como fluxo das 

atividades de operacionais. 

Gaba: E 

54 - Cespe 2010 ABIN - Caso uma imobiliária cobre aluguéis em nome de 

terceiros e os repasse inteiramente aos proprietários dos imóveis, estes não 

podem ser apresentados em bases líquidas nos fluxos de caixa provenientes 
das atividades operacionais da imobiliária. 

Errado, podem sim. 

Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de investimento e de 

financiamento podem ser apresentados em base líquida nas situações em 

que houver: 

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recebimentos e pagamentos em caixa em favor ou em nome de clientes, 
e os fluxos refletirem mais as atividades dos clientes do que as da 
própria entidade; 
recebimentos e pagamentos em caixa referentes a itens cujo giro seja 
rápido, os montantes sejam expressivos e os vencimentos sejam de 
curto prazo. 

Podem ser apresentados em base líquida: 

recebimentos de caixa e pagamentos em caixa pelo aceite e resgate de 
depósitos a prazo fixo; 
depósitos efetuados em outras instituições financeiras ou recebidos de 
outras instituições financeiras; 
adiantamentos e empréstimos de caixa feitos a clientes, e a amortização 
desses adiantamentos e empréstimos. 

Gaba: E 

55 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - A análise do fluxo de caixa é 
importante instrumento da gestão financeira. Com relação a esse assunto, 

julgue o item que se segue. O fluxo de caixa no sentido restrito, ou método 

direto é bastante utilizado na atividade de planejamento das empresas e sua 
realização, em termos retrospectivos, baseia-se em dados contáveis de 
operações efetuadas no período. 

Isso mesmo. O método direto baseia-se na análise direta dos saldos e dos 
eventos registrados em algumas contas, utilizando cálculos do tipo: 

Saldo final = Saldo inicial + Entrada - Saída 

Gaba: C 

56 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - O fluxo de caixa no sentido amplo, 
ou método indireto, apresenta, de forma sistematizada, as entradas e os 
desembolsos que contribuíram para a variação da conta disponibilidade no 
período. 

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Errado. O método que apresenta, de forma sistematizada, as entradas e os 

desembolsos que contribuíram para a variação da conta disponibilidade no 
período, é o direto. 

Gaba: E 

57 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - Depreciação, amortização, aumento 
em outras obrigações e aumento do caixa e equivalentes de caixa são itens 
evidenciados na demonstração do fluxo de caixa. 

Correto, mas apenas no método indireto. Vejam como o comportamento da 
banca é contraditório na formulação de questões, se seguissem o padrão da 
36, essa poderia ter sido considerada errada. 

Gaba: C 

Dados para as questões 52 e 53. 

Informações consolidadas de empresa nacional de capital aberto, indústria, 
comércio, e importação e exportação. 

Valores em mil reais 

adições ao imobilizado 

1710 

adições ao intangível 

100 

adições de investimentos permanentes 

248 

aumento nos ativos operacionais 

7591 

aumento nos passivos operacionais 

3772 

caixa e equivalentes ao final do período 

3811 

despesas que não afetam o caixa 

2480 

dividendos e JCP pagos 

749 

dividendos e JCP recebidos de controlada 

719 

ingressos de financiamento 

3886 

lucro líquido 

3487 

pagamento de financiamentos 

4730 

recebimento pela emissão de ações 

2929 

recebimento por empréstimos longo prazo 

537 

receitas que não afetam o caixa 

1930 

Vamos fazer a DFC pelo indireto: 

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DFC - Método Indireto 

Atividades operacionais 

Resultado Líquido do Exercício 

3487 

(+) Despesas financeiras que não afetaram o caixa 

2480 

(-) Receitas financeiras que não afetaram o caixa 

(1930) 

= Resultado Ajustado 

4037 

(+/-) Variações de ativos (aumento, no caso) 

(7591) 

(+/-) Variações de passivos (aumento, no caso) 

3772 

Dividendos e JCP recebidos de controlada (é operacional) 

719 

Atenção, aqui estava a chave da questão 52. sem esse valor, o resultado 

seria 218. 

= Fluxo das atividades de operação 

937 

Atividades de Investimento 

Recebimentos 

Venda de Imobilizado, Investimentos ou Intangível 

- Pagamentos 

Compra de Imobilizado, Investimentos ou Intangível 

(1710+100+248) 

(2058) 

= Fluxo das atividades de investimento 

(2058) 

Atividades de Financiamento 

Recebimentos 

Obtenção de diversos (ações e empréstimos LP, e financiamentos) 
2929+537+3886 

7352 

- Pagamentos 

Pagamentos de financiamentos e dividendos / JCP 4730+749 

(5479) 

= Fluxo das atividades de financiamento 

1873 

58 - Cespe 2010 MS  C o n t a d o r - O fluxo de caixa líquido proveniente das 

atividades operacionais é igual a R$ 218.000,00 positivos. 

Errado. O valor é 937, positivos. 

Vejam, a classificação dos dividendos e JCP recebidos era o ponto crucial para 
acertar essas duas questões. Se fossem classificados  c o m o financiamento, 
teríamos as duas, erradamente, dadas como certas. 

Na verdade, dividendos e JCP recebidos devem ser classificados como fluxo 
das operações. 

Gaba: E 

59 - Cespe 2010 MS Contador - O fluxo de caixa líquido proveniente das 
atividades de financiamento é igual a R$ 1.339.000,00 negativos. 

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Errado! No quadro podemos ver que o valor é 1873. 

Também aqui a classificação errada da conta de dividendos e JCP recebidos 
faria você perder a questão. 

Gaba: E 

60 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - Em relação à administração 

financeira, julgue os próximos itens. Deve-se ter cuidado ao adotar a 

demonstração do fluxo de caixa pelo método direto, pois esse método dificulta 
para o usuário a avaliação da solvência da empresa. 

Errado. Tanto o direto quanto o indireto fornecem a mesma informação ao 
usuário. 

Gaba: E 

61 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - O método indireto para a 
demonstração do fluxo de caixa é usado para demonstrar os recursos 
provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido, ajustado 
pelos itens considerados nas contas de resultado que não afetam o caixa da 
empresa. 

Perfeito! É isso mesmo, como vimos ao longo de toda a aula. 

Gaba: C 

62 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - A partir do fluxo de caixa realizado 
pode-se averiguar o excesso ou a escassez de recursos e identificar como se 
comportará, em determinado período, o fluxo de entrada e saída de recursos 

financeiros. 

Certo! 

A DFC proporciona aos usuários das DCs uma base para avaliar a capacidade 
de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como as necessidades 
da entidade de utilização desses fluxos de caixa. 

Permite ainda que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da 

entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua 
capacidade para mudar os montantes e a época de ocorrência dos fluxos de 

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caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. 

Gaba: C 

63 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - Em relação à administração 

financeira, julgue os próximos itens. O fluxo de caixa evidencia tanto o 

passado quanto o futuro, de forma que se possam tomar, com a devida 

antecedência, as medidas apropriadas para enfrentar a escassez ou o excesso 
de recursos. 
Certo! 

A DFC proporciona aos usuários das DCs uma base para avaliar a capacidade 
de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como as necessidades 
da entidade de utilização desses fluxos de caixa. 

Permite ainda que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da 

entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua 
capacidade para mudar os montantes e a época de ocorrência dos fluxos de 
caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. 

Gaba: C 

64 - FGV 2013 ALE MA - A informação acerca da elaboração das 
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas pela 
contabilidade, bem como a divulgação da informação requerida pelas normas, 
interpretações e comunicados técnicos, que não tenha sido apresentada nas 
demonstrações contábeis, consta 

A) dos pareceres de auditoria. 

B) das notas explicativas. 

C) dos relatórios da diretoria. 

D) dos relatórios da auditoria interna. 
E) das notas de rodapé às demonstrações. 

As notas explicativas devem: 

apresentar informação acerca da base para a elaboração das 
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas; 

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divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, 
Orientações e Interpretações do CPC que não tenha sido apresentada 
nas demonstrações contábeis; e 
prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas 
demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua 
compreensão. 

Sem mistério! 

Gaba: B 

65 - FGV 2010 Sefaz RJ - A Cia Nova Friburgo recebeu em dezembro de 
2009 uma intimação de um cliente por um produto comprado ter apresentado 
defeito. Os departamentos contábil e jurídico da empresa analisaram a 
intimação, apresentaram a defesa e julgaram que a perda da causa é possível. 

Ao mesmo tempo, foi verificado que se a Cia Friburgo tiver que pagar a 

indenização ao cliente, ela poderá exigir o ressarcimento de cerca de 80% do 

valor da indenização cobrada para a empresa fornecedora de matéria prima. 

No momento da elaboração das Demonstrações Contábeis de 31.12.2009 a 

empresa, de acordo com as normas contábeis brasileiras apresentadas no 

Pronunciamento CPC 25, aprovado pelo CFC, analisou a situação e adotou o 

seguinte procedimento: 

a) a empresa efetuou a Provisão para Contingências pelo valor de 100% da 
indenização cobrada. 
b) a empresa apresentou sua posição em notas explicativas. 
c) a empresa não teve obrigação de evidenciar o fato. 
d) a empresa efetuou a Provisão para Contingências pelo valor de 20% da 
indenização cobrada. 
e) a empresa constituiu uma Reserva para Contingência pelo valor de 100% da 
indenização cobrada. 

Vamos ver. 

Letras A, D e E, erradas. O texto diz que a perda da causa é possível, e só 

são reconhecidas provisões e reservas nos casos em que os fatos são 

prováveis. 
Letra B, correta. Se não pode reconhecer, e existe alguma importância para o 
usuário, deve ser inserido em NEs. 

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Letra C, errada. Deve expor o fato nas NEs, pois se tem alguma relevância, e 
não entrou nas DCs, deve aparecer nas NEs. Não há dados sobre a relevância 
ou não, e nesse caso, para a prova, inferimos que é relevante. 

Gaba: B 

Chegamos ao fim da aula. 

Destruam carinhosamente a matéria!!! 

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Lista das Questões Apresentadas 

1 - Esaf 2012 AFC STN - A empresa Inovação S.A. produtora de cabos de 

energia efetuou as seguintes operações em 2012: 
I. Lançamento da depreciação do ano. 
II. Pagamento de dividendos. 
III. Juros sobre o Capital Próprio Recebidos. 

Pode-se afirmar que estes eventos afetam a Demonstração dos Fluxos de 

Caixa, respectivamente, como: 
a) ajuste das atividades operacionais; saída das atividades de financiamento; 
entrada das fontes de investimento. 
b) entrada das fontes de investimento; saída das fontes de financiamento; 
entradas das fontes de financiamento. 
c) entrada das fontes de financiamento; entrada das fontes de investimento; 
saída das fontes de financiamento. 
d) entrada das atividades operacionais; saída das atividades de financiamento; 
saídas das fontes de investimento. 
e) saída das atividades operacionais; saídas das atividades operacionais; 
entrada das atividades operacionais. 

2 - Esaf 2012 AFC STN - Os gastos com serviços de terceiros e materiais 
utilizados para construção de ativos para a própria empresa devem ser 

apropriados na Demonstração do Valor Adicionado como: 
a) outras receitas. 

b) perda de valores internos. 

c) riqueza transferida. 
d) insumos adquiridos de terceiros. 
e) remuneração do capital de terceiros. 

3 - Esaf 2012 AFRFB - Nas empresas industriais são classificados como valor 
adicionado recebido em transferência os 
a) resultados de equivalência patrimonial e os dividendos relativos a 
investimentos avaliados ao custo. 
b) dividendos de participações societárias avaliadas pelo método de 
equivalência e os aluguéis. 
c) dividendos distribuídos e os resultados da avaliação de ativos ao seu valor 

justo. 

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d) juros sobre o capital próprio creditados e as receitas financeiras de qualquer 
natureza. 
e) gastos com ativos construídos pela empresa para uso próprio e os 
resultados obtidos com aquisições societárias vantajosas. 

Dos registros da Cia. Boreal, foram extraídos os dados relativos aos exercícios 

contábeis de 2009/2010, a seguir: 
Contas de Ativo 

2009 

2010 

Disponibilidades 

2.000 

1.000 

Estoques 

3.000 

5.900 

Clientes 

6.300 

8.000 

Provisão Créd Liq Duvidosa (PCLD) 

(300) 

(400) 

Participações Societárias 

13.500 

23.500 

Imobilizado Custo 

36.000 

40.000 

Depreciação Acumulada 

(8.000) 

(5.000) 

Marcas e Patentes 

2.500 

2.000 

Total do Ativo 

55.000 

75.000 

Contas de Passivo e Patrimônio Líquido 

2009 

2010 

Contas a Pagar 

4.000 

5.000 

Fornecedores 

14.000 

6.900 

Dividendos 

4.000 

6.400 

Provisão p/ Imposto de Renda e Contribuições 

2.500 

3.200 

Títulos a Pagar (I) -

5.000 

Capital Social 

28.400 

40.000 

Reserva Legal 

100 

740 

Reservas de Lucros 

2.000 

7.760 

Total do Passivo + Patrimônio Líquido 

55.000 

75.000 

Demonstração de Resultado de Exercício 2010 

1. Vendas 

190.000 

2. (-) CMV 

(100.000) 

3. Resultado Bruto Operacional 

90.000 

4. (-) Despesas: 
Administrativas 

(40.000) 

Financeiras 

(10.000) 

de Vendas 
de Depreciações 

(45.500) 
(3.000) 

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de Amortização (500) 

Total despesas (99.000) 

5. Resultado de Equivalência Patrimonial 10.000 
6. Resultado c/ Venda de Imobilizado 15.000 
7. Resultado Antes do Imposto de Renda 16.000 
8. Provisão p/ Imposto de Renda e Contribuições (3.200) 
9. Resultado Líquido do Exercício 12.800 

Distribuição do Resultado de Exercício 2010 
Reserva Legal 640 
Dividendos 6.400 
Reservas de Lucros 5.760 

Total do Resultado Apurado 12.800 

Informação adicional 
I. Títulos com vencimento previsto para 30 dias. 
II. Com relação a PCLD, a provisão em 2010 correspondeu a R$400,00. Não 
houve registro de reversão dos saldos anteriores. 
III. O Resultado c/Venda do Imobilizado corresponde a 75% do valor líquido do 
bem vendido. 
Com base nos dados fornecidos, responder: 

4 - Esaf 2012 AFRFB - O resultado apurado no período: 
a) gerou um ingresso total de caixa de R$ 16.300,00. 

b) quando ajustado, é negativo em R$ 8.700,00. 

c) contribuiu para ingresso financeiro de R$ 12.800,00. 
d) representa um uso total de disponibilidades de R$ 12.300,00. 
e) indica que a atividade operacional foi positiva em R$ 1.300,00. 

5 - Esaf 2012 AFRFB - Para a elaboração da Demonstração dos Fluxos de 
Caixa da Cia. Boreal, deve-se considerar que 
a) ocorreu uma aquisição de participações societárias em outras empresas. 
b) as atividades operacionais foram alteradas pelo ganho com a venda do 
Imobilizado. 
c) os dividendos distribuídos devem ser demonstrados como atividade de 
investimento. 
d) as atividades de financiamento geram um ingresso positivo no fluxo do 
caixa. 

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e) a movimentação dos Fornecedores provoca aumento nas atividades de 

financiamentos. 

6 - Esaf 2010 Susep - Na elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa 
podemos dizer que: 
a) acréscimos em contas do ativo aumentam caixa. 
b) decréscimos em contas do Patrimônio Líquido diminuem caixa. 
c) acréscimos em contas do passivo diminuem caixa. 
d) decréscimos em contas do Ativo diminuem caixa. 
e) decréscimos em contas do Patrimônio Líquido aumentam caixa. 

7 - FGV 2013 Inea RJ - Com relação às demonstrações contábeis, assinale a 
afirmativa correta. 

A) A conta "veículos" sempre será classificada no Balanço Patrimonial no ativo 

não circulante, tanto sendo destinada à formação da frota para uso como para 
revenda fazendo parte de sua operação principal. 
B) O lucro líquido apurado na demonstração do resultado do exercício é 

transferido integralmente para a conta lucros acumulados do patrimônio líquido 

do balanço patrimonial. 
C) O recebimento da conta "Clientes" e o pagamento da conta "Fornecedores" 
afetam o saldo do "Caixa líquido consumido nas atividades operacionais" 
constante da demonstração do fluxo de caixa. 
D) O método direto de elaboração da demonstração do fluxo de caixa, parte do 
lucro líquido do exercício, é ajustado pelas receitas e despesas que não afetam 
o Caixa nem o Equivalente-Caixa. 

E) As despesas com depreciação afetam o saldo do balanço patrimonial, o lucro 

apurado na demonstração do resultado do exercício e o saldo final do fluxo de 
caixa pelo método direto. 

8 - FGV 2010 Detran RN - Os demonstrativos adotados internacionalmente 

pelas empresas e que, a partir da Lei n°. 11638/07 representam também os 
demonstrativos contábeis obrigatórios para as empresas brasileiras, além do 
Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e a 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, são: 

A) Demonstração dos Lucros Acumulados e Demonstração das Origens e 
Aplicações de Recursos. 

B) Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado. 

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C) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração do 

Valor Adicionado. 

D) Demonstração das Reservas de Lucros e Demonstração do Fluxo de Caixa. 
E) Notas Explicativas e Demonstração de Lucros e Prejuízos. 

9 - FGV 2010 Sefaz RJ - A Cia. Topázio apresentou o seguinte Balanço em 

31/12/2008: 

ATIVO 

Disponibilidades 

180.000 

Clientes 

100.000 

Seguros Antecipados 

20.000 

Investimentos - Cia. Aífa 

100.000 

Equipamentos 

200.000 

Total 

600.000 

PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO 

Financiamentos 

310.000 

Capital Social 

290.000 

Total 

600.000 

As seguintes operações ocorreram durante o ano de 2009: 

I. a empresa auferiu receitas de vendas no valor de $ 600.000, integralmente 
recebidas. 
II. a empresa incorreu em despesas operacionais no valor de $ 250.000, que 
serão pagas no período seguinte. 
III. os equipamentos são depreciados à taxa de 10% ao ano, sem considerar 
valor residual. 
IV. a Cia. Alfa, em que a Cia. Topázio tem 100% de participação, gerou um 
lucro de $10.000. 

V. metade do saldo inicial de caixa foi aplicada gerando um rendimento de 

12% durante o ano. 

VI. do saldo de clientes, 90% foram integralmente recebidos. 
VII. compra de um terreno por $ 40.000 à vista. 

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VIII. os financiamentos consumiram encargos de 10% sobre o saldo inicial, 

que foram pagos no período. 
IX. os seguros antecipados foram 100% apropriados ao resultado do período. 

Dado que a empresa reconhece como operacionais as opções existentes no 
CPC 03, aprovado pelo CFC, assinale a alternativa que indique o valor do caixa 
gerado pela atividade operacional da empresa durante o ano de 2009. 

A) $ 649.800. 

B) $ 669.800. 

C) $ 690.000. 

D) $ 849.800. 
E) $ 870.000. 

10 - FGV 2010 Sead AP - Uma companhia fechada não será obrigada a 

elaborar e publicar a demonstração dos fluxos de caixa, desde que o seu 

patrimônio líquido seja: 

A) inferior a R$ 2.500.000,00, nos últimos trimestres. 

B) inferior a R$ 2.000.000,00, na data do balanço. 

C) superior a R$ 2.500.000,00, nos últimos trimestres. 

D) superior a R$ 2.000.000,00, no data do balanço. 
E) superior a R$ 2.500.000,00, na data do balanço. 

11 - FGV 2010 Sead AP - Uma das mudanças introduzidas pela legislação 

societária no Brasil foi a DVA (Demonstração do Valor Adicionada). Com 
relação à DVA é correto afirmar que: 

A) será obrigatória para as companhias abertas. 

B) será facultativa para as companhias abertas. 

C) será obrigatória para as companhias fechadas. 

D) será obrigatória para as companhias cujo Patrimônio Líquido seja superior a 
R$300.000,00. 
E) será obrigatória para as companhias cujo Patrimônio Líquido seja superior a 
R$240.000,00. 

As questões 12 e 13 devem ser respondidas a partir dos dados apresentados 

na tabela a seguir. 

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12 - FGV 2010 Badesc - O Valor Adicionado Total a Distribuir é de: 

A) 2.106.900,00. 

B) 2.018.100,00. 

C) 1.446.600,00. 

D) 1.725.830,00 
E) 1.929.300,00. 

13 - FGV 2010 Badesc - O Valor Adicionado Recebido em Transferência é 

A) 435.000,00. 

B) 450.850,00. 

C) 571.500,00. 

D) 482.700,00. 
E) 498.800,00. 

14 - FGV 2010 Badesc - A Cia Petrópolis apresentava os seguintes dados 

para a montagem da Demonstração do Valor Adicionado em 31/12/X0: 

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Assinale a alternativa que indique corretamente o valor adicionado a distribuir 
da Cia Petrópolis em 31.12.X0. 
A) R$ 310,00. 

B) R$ 510,00. 

C) R$ 620,00. 

D) R$ 650,00. 
E) R$ 760,00. 

15 - FGV 2009 Sefaz RJ - A Cia. Rubi efetuou as seguintes operações 

durante o ano de 2009: 

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Em 31.12.2009, o valor adicionado a distribuir da Cia. Rubi será de: 

A) $ 65.000. 

B) $ 68.000. 

C) $ 63.000. 

D) $ 69.000. 
E) $ 72.000. 

Informações para a resolução das questões 16 e 17: 

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16 - FGV 2010 Sead AP - Considerando a estrutura da DVA - Demonstração 

do Valor Adicionado, o Valor Adicionado Bruto será de: 
A) R$ 2.000.000,00. 

B) R$ 2.475.000,00. 

C) R$ 2.513.000,00. 

D) R$ 2.120.000,00. 
E) R$ 2.393.000,00. 

17 - FGV 2010 Sead AP - Considerando a estrutura da DVA - Demonstração 

do Valor Adicionado, o Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade será 
de: 
A) R$ 2.000.000,00. 

B) R$ 2.475.000,00. 

C) R$ 2.513.000,00. 

D) R$ 2.120.000,00. 
E) R$ 2.173.000,00. 

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18 - Cespe 2013 CNJ - A respeito de demonstrações contábeis, seus 

componentes, seus respectivos registros e sua evidenciação, julgue os itens 
subsequentes. Os recursos recebidos pela emissão de debêntures são 
classificados como oriundos da atividade operacional ao se elaborar o fluxo de 
caixa da empresa. 

19 - Cespe 2013 CNJ - Assim como na demonstração do resultado do 

exercício, o valor dos impostos recuperáveis é retirado dos custos dos produtos 
vendidos para a elaboração da demonstração do valor agregado (DVA). 

20 - Cespe 2012 TJ - Julgue os itens que se seguem, acerca da elaboração 

da demonstração do valor adicionado (dva). O valor adicionado líquido é 
distribuído em até quatro grandes categorias: pessoal, governo (impostos, 

taxas e contribuições), remuneração de capitais de terceiros e dividendos 

distribuídos. 

21 - Cespe 2012 TJ - Considere que determinada empresa, no final do 

exercício, tenha levantado os seguintes dados para elaborar a dva. 
depreciação, amortização e exaustão R$ 14.000,00 

insumos adquiridos de terceiros R$ 110.000,00 
receita R$ 300.000,00 

valor adicionado recebido em transferência R$ 4.000,00 

Nesse caso, com base apenas nos dados disponibilizados, é correto afirmar que 

o valor adicionado bruto e o valor adicionado a distribuir são, respectivamente, 
iguais a R$ 304.000,00 e R$ 200.000,00. 

22 - Cespe 2012 TJ - Em relação à demonstração do fluxo de caixa (dfc), 

julgue os itens subsequentes. O aumento do valor de contas a receber de 

clientes no final do período em relação ao valor do início do período implica 
redução no fluxo de caixa operacional. 

23 - Cespe 2012 TJ - As operações de pagamento de empréstimos e compra 
de imobilizados geram, respectivamente, reduções nos fluxos de caixa de 
investimento e de financiamento. 

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24 - Cespe 2012 TJ - Na elaboração do fluxo de caixa operacional pelo 
método indireto, o valor das depreciações e amortizações do período é 

acrescentado ao saldo do lucro líquido. 

25 - Cespe 2012 TJ - A respeito da demonstração do valor adicionado (DVA), 

de acordo com a legislação societária e os pronunciamentos do CPC, assinale a 
opção correta. 
a) Na elaboração da DVA, que deve levar em conta o pronunciamento 
conceituai básico do CPC, a grande maioria dos dados é obtida principalmente 
a partir do balanço patrimonial. 
b) A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, no mínimo, em pessoa 
e encargos; impostos, taxas e contribuições; e distribuição dos resultados. 
c) A DVA, embora não esteja fundamentada em conceitos macroeconômicos, 
busca apresentar a parcela de contribuição que a entidade tem na formação do 
produto interno bruto (PIB). 
d) A DVA — um dos elementos componentes do balanço social — tem por 

finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade, e a distribuição dessa 

riqueza, durante determinado período. 
e) A DVA tem por objetivo apresentar o valor da riqueza econômica gerada 
pela empresa como resultante do esforço individual e a distribuição dessa 
riqueza entre os demais elementos que compõem a demonstração. 

26 - Cespe 2012 TJ - Acerca da elaboração da demonstração do fluxo de 

caixa, de acordo com a legislação societária e os pronunciamentos do Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens que se seguem. 
O resgate do principal de aplicações financeiras não classificadas como 
equivalentes de caixa e os desembolsos de empréstimos concedidos pela 
empresa constituem saídas de caixa classificadas nas atividades de 
investimento e evidenciadas na demonstração do fluxo de caixa. 

27 - Cespe 2012 TJ - As vendas de ações emitidas e os empréstimos obtidos 
no mercado mediante emissão de debêntures ou outros instrumentos de dívida 
de curto ou longo prazo são exemplos de entradas de caixa classificados nas 

atividades de financiamento e evidenciados na demonstração do fluxo de 
caixa. 

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28 - Cespe 2012 MPE - A demonstração do valor adicionado evidencia a 

criação de valor pela empresa e sua distribuição equânime entre os agentes 
econômicos que contribuíram nesse processo. 

29 - Cespe 2012 MPE - Acerca da demonstração dos fluxos de caixa (DFC), 

conforme Pronunciamento CPC n.° 3, julgue os próximos itens. 

Para as entidades obrigadas à apresentação da DFC que optarem pelo uso do 
método direto, é recomendável a apresentação da conciliação entre o lucro 
líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. 

30 - Cespe 2012 MPE - A forma de divulgação da DFC das atividades 
operacionais depende do método empregado — se direto ou indireto. 

31 - Cespe 2012 MPE - A aquisição de um veículo deve ser representada na 
seção relativa às atividades de financiamento. 

32 - Cespe 2012 MPE - Recebimentos e pagamentos de prêmios e sinistros, 
anuidades e outros benefícios da apólice feitos por seguradora são exemplos 
de atividades operacionais. 

33- Cespe 2011 TCU - Com respeito à análise das demonstrações contábeis 
das empresas, julgue os itens. 

A demonstração financeira do fluxo de caixa elaborada pelo método indireto 

deve especificar os fluxos das operações nas seguintes classes: juros e 
impostos pagos, recebimentos de clientes e pagamentos a empregados e 

fornecedores. 

34 - Cespe 2011 TCU - Acerca de fluxo de caixa, julgue os itens 
subsequentes. 

A demonstração dos fluxos de caixa, prevista na Lei n. o 6.404/1976, 

compreende as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e 
equivalentes de caixa, restringindo-se a segregação dessas alterações aos 

fluxos de investimentos e de financiamentos. 

35 - Cespe 2011 CBM - Julgue os itens seguintes, relativos ao custo para 

tomada de decisões e às demonstrações contábeis. A demonstração do fluxo 

de caixa, quando analisada em conjunto com a demonstração do resultado, 
pode informar a taxa de conversão do caixa em lucros futuros. 

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Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

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36 - Cespe 2011 CBM - Julgue os itens seguintes, relativos ao custo para 

tomada de decisões e às demonstrações contábeis. 
A demonstração do valor adicionado tem relação conexa com a demonstração 

do resultado do exercício, uma vez que ambas estão dirigidas para a geração 
de riqueza e sua respectiva distribuição exclusivamente aos sócios e acionistas. 

37 - Cespe 2011 Correios - Considerando que determinada empresa tenha 

vendido, à vista, um bem de seu ativo imobilizado por R$ 34.500,00, e 
sabendo que esse bem, quando adquirido, há três anos e sete meses, possuía 
vida útil remanescente de dez anos e foi registrado pelo custo de R$ 

54.000,00, julgue os itens que se seguem. 
Na demonstração de fluxo de caixa pelo método indireto, a transação produzirá 
impacto em atividades de investimento, por se tratar de alienação de um 
imobilizado, mas não provocará impacto em atividades operacionais, visto que 
a alienação de imobilizado é atividade não operacional. 

38 - Cespe 2011 Correios - As variações ocorridas na conta de reserva de 
lucros, em dado exercício, serão evidenciadas na demonstração de fluxo de 
caixa. 

39 - Cespe 2011 FUB - As demonstrações contábeis obrigatórias para as 
sociedades anônimas de capital aberto incluem o balanço patrimonial, a 
demonstração do resultado do exercício e, para algumas empresas, a 
demonstração de fluxo de caixa. 

40 - Cespe 2011 FUB - A partir da NBC T1, que define a estrutura conceitual 

para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, todas as 
entidades contábeis devem seguir exclusivamente o regime de competência. 

41 - Cespe 2010 DETRAN - A respeito de elaboração e análise dos 
demonstrativos contábeis de entidades públicas ou privadas, julgue os itens 
seguintes. 
As movimentações no caixa e seus equivalentes são evidenciadas e 
controladas por meio da demonstração dos fluxos de caixa que, elaborada pelo 

método direto ou indireto, devem incidir sobre os fluxos das operações, dos 
investimentos ou dos financiamentos. 

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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da 

Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios - Aula 09 

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42 - Cespe 2010 ABIN - Acerca da demonstração do valor adicionado (DVA), 

julgue os itens a seguir de acordo com os atuais pronunciamentos contábeis 

brasileiros. 

Apesar de ser elaborada a partir da demonstração do resultado do exercício, 

DVA tem uma interface com a demonstração dos lucros ou prejuízos 
acumulados (DLPA), na medida em que ambos os demonstrativos dizem 
respeito à distribuição do resultado do período. 

43 - Cespe 2010 ABIN - O detalhamento da remuneração de capitais de 
terceiros, um dos componentes da distribuição da riqueza apresentada na DVA, 
evidencia os juros, inclusive os valores que tenham sido capitalizados no 

período; os aluguéis, inclusive as despesas com arrendamento operacional 
pagos ou creditados a terceiros; e outras remunerações, tais como royalties, 

franquia e direitos autorais, ainda que originadas de capital intelectual. 

44 - Cespe 2010 ABIN - A elaboração da DVA está fundamentada nos 

princípios fundamentais de contabilidade, proporcionando aos usuários das 
demonstrações contábeis informações relativas à parcela de contribuição que a 
entidade tem na formação do produto interno bruto. 

Dados para as questões 45 a 49. 

DRE 2009 $ mil 

Depreciação 

(20400) 

Lucro Líquido 

26800 

EPCLD 

(4343) 

Resultado na Alienação de Imobilizado 

3232 

Resultado MEP 

1010 

Variação Cambial de Investimentos 

2121 

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BP $ mil 

2009 

2008 

ativos e passivos circulantes 
contas a pagar 

216300 

189890 

contas a receber de clientes 

535400 

497780 

despesas antecipadas 

62500 

71670 

estoques 

246600 

205560 

fornecedores 

136700 

116450 

obrigações trabalhistas e previdenciárias 

65800 

73340 

provisão créditos de liquidação duvidosa 

(20900) 

(20230) 

ativos e passivos não circulantes 
empréstimos e financiamentos 

435980 

412230 

financiamentos incentivados 

5870 

6120 

imobilizado 

310010 

286760 

intangível 

254000 

271650 

45 - Cespe 2010 ABIN - O montante do fluxo de caixa gerado ou consumido 

pelas atividades de investimento foi maior que R$ 5.000 mil. 

46 - Cespe 2010 ABIN - A atividade que mais causou impacto no fluxo de 
caixa no período é a operacional. 

47 - Cespe 2010 ABIN - Duas das atividades geram caixa e equivalentes de 
caixa, enquanto a terceira os consome. 

48 - Cespe 2010 ABIN - O montante da variação (acréscimo ou decréscimo) 
do caixa e equivalente a caixa foi igual a R$ 7.510 mil. 

49 - Cespe 2010 ABIN - O montante do fluxo de caixa gerado ou consumido 

pelas atividades de financiamento foi maior que R$ 23.700 mil. 

50 - Cespe 2010 ABIN - Acerca da demonstração do fluxo de caixa e de 
acordo com os atuais pronunciamentos contábeis brasileiros, julgue os itens 
aseguir. 

Ao se adotar o método indireto na determinação do fluxo de caixa líquido 

advindo das atividades operacionais, é necessário ajustar o lucro (ou prejuízo) 
líquido quanto aos efeitos de variações ocorridas no período, tanto nos 
estoques quanto nas contas operacionais a receber e a pagar. Isso também 

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ocorre com os itens que não afetam o caixa e com todos os outros itens 

tratados como fluxo de caixa, advindos das atividades de investimento e 
financiamento. 

51 - Cespe 2010 ABIN - Ganhos e perdas não realizados resultantes de 
mudanças nas taxas de câmbio de moedas estrangeiras têm de ser 
apresentados separadamente nos fluxos de caixa das atividades operacionais, 
de investimento e de financiamento, de acordo com a transação a que se 
referem. 

52 - Cespe 2010 ABIN - Caso um investimento em coligada ou controlada 
seja avaliado pelo método de equivalência patrimonial, a investidora deve 
evidenciar, em seu demonstrativo de fluxo de caixa, os fluxos de caixa entre a 
investidora e a sociedade investida, na forma de dividendos ou adiantamentos. 

53 - Cespe 2010 ABIN - No caso de empresas não financeiras, os fluxos de 
caixa referentes ao imposto de renda e à contribuição social sobre o lucro 
líquido devem ser divulgados separadamente e sempre ser classificados como 

fluxos de caixa das atividades operacionais. 

54 - Cespe 2010 ABIN - Caso uma imobiliária cobre aluguéis em nome de 

terceiros e os repasse inteiramente aos proprietários dos imóveis, estes não 

podem ser apresentados em bases líquidas nos fluxos de caixa provenientes 
das atividades operacionais da imobiliária. 

55 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - A análise do fluxo de caixa é 
importante instrumento da gestão financeira. Com relação a esse assunto, 

julgue o item que se segue. O fluxo de caixa no sentido restrito, ou método 

direto é bastante utilizado na atividade de planejamento das empresas e sua 
realização, em termos retrospectivos, baseia-se em dados contáveis de 
operações efetuadas no período. 

56 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - O fluxo de caixa no sentido amplo, 
ou método indireto, apresenta, de forma sistematizada, as entradas e os 
desembolsos que contribuíram para a variação da conta disponibilidade no 
período. 

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57 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - Depreciação e amortização, 
aumento em outras obrigações e aumento do caixa e equivalentes de caixa são 
itens evidenciados na demonstração do fluxo de caixa. 

Dados para as questões 58 e 59. 
Informações consolidadas de empresa nacional de capital aberto, indústria, 

comércio, e importação e exportação. 

Valores em mil reais 

adições ao imobilizado 

1710 

adições ao intangível 

100 

adições de investimentos permanentes 

248 

aumento nos ativos operacionais 

7591 

aumento nos passivos operacionais 

3772 

caixa e equivalentes ao final do período 

3811 

despesas que não afetam o caixa 

2480 

dividendos e JCP pagos 

749 

dividendos e JCP recebidos de controlada 

719 

ingressos de financiamento 

3886 

lucro líquido 

3487 

pagamento de financiamentos 

4730 

recebimento pela emissão de ações 

2929 

recebimento por empréstimos longo prazo 

537 

receitas que não afetam o caixa 

1930 

58 - Cespe 2010 MS Contador - O fluxo de caixa líquido proveniente das 
atividades operacionais é igual a R$ 218.000,00 positivos. 

59 - Cespe 2010 MS Contador - O fluxo de caixa líquido proveniente das 
atividades de financiamento é igual a R$ 1.339.000,00 negativos. 

60 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - Em relação à administração 

financeira, julgue os próximos itens. Deve-se ter cuidado ao adotar a 

demonstração do fluxo de caixa pelo método direto, pois esse método dificulta 
para o usuário a avaliação da solvência da empresa. 

61 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - O método indireto para a 
demonstração do fluxo de caixa é usado para demonstrar os recursos 

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provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido, ajustado 
pelos itens considerados nas contas de resultado que não afetam o caixa da 
empresa. 

62 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - A partir do fluxo de caixa realizado 
pode-se averiguar o excesso ou a escassez de recursos e identificar como se 
comportará, em determinado período, o fluxo de entrada e saída de recursos 

financeiros. 

63 - Cespe 2010 Banco da Amazônia - Em relação à administração 

financeira, julgue os próximos itens. O fluxo de caixa evidencia tanto o 

passado quanto o futuro, de forma que se possam tomar, com a devida 
antecedência, as medidas apropriadas para enfrentar a escassez ou o excesso 
de recursos. 

64 - FGV 2013 ALE MA - A informação acerca da elaboração das 
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas pela 
contabilidade, bem como a divulgação da informação requerida pelas normas, 
interpretações e comunicados técnicos, que não tenha sido apresentada nas 
demonstrações contábeis, consta 

A) dos pareceres de auditoria. 

B) das notas explicativas. 

C) dos relatórios da diretoria. 

D) dos relatórios da auditoria interna. 
E) das notas de rodapé às demonstrações. 

65 - FGV 2010 Sefaz RJ - A Cia Nova Friburgo recebeu em dezembro de 
2009 uma intimação de um cliente por um produto comprado ter apresentado 
defeito. Os departamentos contábil e jurídico da empresa analisaram a 
intimação, apresentaram a defesa e julgaram que a perda da causa é possível. 

Ao mesmo tempo, foi verificado que se a Cia Friburgo tiver que pagar a 

indenização ao cliente, ela poderá exigir o ressarcimento de cerca de 80% do 
valor da indenização cobrada para a empresa fornecedora de matéria prima. 
No momento da elaboração das Demonstrações Contábeis de 31.12.2009 a 
empresa, de acordo com as normas contábeis brasileiras apresentadas no 

Pronunciamento CPC 25, aprovado pelo CFC, analisou a situação e adotou o 

seguinte procedimento: 

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a) a empresa efetuou a Provisão para Contingências pelo valor de 100% da 
indenização cobrada. 
b) a empresa apresentou sua posição em notas explicativas. 
c) a empresa não teve obrigação de evidenciar o fato. 
d) a empresa efetuou a Provisão para Contingências pelo valor de 20% da 
indenização cobrada. 
e) a empresa constituiu uma Reserva para Contingência pelo valor de 100% da 
indenização cobrada. 

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Gabarito 

1 A 

6 B 

11 A  16 D  21 E  26 E  31 E  36 E  41 C  46 E  51 E  56 E  61 C 

2 D  7 C 

12 E  17 A  22 C  27 C  32 C  37 E  42 C  47 C  52 E  57 C  62 C 

3 A 

8 B 

13 D  18 E  23 E  28 E  33 E  38 E  43 C  48 E  53 E  58 E  63 C 

4 B 

9 B 

14 E  19 E  24 C  29 E  34 E  39 C  44 E  49 E  54 E  59 E  64 B 

5 D 

10 B  15 A  20 C  25 D  30 C  35 C  40 E  45 C  50 C  55 C  60 E  65 B 

11 

16 

21 

26 

31 

36 

41 

46 

51 

56 

61 

12 

17 

22 

27 

32 

37 

42 

47 

52 

57 

62 

13 

18 

23 

28 

33 

38 

43 

48 

53 

58 

63 

14 

19 

24 

29 

34 

39 

44 

49 

54 

59 

64 

10 

15 

20 

25 

30 

35 

40 

45 

50 

55 

60 

65 

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